quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Michael Madsen (1957 - 2025)

Michael Madsen, ator de filmes como “Kill Bill”, morreu aos 67 anos em Malibu, vítima de parada cardíaca. Ele preparava o lançamento de um novo livro e atuava em projetos independentes.

Publicado por Alan Corrêa em Famosos dia 03/07/2025 

Michael Madsen, ator que marcou gerações com personagens intensos e imprevisíveis, foi encontrado morto nesta quinta-feira (3.7.2025) em sua residência em Malibu, na Califórnia. Ele tinha 67 anos e, segundo autoridades locais, sofreu uma parada cardíaca. A morte foi confirmada pelo TMZ e pelo The Hollywood Reporter, que também revelaram detalhes do estado emocional e profissional do artista nos últimos meses.

Nascido em Chicago em 1957, Madsen começou sua carreira artística nos anos 1980. Logo se destacou pela facilidade em compor figuras duras e enigmáticas, chamando a atenção de diretores como Quentin Tarantino. Com ele, Madsen viveu seus papéis mais emblemáticos, como Mr. Blonde, em “Cães de Aluguel”, personagem que protagonizou uma das cenas mais chocantes da história do cinema ao torturar um policial ao som de “Stuck in the Middle with You”.

Em 2003, voltou a trabalhar com Tarantino em “Kill Bill”, onde interpretou Budd, irmão da Noiva, papel de Uma Thurman. A relação com o diretor era marcada por confiança artística e uma liberdade que permitia ao ator explorar o lado mais sombrio e humano de seus personagens. Ao longo da carreira, ele também atuou em sucessos como “Donnie Brasco”, “Thelma & Louise”, “Free Willy”, “Os Oito Odiados” e “Era Uma Vez em… Hollywood”.Fora das telas, Madsen levava uma vida mais reservada.

Casado há 20 anos, pai de sete filhos, costumava descrever sua rotina doméstica como oposta à imagem violenta de seus personagens. “Sou apenas um ator. Estou em casa de pijama, assistindo a TV com meu filho fazendo cheeseburgers pra mim”, disse ele em 2018, em entrevista ao The Hollywood Reporter.

Nos últimos anos, o ator se dedicava a projetos menores, principalmente no circuito independente. Estava prestes a lançar um livro pessoal, intitulado “Lágrimas por meu pai: pensamentos e poemas fora da lei”, uma coletânea de reflexões íntimas sobre família, arte e redenção. O projeto era considerado por ele um renascimento criativo, segundo seus representantes. 

Apesar da imagem durona que construiu ao longo das décadas, Madsen enfrentava batalhas particulares. Em 2024, foi preso por agredir a esposa. O episódio trouxe à tona questões emocionais que ele tentava lidar longe dos holofotes. Ainda assim, mantinha-se produtivo e engajado com novos trabalhos, demonstrando vontade de explorar outros lados da própria identidade artística. Sua morte encerra um ciclo de mais de 40 anos no cinema, marcados por interpretações viscerais e presença cênica inconfundível. Madsen deixa um legado de personagens que atravessaram o tempo e o imaginário coletivo, além de um olhar poético sobre a própria existência, que estava prestes a compartilhar com o público em seu livro inédito. Fonte: Abcnews e Ctvnews.

Vídeo - Michael Madsen

Em tempo

Michael Madsen tem uma cinematografia incrível e trepidante. Mais de 300 filmes com boa parte deles coadjuvante. Tentei contabilizar esta maratona cinematográfica.

1) Imdb (ver aqui ): como ator - 332 créditos, próximos - 16, produção - 23, roteiro - 3

2) Cinemaweb: Michael Madsen - filmografia (ver aqui )

Atuação

A Corpse in Kensington, como Michael, 2025 

Resurrection Road, como Quantrill, 2025 

Cookbook for Southern Housewives, como Kingsley 

As Telas do Alamo, Concessions, 2025 

Blood Behind Us 

The First Circle, como Eli Brevil, 2025 

Saturday at the Starlight, como Frank G, 2025 


Dark Feathers: Dance of the Geisha, como Kensei, 2024 

Once Upon a Time in Hollyweird, como Michael Madsen, 2024 

Monster Mash, como Doctor Frankenstein, 2024 

Baba Yaga: Assassins Revenge, como Logan Bergman, 2024 

DinoGator, como Layton, 2024 

Arena Mortal, como Samson, 2024 

Final Wager, como Ian, 2024 

Max Dagan, como Don Clancy, 2024 

South of Hope Street, como Benjamin, 2024 

Prepare to Die, 2024 

Spirit Riser, como Narrador (voz), 2024 


Ataque à Colina 400, como General Cota, 2023

Buckle Up, 2023 

Necronomicon, 2023 

The Lurking Fear, como Officer Hansen, 2023 

Waking Karma, como Paul, 2023 

Legend of the White Dragon, como Max Reed, 2023 

Outlaw Johnny Black, como Dutch, 2023 


American Badass: A Michael Madsen Retrospective, como Ele Mesmo, 2022

The Wraith Within, como Sheriff Townsend, 2022

Death Count, como Detective Casey, 2022

Until We Meet Again, como Detective Morrison, 2022

Incarnation, como Peter, 2022

The Latin from Manhattan, como District Attorney, 2022

Damon's Revenge, como Damon, 2022


Quentin Tarantino: From a Movie Buff to a Hollywood Legend, como Ele Mesmo (filmagem de arquivo), 2021

