1. Partitude
2. Por dentro do Dops
3. Brasileiro bate recorde de travessia em altura em Salto Angel, Venezuela
4. O ataque à Venezuela e a nova ordem mundial - José Kobori
5. Líder do PT pede que PF investigue líderes do bolsonarismo por pedir a Trump que ataque o Brasil
6. Critics Choice Awards 2026
7. Petroleiras brasileiras caem na Bolsa após ataque à Venezuela, na contramão do exterior
8. Wind princess - Short film
9. Heloísa de Carvalho, filha mais velha de Olavo de Carvalho, é encontrada morta em Atibaia, no interior de SP
10.Tomanda uma com Gonzalo Vecina, Jorge Castilho Paulo Baron & Hugo Mariutti
11. Globo de Ouro 2026 consagra ‘O Agente Secreto’ e Wagner Moura
12. Dean Martin
13. O que não contam sobre o Irã
14. Mais que petróleo, uma bebida da Venezuela lhor
15. 'Manas' traça cenário duro e sensível sobre abuso infantil e abandono no Marajó
16. Rain Sounds & Living Alone in a Secret Treehouse - animação
16. Rain Sounds & Living Alone in a Secret Treehouse - animação
17. A falácia do superávit primário, por Paulo Kliass
18. Indígenas criticam resposta da Petrobras após vazamento na Foz do Amazonas
19. Wikipédia chega aos 25 anos e celebra acordos com principais empresas de IA
20. Clube dos filmes clássicos - fatos que você não sabia
21. Schubert - Fantasy in F minor - Sonus guitar trio
22. Marcelino pão e vinho - Filme
23. Menor município do Brasil ganha sistema de baterias e fica quase imune a apagões
24. 'Hamnet' transforma teorias sobre a vida de Shakespeare em arte
25. Matthew McConaughey registra voz e imagem para barrar uso indevido por IA
26. Tarifa zero é correção de sistema regressivo
1. Partitude
Pesquisadora é expulsa da UFF após repercussão negativa de estudo sobre pardos; ela acusa a universidade de perseguição. Instituição alega que a medida foi tomada com base em critérios como participação e aprovação nas atividades e disciplinas obrigatórias do curso
Por Madson Gama, O globo, 22/01/2026
Uma pesquisadora do programa de mestrado em cultura e territorialidades da Universidade Federal Fluminense foi desligada pela instituição após sua linha de estudos causar polêmica nas redes sociais. Beatriz Bueno, de 28 anos, pesquisa o conceito de parditude, que traz a figura da pessoa parda para o centro do debate racial e defende que pardo não é negro. A linha é criticada pelo movimento antirracista. Ela conta que a decisão foi comunicada em uma reunião on-line convocada em dezembro, nove meses depois do início do curso. E se diz perseguida pela universidade após repercussão negativa. A instituição nega que a medida tenha sido uma retaliação ideológica.
Beatriz Bueno, que reúne mais de cem mil seguidores no Instagram, começou a ganhar projeção nacional após o rapper Mano Brown, que se define como mulato, citar seu trabalho numa discussão do podcast "Mano a Mano", em maio do ano passado. Desde então, seus vídeos sobre parditude na rede social ganharam milhares de visualizações e motivaram reações negativas.
A pesquisadora defende que pessoas pardas vivem num limbo, sofrendo discriminação tanto de pessoas pretas quanto de brancos. Especialistas na questão racial criticam o conceito, argumentando que ele divide o movimento negro, representa um retrocesso na luta antirracista e serve de munição para a branquitude.
Ambiente hostil
A pesquisadora conta que, na reunião para comunicar o desligamento, a universidade apresentou três justificativas: falta de um orientador para a pesquisa, ausência em três eventos acadêmicos e reprovação em uma disciplina. Ela argumenta que deixou de ir a alguns eventos por se sentir intimidada, mas que poderia cumprir as horas até o fim do mestrado, e que, para o desligamento, é necessária reprovação em duas matérias.
A estudante acredita que a medida tenha sido tomada em razão do "cancelamento" e "onda de ódio" causados pela controvérsia em torno de seu estudo.
— Tratar a experiência do pardo de forma específica é um posicionamento diferente do tradicional no campo identitário. Na minha tese, eu pretendo atestar que é possível ter uma narrativa antirracista sem negar a mestiçagem. Depois da repercussão disso, comecei a ser acusada de racista e a ser ameaçada de morte e espancamento nas redes sociais. Dentro da universidade, sofri uma rotina de assédio e perseguição, com colegas pedindo minha expulsão e sanções pedagógicas a fim de me disciplinar e mudar meus pensamentos. Fui avisada que a turma faria eventos educativos, para que eu aprendesse algumas coisas que eu não sabia. Cheguei a ouvir que eles "tinham a esperança" de que eu mudasse. Meu orientador me aconselhou a mudar meu projeto de pesquisa, para acalmar os ânimos, o que eu recusei. Ele acabou me largando. E, antes da expulsão, tive minha bolsa cortada — detalha Beatriz.