Run Raven Run, como Narrador (voz), 2021

Ten Million Throwaways, como Narrador, 2021

Burial Ground Massacre, como Damon, 2021

Ladri di Natale, como Vince, 2021

Até o Fim!, como Bill, 2021

Playing with Stars, 2021

Uma Noite Violenta em New York, como Lord Samuel Morgan, 2021

Red Prophecies, como Richard Tyler, 2021


Nishabdham, como Richard Dawkins, 2020

The Garden Left Behind, como Kevin, 2020

2 Graves in the Desert, como Vince, 2020

Shark Season, como James, 2020

Conjuring: The Book of the Dead, como Jefferson, 2020

Serpent in the Bottle, como Joe, 2020

Unbelievable!!!!!, como President Ben Dover, 2020

Anjos das Trevas, como Balthazar, 2020

Puppy Love, como Wesley, 2020

Dirty Fears, como Michael, 2020

Anushka's Nishabdham, 2020 


Rock, Paper, Scissors, como Doyle Dechert, 2019

Red Handed, como Lou, 2019

Born2Race, como Bobby Unser, 2019

Primitiva, como Narrador (voz), 2019

Trading Paint, como Linsky, 2019

Welcome to Acapulco, como Hyde, 2019

Arctic Dogs, como Duke (voz), 2019

Era Uma Vez em… Hollywood, como 'Bounty Law' - Sheriff Hackett, 2019

Quentin Tarantino: Os Oito Primeiros, como Ele Mesmo, 2019 


Negociação Suja, como Dean, 2018

Q-4: Dream Corporation, 2018

Megalodon, como Admiral King, 2018

Dead On Time, como Mike McGuirk, 2018

Hangover in Death Valley, como Ted (filmagem de arquivo), 2018

Spatss!, como Gang Leader, 2018

Love Addict, como Mr. Dickinson, 2018

Garlic and Gunpowder, como Jason, 2018

Assassins Revenge, como Detective Frank McMillian, 2018

The Journey Ahead, como Max, 2018

Grindhouse Nightmares, 2018

Papa, como Ivan, 2018 


Gasoline, como Макс, 2017 

Devil's Domain, como Bill, 2017

A Vizinha Errada, como Coach Jaworski, 2017

The Broken Key, como Tully DeMarco, 2017

Unfallen, como General McCallister, 2017

Cartel de Diamantes, como Mike, 2017

O Diário Vigilante, como Moreau, 2017


Last Man Club, como Stearman Pilot, 2016

Death in the Desert, como Ray Easler, 2016

Magi, como Lawrence Irlam, 2016

Sequestro na Romênia, como Mihai, 2016

Velhos Tempos, como Enzo, 2016

Dennis Hopper: Uneasy Rider, como Ele Mesmo, 2016

Talons, como George Fitzgerald, 2016

Os Oito Odiados, como Joe Gage, 2016

Along for the Ride, como Ele Mesmo, 2016


Lumberjack Man, como Dr. Peter Shirtcliff, 2015

Flipped, como Casey, 2015

Hope Lost, como Manol, 2015

Tráfico Humano, como The Boss, 2015 https://www.imdb.com/pt/title/tt3120960/

Perigoso Refúgio, como John, 2015

Sacred Blood, como Detective Brennan, 2015

CobraGator, como Layton, 2015

No Deposit, como Peter Shay, 2015

Lady Psycho Killer, como Doctor Douglass, 2015

Bikini Inception, como Ele Mesmo, 2015


The Ninth Cloud, como Bob, 2014

Water Wars, como Bane, 2014

A Virada de Jake, como Russell O'Malley, 2014

2047: Visões da Morte, como Lobo, 2014

Skoryy 'Moskva-Rossiya', como агент, 2014 

Non escludo il ritorno, como Paul Hummel, 2014

Beyond the Game, como Robert, 2014


Alien Battlefield, 2013

Garbage, como Michael, 2013

Infected, como Louis Hartley, 2013

Along the Roadside, como Jerry, 2013

Ashley, Jovem Frustrada, como Bill, 2013

Terrible Angels, como Ben Nolan, 2013

Madoff: Made Off with America, como Agent Kennedy, 2013

Gabrielle, como Edward Sheehan, 2013

ICE Agent, como Carlos Garcia, 2013

Sins, como Don Mancino, 2013

Tiroteio em Serra Nevada, como Sheriff Sawyer, 2013

Lionhead, como Walter Powell, 2013

Pregando o Amor, como Frank Harris, 2013

Nomad the Beginning, como Wolf, 2013


Cole Younger & The Black Train, como Marshall Stallings, 2012 

Piranhaconda, como Prof. Lovegrove, 2012

Magic Boys, como Terence, 2012

Além do Troféu, como Cole Lambert, 2012

Prince of the City, como Ben Carlton, 2012

As pik - Loša sudbina, como Sef, 2012 

O Trapaceiro, como Lt. 'Sully' Sullivan, 2012

Eldorado, como Ted, 2012


Amsterdam Sem Justiça, como Keele, 2011

Forest of the Living Dead, como Lt. Brandon Ross, 2011

Leão de Judá, como Boss (voz), 2011

Dirty Little Trick, como Vito, 2011

Kill Bill: O Inteiro Caso Sangrento, como Budd (Sidewinder), 2011 

A Quinta Execução, como Rik, 2011

Not Another Not Another Movie, como Lester Storm, 2011 

A Cold Day in Hell, como U.S. Marshal Stallings, 2011


The Brazen Bull, 2010 

The Portal, como Dr. Azirra, 2010

Refém Assassino, como Doe, 2010

Gloves of Stone, como Willie, 2010

Corruption.Gov, como Senator John Mordire, 2010

The Big I Am, como Martell, 2010

Não Há Vagas, como Hotel Operator, 2010

Jogos do Poder, como William, 2010

Let the Game Begin, como Dr. Turner, 2010

Federal, como Sam Gibson, 2010 


Outrage, como Farragut, 2009

Put, como Commander, 2009

Sangue Frio, como Father Roy, 2009

Christmas Crash, como Joseph Johnson, 2009

Amazing Racer, como Dave Blair, 2009

Hired Gun, como Dan Moeller, 2009

Cicatrizes do Passado, como Dreq, 2009

Creepshow Raw: Insomnia, como Barry, 2009

You Might As Well Live, como Clinton Manitoba, 2009

Break, como The Associate, 2009

Lanterna Verde: Primeiro Vôo, como Kilowog (voz), 2009

Clear Lake, WI, como The Reverend, 2009

Imortal, como George, 2009

Lost in the Woods, como Stuart Bunka, 2009

Inverno Profundo, como Dean, 2009

The Face Is Familiar, como Ele Mesmo, 2009 


Ligações Criminosas, como Monk, 2008

Sangue no Asfalto, como Vincent Scaillo, 2008

Jogos de Um Pscicopata, como Tin Man/Officer Lawdale, 2008

Killer's Freedom, como Leo Ibiza, 2008

Eyes Front, 2008 

Hell Ride, como The Gent, 2008

45 R.P.M., como Major Baxter, 2008

Imperfeição, como Max Walker, 2008

The Evolution of Clint Eastwood, como Ele Mesmo, 2008

The Long Shadow of Dirty Harry, como Ele Mesmo, 2008

The Business End: Violence in Cinema, como Ele Mesmo, 2008

No Bad Days, como Lester, 2008

A Moral Right: The Politics of Dirty Harry, como Ele Mesmo, 2008

The Craft of Dirty Harry, como Ele Mesmo, 2008


Being Michael Madsen, como Ele Mesmo, 2007

Strength and Honour, como Sean Kelleher, 2007

Croc: A Fera Assassina, como Croc Hawkins, 2007

Traição em Hong Kong, como Miles Rennberg, 2007

Vivendo e Morrendo, como Agent Lind, 2007

Machine, como Ray, 2007

Afghan Knights, como Cooper, 2007

L.A. Dicks, como Steven Miller, 2007

Cosmic Radio, como Senator Atwood, 2007

Os Encurralados, como Jackal - Rover, 2007


The Maltese Falcon: One Magnificent Bird, como Ele Mesmo, 2006 

Estrada Para o Inferno, como J.T. Goldman, 2006

O Código Tarantino, como Mr. Blonde / Vic Vega (filmagem de arquivo), 2006

Southern Comfort, 2006

UKM: The Ultimate Killing Machine, como Major Blevins, 2006

Marcados para Morrer, como Kevin Harrison, 2006

Cartada de Risco, como Seal, 2006

Heróis de Guerra, como J.T. Colt, 2006

Prohibition Opens the Floodgates, como Ele Mesmo, 2006 

O Escolhido, como Guillermo List, 2006

Todo Mundo em Pânico 4, como Oliver, 2006

Morality and the Code: A How-to Manual for Hollywood, como Ele Mesmo, 2006

Molls and Dolls: The Women of Gangster Films, como Ele Mesmo, 2006

Film Noir: Bringing Darkness to Light, como Ele Mesmo, 2006


BloodRayne, como Vladimir, 2005

Gangland: Bullets over Hollywood, 2005 

Sin City: A Cidade do Pecado, como Bob, 2005

As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, como Maugrim (voz), 2005

Law of Corruption, como American, 2005


Kill Bill: Volume 2, como Budd 'Sidewinder', 2004

Kill Bill: Volume 1, como Budd, 2004

Jacked$, como Boss, 2004

Frankenstein, como Detec. Harker, 2004

Blueberry: Desejo de Vingança, como Wallace Sebastian Blount, 2004

The Making of 'Kill Bill Vol. 2', como Ele Mesmo, 2004

Sam Peckinpah's West: Legacy of a Hollywood Renegade, como Ele Mesmo, 2004 

44 Minutos: O Tiroteio de North Hollywood, como Frank McGregor, 2003

Vampires Anonymous, como Geno, 2003

A Filha do Chefe, como T.J., 2003

007 Um Novo Dia para Morrer, como Damian Falco, 2003 

Thelma & Louise: The Last Journey, como Ele Mesmo, 2003 

Pauly Shore Está Morto, como Michael Madsen, 2003 


Perigo On-Line, como Russ, 2002

Welcome to America, como Special Agent Leon Fogel, 2002

The Thief & the Stripper, como Jimmie D., 2002

The Real Deal, como Baker Jacks, 2002


Michael Jackson - You Rock My World, como Thug, 2001

The Ghost, como Dan Olinghouse, 2001

Pressure Point, como Jed Griffin, 2001

L.A.P.D.: To Protect And To Serve, como James Alexander, 2001

Fall, como Jeremy Banes, 2001

Outlaw, como Conner, 2001 

42K, como Narrador, 2001

Sob Fogo Cruzado, como Zippo, 2001

You Rock My World, como Thug, 2001

Extreme Honor, como Sparks, 2001

Choke, como Will, 2001


Livre para Matar, como Ben, 2000

Sacrifício, como Tyler Pierce, 2000

Voodoo Dawn, como Frank Barlow, 2000

Bad Guys, como Jay Peters, 2000

The Price of Air, como Mr. Ball, 2000

The Alternate, como Agent Briggs, 2000

The Inspectors 2: A Shred of Evidence, como Joe, 2000

Ultimate Target, como Uncle, 2000

A Vingança de um Pistoleiro, como Frank Miller, 2000


Surface to Air, como Gunnery Sgt. Zach Massin, 1999

Supreme Sanction, como Dalton, 1999

Flat Out, como Gene, 1999

The Florentine, como Whitey, 1999

Ballad of the Nightingale, como Giovanni, 1999


The Sender - Força Invasora, como Dallas Grayson, 1998

A Experiência II: A Mutação, como Press Lenox, 1998

Papertrail, como FBI Agent Brad Abraham, 1998

Rough Draft, como Haynes, 1998

Detour, como Burl Rogers, 1998 


The Winner, como Wolf, 1997

Alvo Executivo, como Nick James, 1997

Donnie Brasco, como Dominick 'Sonny Black' Napolitano, 1997 

The Girl Gets Moe, como Donnelly, 1997

Catherine's Grove, como Joe Mason, 1997

The Maker, como Skarney, 1997


O Preço da Traição, como Eddie Hall, 1996 

The Last Days of Frankie the Fly, como Sal, 1996


Red Line, como Mr. Lawrence, 1995 

Man with a Gun, como John Wilbur Hardin, 1995

Free Willy 2 - A Aventura Continua, como Glen Greenwood, 1995

A Experiência, como Preston Lennox, 1995 


Dead Connection, como Det. Matt Dickson, 1994

A Fuga, como Rudy Travis, 1994

À Sombra de um Disfarce, como Blood, 1994

Wyatt Earp, como Virgil Earp, 1994 

Who Do You Think You're Fooling?, como Mr. Blonde (filmagem de arquivo), 1994

Season of Change, como Randy Parker, 1994

Blue Tiger: Desafiando a Yakuza, como Gun Salesman (não creditado), 1994


Cães de Aluguel, como Mr. Blonde / Vic Vega, 1993

Arriscando Tudo, como Harry Talbot, 1993

Uma Casa na Colina, como Mickey, 1993

Almost Blue, como Morris, 1993

Inside Edge, como Richard Montana, 1993

Dinheiro, Pra Que Dinheiro?, como Detective Laurenzi, 1993 

Free Willy, como Glen Greenwood, 1993


Falando Francamente, como Steve, 1992

Fatal Instinct, como Cliff Burden, 1992 

Baby Snatcher, como Cal Hudson, 1992


Thelma & Louise, como Jimmy, 1991

The Doors, como Tom Baker, 1991


Montana, como Pierce, 1990

The End of Innocencecomo Earl, 1990


Mate-me Outra Vez, como Vince A. Miller, 1989 

Iguana, como Sebastián, 1989

Sangue da Terra, como Enzio, 1989 


Um Grito na Noite, como Earl, 1988


The Killing Time, como Stu, 1987 


Um Homem Fora de Série, como Bump Bailey, 1985 


Jogos de Guerra, como Steve, 1984 

Adeus à Inocência, como Frank, 1984 


Diner, como Boogie, 1983 

Special Bulletin, como Jimmy Lenox, 1983 


Against All Hope, como Cecil Moe,1982


Roteiro

American Badass: A Michael Madsen Retrospective, como Escritor, 2022 


Produção

Até o Fim!, como Produtor Executivo, 2021

The Dirty Kind, como Produtor Executivo, 2019

Death in the Desert, como Produtor Executivo, 2016

The Brazen Bull, como Produtor, 2010

Caminho Sem Volta, como Produtor Associado, 2009

Imperfeição, como Produtor Executivo, 2008

Being Michael Madsen, como Produtor, 2007

The Sender - Força Invasora, como Produtor Associado, 1998

The First Circle,como Coprodutor


 



 



sábado, 22 de novembro de 2025

 Máximas marxianas - parte 2

Seguindo Máximas marxianas (ler aqui), os extratos selecionados por mim, do livro "Karl Marx: uma biografia" de José Paulo Netto.