A pesquisadora alega não ter tido o direito de ampla defesa garantido. A estudante diz que denunciou as ameaças que vinha sofrendo de colegas à ouvidoria da universidade em novembro. No último dia 9, afirma, recebeu um retorno do órgão dizendo que iria avaliar se o caso seguiria para investigação. Ela conta ainda que o "ambiente hostil" lhe rendeu desgaste psicológico.
— Só de pensar em ir para a faculdade me dava crise pânico — relata. — Por mais que abalada, estou com a esperança de que vou continuar minha pesquisa. Voltar para aquele lugar (UFF), jamais. Sofri muita humilhação. Mas tenho certeza de que surgirão outras oportunidades. Em breve, estarei de volta no mestrado.
Procurada, a UFF informa que o desligamento teve como fundamento o descumprimento de pressupostos previstos no regimento do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades (PPCULT), "especialmente no que se refere à participação e à aprovação nas atividades e disciplinas obrigatórias do curso, não havendo qualquer relação entre o desligamento e o tema de pesquisa desenvolvido pela ex-aluna".
Leia a íntegra da nota
"A Universidade Federal Fluminense (UFF) esclarece que o desligamento da ex-aluna Beatriz Bueno, do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades (PPCULT) ocorreu com base em normas institucionais, cujos critérios são aplicados a todo o corpo discente da Universidade. A decisão, tomada pelo colegiado do Programa, com a participação de docentes, representantes discentes e da própria interessada, teve como fundamento o descumprimento de pressupostos previstos no regimento do PPCULT, especialmente no que se refere à participação e à aprovação nas atividades e disciplinas obrigatórias do curso, não havendo qualquer relação entre o desligamento e o tema de pesquisa desenvolvido pela ex-aluna. O processo contou ainda com o respaldo das instâncias superiores da Universidade, conforme previsto na legislação vigente.
A UFF reitera que assegura plenamente o direito ao contraditório e à ampla defesa. Instituição pública reconhecida nacionalmente, a universidade pauta sua atuação pelos princípios da ética, da legalidade, da impessoalidade e da transparência. Quanto ao tratamento de denúncias pela Ouvidoria, via plataforma FalaBR, a universidade, em observância às normas legais, mantém em caráter reservado todas as manifestações e processos em andamento.
Cabe destacar, ainda, que os programas de pós-graduação da UFF são regularmente avaliados por órgãos externos. Nesta semana, avaliação divulgada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) considerou que 81% dos programas de pós-graduação da UFF alcançaram notas de bom desempenho e excelência, o que reafirma o compromisso organizacional com a qualidade acadêmica e administrativa.
Por fim, a UFF repudia quaisquer afirmações que não correspondam aos fatos ou que atribuam à instituição práticas incompatíveis com seus princípios e sua trajetória."
Em tempo
O nó da questão
O QUE É PARDITUDE? Entrevista com Beatriz Bueno vídeo
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2. Por dentro do Dops
Ruy Castro, fsp, 21.01.2026
O prédio que serviu a duas ditaduras deve se tornar um museu dos direitos humanos
Em suas masmorras, praticaram-se horrores que não podem ser apagados nem se repetir
O prédio da ex-sede do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), na rua da Relação, aqui no Rio, foi tombado pelo Iphan e, depois de passado o rodo e restaurado, pode se tornar um museu dos direitos humano. Por suas masmorras passaram presos de duas ditaduras, a de Getúlio Vargas (1937-1945) e a dos militares, de 1964 a 1975, quando foi desativado. Entre uma e outra, na democracia, muita gente apanhou lá, sem motivo político ou sem motivo.
Sob Getulio, ele abrigou a Polícia Central, comandada pelo major Filinto Müller, chefe de polícia do então Distrito Federal. Filinto, de origem vagamente alemã, mas nazista de carteirinha, era o braço armado da Justiça e tão ou mais poderoso do que esta —os atos dos juízes podiam ser desfeitos; os de Filinto não, porque o preso já podia ter morrido na tortura ou sido atirado lá embaixo, no pátio, como o americano Victor Allen Barron, implicado no levante comunista de 1935. Em 1936, o prédio recebeu o Dops, criado pelo ministro da Justiça, Vicente Rao, e com ligação direta com a Gestapo. Se não foram jogados fora, os arquivos devem contar o que houve de horrores lá dentro.
Desde que desocupado pela polícia, o prédio passou por várias funções. Uma ideia para aproveitá-lo, felizmente não adotada, foi a de convertê-lo num shopping, o que seria o supremo acinte aos seus mortos e torturados. Desde então, deixaram-no para cair. Mas, teimoso, ele continuou de pé, espero que para resguardar uma parte da história do Brasil que não pode ser apagada nem se repetir. Conheço instituições parecidas, inestimáveis, em Berlim, Budapeste e Lisboa.
Aliás, conheci também o interior do Dops, em março de 1967, ao ser preso como estudante numa passeata e botado numa cela por acaso vazia. Fui solto algumas horas depois por interferência do senador Mario Martins (MDB-GB), dedicado a exigir a libertação de estudantes.