No tocante à validez contemporânea da obra de Marx, penso que, nesta segunda década do século XXI, a teoria marxiana continua válida e absolutamente necessária para compreender o capitalismo dos nossos dias, mas, ao mesmo tempo, entendo que ela não é suficiente: para compreender o capitalismo contemporâneo, é preciso investiga-lo a partir não das conclusões marxianas, e sim da sua concepção teórica-metodológica. [1] 

II - Paris: a descoberta do Grande Mundo (1843 - 1844)

A concepção filosófica-antropológica de Marx [2] é explicitada nos paragráfos que compõem o segmento "Trabalho alienado e propriedade privada", mas é objeto de novas desterminações no terceiro manuscrito; por isso, na exposição dela, já aqui recorreremos também a passagens deste último manuscrito. Clarificar essa concepção, num excurso necessariamente sumário, por certo contribui para a compreensão da concepção marxiana da alienação e dos próprios Manuscritos ;  

Tal concepção filosófico-antropológica [3], que Marx desenvolve em 1844, assenta na ideia de que o ser do homem se constitui enquanto atividade vital consciente enquanto atividade livre consciente. A forma primária dessa atividade é o trabalho, a própria vida produtiva, traço distintivo do ser do homem em face do universo da vida animal. Lê-se nesse primeiro manuscrito:

O animal é imediatamente um com a sua atividade vital. Não se diferencia dela. É ela. O homem faz a sua própria atividade vital objeto da sua vontade e da sua consciência. Não é uma determinidade com a qual ele se confunda imediatamente. A atividade vital consciente diferencia imediatamente o homem da atividade vital animal. [...] Decerto, o animal também produz. Constrói para si um ninho, habitações, como as abelhas, castores, formigas etc. Contudo, produz apenas o que necessita imediatamente para si ou para a sua cria; produz unilateralmente, enquanto o homem produz universalmente; produz apenas sob a dominação da necessidade física imediata, enquanto o homem produz mesmo livre da necessidade física e só produz verdadeiramente na liberdade da mesma. [...] O animal dá forma apenas segundo a medida e a necessidade da species a que pertence, enquanto o homem sabe produzir segundo a medida de cada species e sabe aplicar em toda a parte a medida inerente ao objeto; por isto, o homem dá forma também segundo as leis da beleza.[4]

Mas o trabalho, atividade vital específica do homem - que o distingue da vida animal - não suprime da sua naturalidade. Para Marx, "o homem (tal como o animal) vive da natureza", tanto na medida em que ela é 1) um meio de vida imediato, como na medida em que ela é 2) o objeto/matéria e o instrumento da sua atividade vital. A natureza é o corpo inorgânico do homem, quer dizer a natureza na medida em que não é ela própria corpo humano. O homem vive da natureza significa: a natureza é o seu corpo, com o qual ele tem de permanecer em constante processo para não morrer. Que a vida física e espiritual do homem esteja em conexão com a natureza não tem outro sentido senão que a natureza está em conexão com ela própria, pois o homem é uma parte da natureza. [5]

Notas de 67 a 70 [3]


......

Sob a luz de Marx, no primeiro manuscrito, relaciona o salariato, trabalho despossado (isto é, trabalho alienado) e a propriedade privada: "Salário é uma consequência imediata do trabalho alienado e o trabalho alienado é a causa imediata da propriedade privada"86; por isso a propriedade privada é vista "enquanto a expressão material, resumida, do trabalho exteriorizado". Linhas antes, todavia, Marx já desenvolvera com mais elementos tais relações:

Através do trabalho alienado, exteriorizado, o trabalho gera a relação de um homem alienado ao trabalho e postado fora deste trabalho. A relação de um homem alienado ao trabalho e postado fora deste trabalho. A relação do trabalhador gera a relação daquele com o capitalista [...]. A propriedade privada é, portanto, o produto, o resultado, a consequência necessária do trabalho exteriorizado [...]. A propriedade privada resulta, portanto, por análise, a partir do conceito de trabalho exteriorizado, i. é, do homem exteriorizado, do trabalho alienado, da vida alienada, do homem alienado.

É certo que obtivemos o conceito de trabalho exteriorizado (da vida exteriorizada) a partir da economia nacional como resultado do movimento da propriedade privada. Mas a análise deste conceito mostra que, se a propriedade aparece como fundamento, como causa do trabalho exteriorizado, ela é antes uma consequência do mesmo, assim como também originariamente os deuses não são a causa, mas efeito do extravio humano do entendimento.

Unicamente no ponto culminante do desenvolvimento da propriedade privada se evindencia de novo o seu segredo, a saber: por um lado, que ela é o produto do trabalho exteriorizado e, em segundo lugar, que ela é o meio através do qual o trabalho se exterioriza, a realização dessa exteriorização.

É fundamental observar que a relação entre trabalho alienado e propriedade privada é saturada pela divisão do trabalho (que já nos Cadernos, fora também posta como expressão alienada). Num importante fragmento dedicado a ela nos Manuscritos, Marx registra:

A divisão do trabalho é a expressão nacional-econômica da sociabilidade do trabalho no interior da alienação. Ou, dado que o trabalho é apenas uma expressão da atividade humana no interior da exteriorização, da expressão de vida como exteriorização de vida, assim também a divisão do trabalho não é senão o pôr alienado, exteriorizado, da atividade humana como uma atividade genérica real ou como uma atividade do homem como ser genérico. [A divisão do trabalho é a] figura alienada e desapossada da atividade humana como atividade genérica.

Divisão do trabalho que se conecta com a produção mercantil, que, de acordo com o segundo manuscrito, não apenas produz bens de troca, como também é a produção que produz o homem não só como mercadoria, a mercadoria-homem, o homem na determinação de mercadoria. [6]

Nota 86 [5]

Em Paris, no fim do verão de 1844, os caminhos de Marx e Engels, jovens de respectivamente 26 e 24 anos incompletos, se cruzaram para o compartilhamento de vida, lutas e obras, numa relação que se estendeu por praticamente décadas, até a morte do primeiro.

Vincularam-se de começo por razões políticas e logo construíram uma duradoura amizade, estabelecendo rara e fecunda colaboração intelectual. Amadureceram estimulando-se mutuamente e desenvolvendo as suas personalidades muito diferentes: Marx, um gênio obsecado pela pesquisa filosófica e em seguida pela teoria social, algumas vezes irritadiço e outras tantas impaciente, a cada dia mais preferindo o exame rigoroso de problemas e documentos a quaiquer mundanismos; Engels, uma inteligência brilhante e uma invejável capacidade de trabalho, coladas a uma generosidade pessoal ímpar e a um gosto refinado pelas boas coisas da vida [7].  A mais alta estatura intelectual de Marx nunca foi posta em questão por Engels, que, por seu turno, era um pensador de luz própria e interesses autônomos; Marx sempre foi profundamente grato ao amigo, quer pelo contributo que Engels deu à sua obra, quer pelo suporte material decisivo que dele recebeu [8]. O fundamento objetivo dessa amizade, para além da solariedade fraterna própria a ela, residiu na enérgica paixão revolucionária que os animava e na inquebrantável confiança no protagonismo histórico do proletariado. Não por acaso, na história do movimento socialista revolucionário, a relação entre Marx e Engels tornou-se reverenciada desde Lênin, para quem "as lendas da Antiguidade contam exemplos comoventes de amizade. O proletariado da Europa pode dizer que sua ciência foi criada por dois sábios, dois lutadores, cuja amizade ultrapassa tudo o que de mais comovente oferecem as lendas dos antigos" (Lênin, 1997, v. I, p. 33 [8]). [10]

Notas 131 e 132 [7]


Bibliografia

[1] Netto, José Paulo, Karl Marx: uma biografia, p. 33, Boitempo, 2020

[2] Obra citada, Nota 67 p. 557 

[3] Obra citada, Nota 68 p. 557 

[4] Obra citada, Nota 69 p. 558

[5] Obra citada, pp. 107-108

[6] Obra citada, pp. 112-113

[7] Obra citada, pp. 564

[9] Obra citada, pp. 571 e 572

[10] Obra citada, pp. 131 e 132

[8] Lênin, Vladmir Ilitch Uliánov, Obras escolhidas em três tomos, Lisboa/Moscou, Avante! Progress, 1977-1978


segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Morte vulgar

 Ao buscar a vida, eu criei a morte. (Frankenstein, o criador, o monstro). Não consigo morrer e não consigo viver. Não posso encarar um fim tão vulgar. (A criatura, a vítima)


3.700 dias 19 horas 56 min 04 segundos

Les eaux glacées du calcul égoiste

Victor era um burgês e por conseguinte um egoista. Não vivia em águas geladas. Pelo contrário, vivia num clima quente, escaldante, do interior do Estado de São Paulo. Já beirava os oitenta. Vivia só, mas não era gregário. Tinha sua turma. 

Cara, pare de fumar. Você quer antecipar tua morte? dizia um amigo.

E ele respondeu: morte? Neste inferno em que vivemos, a morte seria um alívio. Quem sabe existe um inferno melhor depois da morte, se é que tem existência post-mortem.

Revide do amigo: reclamando de barriga cheia. Tens uma boa aposentadoria, família, esposa, filhos e filhas, netos e netas e até bisnetos e bisnetas. Pessimismo não.

Você tem razão, pessimista. O que você disse da família é necessário, mas insuficiente. Convivo com um exterior de guerra de classes, de genocídios, de guerras fraticidas, de políticos filhos da puta e um crescente desastre ambiental. Para simplificar, num processo de auto-destruição, respondeu Victor.


3.304 dias 11 horas 56 min 30 segundos

A chave dos Lusíadas

Victor para uma roda de amigos e amigas: Sempre fui do livro. Desde criança lia muito. É de lá que lembro da História do mundo para as crianças de Monteiro Lobato. Foi minha primeira infantil visão de mundo. Mais tarde, já jovem, me enroscava no caderno de cultura do Estadão. Não entendia 40% do que lia, mas estoicamente, ia até o fim.

Vê-se que tem muitos livros mesmo. Quando estive na tua casa percebi. Peguei em alguns, disse uma amiga. Aliás cheguei a folhear o livro Luis de Camões, A chave dos Lusíadas, edição de 1907. Bem velhinho, mas conservado.

Pois é, deve ser uma bibliotecazinha de uns quinhentos livros mais ou menos, disse Victor. Aliás, não sei para onde vão estes livros, quando me for deste mundo para outro.


2.756 dias 17 horas 27 min 56 segundos

Ateu graças a Deus

Victor, tinha a fama na cidade de um leitor voraz. Num belo dia um professor o convidou para conversar com seus alunos e alunas. Sobre literatura.

Para uma turma de ensino médio ele disse:

"Minha cabeça deve a sua perfeição ou a sua imperfeição à literatura e ao cinema; à família; à interação (com as pessoas), à ação e à autonomia. Sou não gregário, mas as vezes egoísta. Resumindo, só da literatura, o que me fez a cabeça? Dom Casmurro do Machado de Assis, Angústia do Graciliano Ramos, Cem anos de solidão do Garcia Márquez, Fausto do Goethe, Grande sertão: veredas do Guimarães Rosa, O manifesto comunista de Marx e Engels. E outros por aí".

Num momento da conversa um fedelho perguntou: o senhor tem religião?

De pronto Victor respondeu: "Não, sou ateu graças a Deus". E a sala toda caiu na gargalhada.


1.101 dias 9 horas 00 min 20 segundos

Elogio à tristeza

Um bicho contraditório. Nem bom, nem mau. Um homem humano. Assim era Victor. Em família tinha lá seus tempos de tirania. Liza, sua esposa, que o diga. Um drama gótico é o que ela dizia sobre o seu casamento com Victor. Mas tiveram tempo para filhos, netos e bisnetos.

Tudo misturado com melancolia, alegria, histeria e tristeza. Até que que veio a tempestade. Victor foi diagnosticado com enfisema pulmonar.

Tornou-se intratável e irascível. Um Mephisto faustiano. Pulsão de morte? Sim. Destruição e autodestruição. E quem pagou o preço? A família, que foi contaminada pela tristeza.

Antes desta tempestade, Victor dizia que gostaria de morrer bem. Com saúde. Não foi o que viria acontecer.


502 dias 13 horas 37 min 45 segundos

Se você morrer eu te mato

Conversando sobre Liza. Mulher calma, com uma paciência de Jó, mas se alguém pisar no calo ela explode. Victor sabia quem era sua esposa. Cinquenta e dois anos de convivência deixaram marcas. 

Tudo bem, querido, sei que tua doença tirou você do prumo. Agora sei também que você não pode extrapolar os limites da boa convivência agredindo, verbalmente, todo mundo. Conheço quem é você por baixo desta pele de cordeirinho. Disse ela a Vitor, ainda num dia de calmaria.

Olha aqui, eu também te conheço. Uma bruxa rabugenta com pacto com o diabo. Não me encha o saco, retrucou Victor.

Pisou no calo.

Com uma fúria indescritível, Liza replicou: olha aqui, seu filho da puta, vá para o inferno. Suportei você nesses anos todos para agora me condenar como a bruxa rabugenta? Agora sim, para eu estar certa, se você morrer, eu te mato. 


10 dias 05 horas 27 min 32 segundos

Morte vulgar

Notícia na TV: Um caminhão de lixo tombou na manhã desta segunda-feira (27) após bater em um veículo de passeio na pista próxima ao Rio Pardo, no sentido da Rodovia Washington Luís.

Victor estava neste veículo de passeio. Morreu instantemente. Não morreu bem como desejava, mas quase não sofreu. Liza lamentou não poder matar o morto. O corpo estava praticamente em cinzas.

Vida vulgar, morte vulgar


00 dias 00 horas 00 min 00 segundos: FIM


Dando nome aos bois

Ao buscar a vida, eu criei a morte. (Frankenstein, o criador, o monstro). Não consigo morrer e não consigo viver. Não posso encarar um fim tão vulgar. (A criatura, a vítima) É, mais ou menos, do filme Frankenstein, 2025 de Guillermo del Toro

Pluribus, série de TV, 2025, foi de onde tive a ideia de segmentar o texto em partes temporais (dia, hora, minuto, segundo)

Les eaux glacées du calcul égoiste (tradução livre: as águas geladas do cálculo egoísta) está lá no Manifesto comunista de Marx & Engels publicado em 1948

Se você morrer, eu te mato, surrupiei do livro Samuel Fuller, se você morrer, eu te mato! Ruy Gardner, Fundação Cultural Banco do Brasil, 2013.






sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Grammy Latino 2025

Bad Bunny vence Grammy Latino com o melhor álbum do ano; Liniker leva 3 prêmios

'Dominguinho', de João Gomes, Mestrinho e Jota.pê, conquista o prêmio de melhor álbum de música de raízes em língua portuguesa

'Si Antes Te Hubiera Conocido", de Karol G, é a melhor canção do ano

fsp, 13.11.2025

Liniker recebe o troféu de melhor canção em língua portuguesa do Grammy Latino 2025 por 'Veludo Marrom' - Candice Ward/Getty Images via AFP

Veja a lista dos premiados nas principais categorias do Grammy Latino 2025. (clic para escuchar) [166]


Gravação do Ano

"Baile Inolvidable", Bad Bunny 

"DTMF", Bad Bunny 

"El Día del Amigo", CA7RIEL & Paco Amoroso 

"#Tetas", CA7RIEL & Paco Amoroso 

"Desastres Fabulosos", Jorge Drexler & Conociendo Rusia 

"Lara", Zoe Gotusso 

"Si Antes Te Hubiera Conocido", Karol G 

"Cancionera", Natalia Lafourcade 

"Ao Teu Lado", Liniker 

"Palmeras en el Jardín", Alejandro Sanz 


Álbum do Ano

"Cosa Nuestra", Rauw Alejandro 

"DeBÍ TiRAR MáS FOToS", Bad Bunny 

"Papota", CA7RIEL & Paco Amoroso 

"Raíces", Gloria Estefan 

"Puñito de Yocahú", Vicente García 

"Al Romper la Burbuja", Joaquina 

"Cancionera", Natalia Lafourcade 

"Palabra de To’s (Seca)", Carín León 

"Caju", Liniker 

"En las Nubes - Con Mis Panas", Elena Rose 

"¿Y Ahora Qué?", Alejandro Sanz 


Canção do Ano

"Baile Inolvidable", Bad Bunny 

"Bogotá", Natalia Lafourcade 

"DTMF", Bad Bunny 

"El Día Del Amigo", CA7RIEL & Paco Amoroso 

"Otra Noche de Llorar", Mon Laferte 

"Palmeras en el Jardín", Alejandro Sanz 

"Si Antes Te Hubiera Conocido", Karol G 

"#Tetas", CA7RIEL & Paco Amoroso 

"Veludo Marrom", Liniker 


Melhor Canção Pop

"Bogotá", Andrés Cepeda 

"El Día del Amigo", CA7RIEL & Paco Amoroso  

"Querida Yo", Yami Safdie & Camilo 

"Soltera", Shakira

"Te Quiero", Nicole Zignago 


Artista Revelação

Alleh 

Annasofia 

Yerai Cortés 

Juliane Gamboa 

Camila Guevara 

Isadora 

Alex Luna 

Paloma Morph 

Sued Nunes 

Ruzzi 


Melhor Canção em Língua Portuguesa

"Maravilhosamente Bem", Júlia Mestre 

"Ouro de Tolo", Marina Sena 

"Transe", Zé Ibarra 

"Um Vento Passou", Milton Nascimento e Esperanza Spalding 

"Veludo Marrom", Liniker 


Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa

"No Escuro, Quem É Você?", Carol Biazin 

"Fugacidade", Janeiro 

"Caju", Liniker 

"Maravilhosamente Bem", Julia Mestre 

"Coisas Naturais", Marina Sena 


Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa

"O Mundo Dá Voltas", BaianaSystem  

"Colinho", Maria Beraldo 

"Reações Adversas / Ao Persistirem os Sintomas", Tó Brandileone 

"Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto!", Djonga 

"Big Buraco", Jadsa 


Melhor Interpretação Urbana em Língua Portuguesa

"Só Quero Ver", BK’ & Evinha 

"Demoro a Dormir", Djonga ft. Milton Nascimento 

"Caju", Liniker  

"A Dança (Ao Vivo)", Mc Hariel & Gilberto Gil 

"Barbie", Mc Tuto ft Dj Glenner 


Melhor Álbum de Música Cristã (Língua Portuguesa)

"Ton Carfi 20 Anos (Ao Vivo)", Ton Carfi 

"Razão da Esperança", Paloma Possi 

"Onde Guardamos as Flores?", Resgate 

"Memóri4s (Ao Vivo)", Eli Soares  

"A Maior Honra", Julliany Souza 


Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa

"Casa Coração", Joyce Alane

"Ao Vivo No Ccb: Homenagem A José Mário Branco", Camané 

"Universo de Paixão", Natascha Falcão 

"Transespacial", Fitti 

"Dominguinho", João Gomes, Mestrinho e Jota.Pê  


Melhor Álbum de Música Popular Brasileira/Música Afro Portuguesa Brasileira

"Sentido", 5 A Seco 

"Um Mar pra Cada Um", Luedji Luna 

"Pique", Dora Morelenbaum 

"Divina Casca", Rachel Reis 

"Beleza. Mas Agora a Gente Faz o que Com Isso?", Rubel 


Melhor Álbum de Música Sertaneja

"Let's Go Rodeo", Ana Castela 

"José & Durval", Chitãozinho & Xororó 

"Obrigado Deus", Léo Foguete 

"Transcende (Ao Vivo / Deluxe)", Lauana Prado 

"Do Velho Testamento", Tierry 


Melhor Álbum de Samba/Pagode

"Alcione", Alcione 

"Manual Prático do Novo Samba Tradicional, Vol. 2: Tia Darci", Marcelo D2 

"Pagode da Mart'nália", Mart'nália 

"Zeca Pagodinho - 40 Anos (Ao Vivo)", Zeca Pagodinho 1

"Sorriso Eu Gosto no Pagode Vol. 3 - Homenagem ao Fundo De Quintal (Gravado Em Londres)"


Melhor Álbum de Música Urbana

"Debí Tirar Más Fotos", Bad Bunny 

"Underwater", Fariana 

"Naiki", Nicki Nicole 

"MPC (Música Popular Carioca)", Papatinho

"Elyte", Yandel 


Melhor Álbum Instrumental

"Alma en Cuba", Ariel Brínguez & Iván "Melon" Lewis 

"Saga", Yamandu Costa, Martín Sued e Orquestra Assintomática 

"Ida e Volta", Yamandu Costa 

"Havana Meets Harlem", Harlem Quartet Featuring Aldo López Gavilán 

"Y El Canto de Todas", Rafael Serrallet & Orquesta Filarmónica Nacional de Lviv  


Melhor Álbum de Jazz Latino

"Hamilton de Holanda Trio Live in NYC", Hamilton de Holanda (vencedor em empate) 

"La Fleur de Cayenne", Paquito D'Rivera & Madrid-New York Connection Band 

"Luces y Sombras", Iván Melon Lewis Trio 

"Cuba and Beyond", Chucho Valdés, Royal Quartet (vencedor em empate) 

"Golden City", Miguel Zenón


Melhor Álbum de Música Infantil

"Los Nuevos Canticuentos", Canticuentos, Coro de Ríogrande  

"Aventuras de Caramelo", Antonio Caramelo, Malibu 

"Cenas Infantis", Palavra Cantada 

"Buscapié", Luis Pescetti, Juan Quintero 

"Jirafas", Rita Rosa 


Compositor do Ano

Edgar Barrera  

João Ferreira 

Pablo Preciado 

Mónica Vélez 

Ale Zéguer 


Melhor Vídeo Musical Versão Curta

"EL CLúB", Bad Bunny 

"Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer (Dlre)", BK' 

"#Tetas", Ca7riel & Paco Amoroso  

"Cura pa Mi Alma", Vera Grv 

"Full Time Papi", Guitarricadelafuente 


Melhor Vídeo Musical Versão Longa

"Papota", Ca7riel & Paco Amoroso  

"Iradoh - 3 Atos De Irmandade: A Música, O Crime E A Justiça", Hodari 

"Mon Laferte, Te Amo", Mon Laferte 

"Lamento (Extended Cut)", Gaby Moreno 


Produtor do Ano

Rafa Arcaute, Federico Vindver (vencedor em empate) 

Edgar Barrera 

Nico Cotton (vencedor em empate) 

Andres Torres, Mauricio Rengifo 

Matheus Stiirmer 


Melhor Música para Mídias Visuais

"Cada Minuto Cuenta", Pedro Osuna 

"Cien Años De Soledad", Camilo Sanabria

"El Eternauta", Federico Jusid 

"In The Summers", Eduardo Cabra 

"Pedro Páramo", Gustavo Santaolalla  


Melhor Canção de Raízes

"Aguacero", Luis Enrique, C4 Trío 

"Como Quisiera Quererte", Natalia Lafourcade Featuring El David Aguilar 

"El Palomo y La Negra", Natalia Lafourcade 

"Ella", Anita Vergara, Tato Marenco 

"Jardín del Paraíso", Monsieur Periné Featuring Bejuco 

Pasó a Hawaii", Bad Bunny"Lo Que le  


Melhor Álbum Pop Contemporâneo

"Cuarto Azul", Aitana 

"Palacio", Elsa y Elmar 

"Al Romper la Burbuja", Joaquina 

"En las Nubes - Con Mis Panas", Elena Rose 

"¿Y Ahora Qué?", Alejandro Sanz  


Melhor Álbum Pop Tradicional

"Bogotá", Andrés Cepeda  

"Cursi", Zoe Gotusso 

"Lo que Nos Faltó Decir", Jesse & Joy 

"Natalia Lafourcade Live At Carnegie Hall", Natalia Lafourcade 

"Después de los 30", Raquel Sofía 


Melhor Interpretação de Música Eletrônica Latina

"Orión (Sistek Remix)", Boza, Elena Rose & Sistek 

"Ella Quiere Techno", Imanbek & Taichu 

"Qqqq", Ela Minus 

"Rulay En Dubai (Extended)", Mr. Pauer, Villa Electronika & Dj Polin 

"Veneka", Rawayana Featuring Akapellah 


Melhor Interpretação Urbana/Fusão Urbana

"Capaz (Merengueton)", Alleh, Yorghaki 

"DTMF", Bad Bunny 

"De Maravisha", Tokischa Featuring Nathy Peluso 

"La Plena - W Sound 05", W Sound Featuring Beele & Ovy On The Drums 

"Roma", Jay Wheeler 


Melhor Interpretação Reggaeton

"Baja pa' Acá", Rauw Alejandro Featuring Alexis & Fido 

"Voy a Llevarte pa Pr", Bad Bunny  

"Dile a Él", Nicky Jam 

"Brillar", Lenny Tavárez 

"Reggaeton Malandro", Yandel Featuring Tego Calderón 


Melhor Canção Rap/Hip Hop

"El Favorito de Mami", Big Soto Featuring Eladio Carrion 

"Fresh", Trueno  

"Parriba", Akapellah Featuring Trueno 

"Sudor y Tinta", J Noa & Vakero 

"Thc", Arcángel 

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

O mundo da energia elétrica

60% da energia elétrica do mundo vem de combustíveis fósseis; veja dados de 90 países

143 países têm mais da metade da produção elétrica originada em fontes não renováveis, caso da Índia, onde 74% da energia vem do carvão

Fonte que mais cresceu para a produção de eletricidade foi a solar, saindo de 1% para 6,9% em uma década

Natália Santos & Tiago Cardoso, fsp, 11.11.2025

Desde o Acordo de Paris, firmado em 2015, países adotam medidas para aumentar a participação de fontes renováveis na produção de energia elétrica. Levantamento da Folha indica que o cenário mudou em 149 países, que passaram a usar mais energia provinda de sol, vento, água e biomassa na equação da produção elétrica. O avanço, entretanto, reflete pouco na situação global.

Mais da metade da eletricidade produzida no mundo — 60% ou 18,2 mil terawatt-hora (TWh)— ainda vem de combustíveis fósseis, de fontes como carvão, gás natural e petróleo.

A produção de energia elétrica responde por um terço das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, segundo dados de 2022 da plataforma Climate Watch.

Na última década, a fonte alternativa que mais cresceu para a produção de eletricidade foi a solar, saindo de 1% para 6,9%. A eólica também registrou avanço de 3,5% para 8%.

A análise usa dados da Ember, grupo britânico de pesquisa sobre tecnologias de energia limpa. Fontes limpas são hidrelétrica, solar, eólica, biomassa e outras; já as não renováveis são os combustíveis fósseis e a energia nuclear.

Para cada país, a reportagem usou dados mais recentes disponíveis. Os de 2024 são uma estimativa com informações de 91 nações que cobrem 96% da demanda global de energia.

Produção de energia elétrica no mundo de 2006 a 2024, em % por país e por tipo de energia Obs. Apenas países que facultaram os dados de 2024 estão representados. Fonte: Análise Delta Folha com base nos dados da Ember via Our woworld in Data

Responsável por um terço da energia elétrica global, a China reduziu o peso dos combustíveis fósseis para a eletricidade, saindo de 73 para 62%. Na última década, o país implementou um plano de adesão à energia solar e eólica, que hoje respondem por respectivos 8% e 10%.

O avanço chinês visa alcançar segurança energética, ou seja, ter no limite do território recursos energéticos — renováveis e não renováveis— suficientes para atender a demanda do país.

"A transição energética pretende aumentar a capacidade produtiva de energia elétrica por fontes renováveis, como sol e vento, que são 'produtos' nacionais. Como o país tem sol e vento no espaço geográfico, diminui a importação de petróleo e gás e não fica sujeito à geopolítica energética", diz Nivalde de Castro, professor da UFRJ e coordenador do Gesel (Grupo de Estudos do Setor Elétrico).

Enquanto a China tem pretensão de liderar ações climáticas, os Estados Unidos mudaram de posição no governo do presidente Donald Trump, que cancelou o financiamentos de projetos voltados à pesquisa e implantação de energia limpa.

Na última década, o peso dos combustíveis fósseis na matriz elétrica americana foi de 67% para 58%. O aumento de energia solar e eólica para a eletricidade foi de respectivos 7% e 10%.

Já o Brasil está entre os países com maior adesão de energia renovável na produção de eletricidade, com 88%. Dominada por hidrelétricas, a matriz elétrica ficou mais diversa nos últimos anos, com aumento de energia solar (hoje de 10%) e eólica (14%).

"O Brasil sempre vai precisar de uma parte de usinas não renováveis por causa das incertezas sazonais", diz Castro. "Temos um potencial muito grande de energia eólica e solar, dada a dimensão continental do Brasil, e de sermos país tropical, onde venta muito e faz muito calor."

Em proporção, o país que mais avançou na adesão de fontes renováveis desde a assinatura do Acordo de Paris foi Luxemburgo. Em 2015, 32% da energia elétrica vinha de recursos renováveis. Em 2024, o número saltou para 90%. A biomassa liderou esse processo, passando de uma participação de 10% em 2015 para 30% em 2024. Houve redução significativa no uso de carvão, que caiu de 63% para 5%.

Fontes renováveis são responsáveis por ao menos metade da produção de energia elétrica de outros 65 países. Entre eles está o Chile, que em uma década aumentou o peso de energia limpa de 43% para 70%.

A maior parte dos países (143) têm mais da metade da produção elétrica originada em fontes não renováveis, caso da Índia, onde 74% da energia vem do carvão, que é uma vasta reserva do país. Também possuem patamares altos com energia elétrica vinda desse recurso a Mongólia (86%), a África do Sul (82%) e a Indonésia (69%).

Outros países são puxados pelo uso de gás natural, como Qatar, que depende quase totalmente (99,7%) desse recurso para a produção de energia. Apenas em 2012 o país passou a produzir energia por uma fonte renovável.

O gás natural também aparece como fonte principal de Tunísia (95%), Egito (82%), Irã (80%) e Nigéria (77%).

A redução do uso de combustíveis fósseis para geração de energia é um dos principais temas da COP30, a conferência de clima da ONU (Organização das Nações Unidas), que acontece em Belém (PA) em 10 de novembro.

Essa será a primeira conferência na história que não vai discutir como evitar o aquecimento global de 1,5°C acima da era pré-industrial, limite estabelecido no Acordo de Paris. O foco agora é encontrar mecanismos que consigam gerar um efeito em cascata para impedir o colapso da Terra.

Segundo dados do observatório Copernicus, da União Europeia, a temperatura média no planeta em 2024 foi de 15,10°C. O ano também foi considerado o mais quente da história da humanidade.

A temperatura média global de 2024 ultrapassou essa barreira e atingiu o patamar de 1,6°C superior aos valores de 1850 a 1900, o parâmetro para os termômetros antes da emissão em larga escala de gases estufa.

Uma das abordagens articulada pela presidência brasileira da COP30 é a definição de quais países têm mais condições de iniciar a transição energética. Nesse cenário, são consideradas a responsabilidade histórica dos países no agravo da crise climática, a capacidade econômica, a dependência de energia não renovável e a qualidade do petróleo, gás ou carvão produzido.

Um dos maiores entraves para a delimitação de novos objetivos é que a maioria dos países membros da UNFCCC —o braço das Nações Unidas que cuida deste tema — não entregaram suas metas nacionais para redução de emissão dos gases que causam o efeito estufa (NDCs)




sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Culinária & Receitas - parte 9

Seguindo na busca pela web-receitas a partir de Culinária & Receitas - parte 8 (ver aqui ) 

Sopa de tortellini 

Conserva de banana 

Cebola em conserva 

Arroz com sardinha 

Arroz verde 

Arroz temperado 

Arroz com ovo 

Arroz diferente 

Bife empanado 

Molho de tomate 

Pizza de arroz 

Macarrão alho e óleo 1 

Macarrão alho e óleo 2 

Macarrão com ovo 

Macarrão gravatinha 

Macarrão no urucum 

Canelone 

Bolo de mandioca 

Filet ao molho ferrugem 

Queijo 1 

Queijo 2 

Queijo 3 

Pão diferente 

Feijão 1 

Feijão 2 

Peixe ao molho 

Mini pizzas 

Tangerina gelatinada 

Molho de pimenta 

Banana caramelizada com queijo 

Lombo caseiro 

Ketchup 

Tomate em conserva 

Bife de hambúrguer 

Maionese 1 

Maionese 2  

Omelete de tomate 

Batata falsa 

Bolinho de carne alemão 

Batata frita 

Batata em conserva 

Farofa de abobrinha 

Milho assado 

Omelete de aveia 

Almôndegas 

Peixe na água e sal 

Cachorro quente 

Bacon com batata 

Salada de frutas na fôrma 

Bolinho de carne 

Coxinha pão 

Tabuli

Torta crocante 

Lanche 

Pastel de ostra 

Patê de alface 

Torta de pão 

Feijoada 

Pastel na fôrma de gelo 

Carne na fôrma 

Torta de batata 

Carne de hambúrguer 

Cocha de frango com mel 

Requeijão 

Nhoque 

Rolinho de acelga 

Pão de alho 

Farofa de abacaxi 

Carne cozida 

Pão com ovo 

Esfirra diferente 

Rolo de carne moída 

Ovo frito e o pepino 

Panqueca de carne moída 


E mais

Descascar abacaxi 

Melancia cortes 

Vela sabonete 

Conservar queijo 

Guardanapo 

Como fazer azeite 

Manteiga de salvia  

Clarear talheres 

Descascar alho 

Óleo verde 

Limpar lentes de óculos 

Para tirar a casca do coco 

Descascar coco 

Para o leite não derramar 

Vela laranja 

Dedetizador