Livre, atravessei a rua e fui para o Correio da Manhã, que ficava em frente, na diagonal, e escrevi sobre a passeata que fora cobrir como repórter.
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3. Brasileiro bate recorde de travessia em altura em Salto Angel, na Venezuela
Rafael Bridi cruza por 148 metros a cachoeira mais alta do mundo, a mais de 1.000 metros. Desafio demandou seis dias de caminhada pela selva venezuelana, escaladas e muitos quilos às costas
Luiza Pastor, fsp, 01.01.2026
Brasileiro faz recorde de travessia na cachoeira mais alta do mundo vídeo
Seis dias caminhando por uma trilha desafiadora pela selva venezuelana, com 25 quilos de bagagem às costas, foi só o começo da odisseia enfrentada por Rafael Bridi em outubro passado, para chegar à cachoeira Salto Angel, na Venezuela, considerada a mais alta do mundo, com 979 metros de altura. Naquele lugar, que o povo indígena Pemón, nativo da região, chama de Körepakupai Wen (ou "a mais bonita"), ele e sua equipe instalaram uma fita de highline (modalidade de slackline praticada em alturas, semelhante ao que antigamente se chamava de andar na corda bamba, termos que os aficionados detestam) de 148 metros de extensão para cruzar toda a distância do salto 29 metros acima da linha da água. Com isso, ele conseguiu registrar o nome no "Livro Guinness dos Recordes" como a travessia mais exposta, mais longa e com maior altura vertical já realizada.
A expedição reuniu um grupo internacional de highliners e montanhistas, com forte participação de atletas alemães que tiveram papel decisivo na concepção e na execução do projeto. Ao lado de Rafael Bridi, integraram a equipe Lukas Irmler, Jens Decke, Karl Schrader, Valentin Rapp e Antonia Rüede-Passul. Durante seis dias de trekking, foram mais de 85 quilômetros percorridos em meio a florestas densas, pântanos, labirintos rochosos e a um clima imprevisível. Todo o equipamento foi transportado nas mochilas, com o apoio fundamental de guias locais e carregadores do povo Pemón, que fizeram parte ativa da expedição, contribuindo para a navegação, a logística e as decisões em campo. A instalação da linha exigiu precisão técnica e coragem, com pontos de ancoragem remotos, aproximações expostas e longos deslocamentos pelo topo do tepui — montanha com topo em formato de mesa, semelhante ao monte Roraima, característico da região.
"Como atleta profissional do highline, eu sempre tento buscar locais que envolvam muito mais do que só o highline em si, mas que tenha todo esse processo de planejamento, em lugares pouco frequentados, com acesso difícil e que tenham uma história relevante", contou Bridi à Folha logo após a confirmação de seu recorde. E quando ele fala de planejamento, não está brincando: foram dez anos de preparação para conquistar sua façanha.
"Santo Angel reúne tudo o que eu buscava havia anos", diz ele. "Era a escolha natural, apesar de envolver toda uma burocracia, e dificuldades de acesso e logística, por reunir ancestralidade, isolamento, rochas das mais antigas do mundo, coisa de bilhões de anos, e uma história forte ligada ao equilibrismo", acrescenta. "Escolher o lugar foi fácil, difícil mesmo foi chegar lá, com um cenário que a cada dia mudava completamente, com cinco arco-íris por dia, momentos de céu completamente fechado e tudo pulsando ao nosso redor", diz.
Outros atletas da modalidade já haviam realizado travessias mais curtas do salto, em 1988 e 2015. Bridi foi além. Uma das maiores dificuldades foi conseguir patrocínio para a empreitada que, no final, sairia por cerca de US$ 32 mil (R$ 176.000 no câmbio de terça, 30). Com o apoio providencial da fabricante de equipamentos esportivos Columbia, o projeto finalmente saiu do papel.
Rafael Bridi lidera equipe de highline que bate recorde de altura em Salto Angel, na Venezuela galeria
Chegando ao tepui, era preciso identificar os pontos ideais para uma ancoragem tão longa. "Pessoas que tinham estado lá não sabiam nos dizer o que seria bom, a maioria dos que visitam o lugar chega de helicóptero e no máximo dorme lá e desce de rapel, há pedaços onde prendemos a linha em que nunca ninguém havia estado, o que é uma sensação inesquecível", conta Bridi. Para estender a fita, em vez de utilizarem drones, optaram pelo meio mais difícil — escalaram as paredes de rocha e atravessaram o rio Kereparkupai por cima, puxando a fita ao longo de pedras escorregadias à beira da alta queda d'água. Uma corda mais fina ajudou a passar as fitas (uma principal e outra de backup) sobre as quais seria feita a travessia, com duas equipes, uma de cada lado da cachoeira, encontrando-se no meio. Trabalho para ninguém botar defeito.
Um fato curioso do processo é que, na Venezuela, é proibida a entrada de drones, coisas da segurança nacional do complicado governo local. Mas para obterem as imagens que vão virar um documentário de registro da façanha, o equipamento seria essencial. E o drone passou pela fronteira sem maiores problemas. "Perguntaram se tinha um drone na mochila, disse que não, e não estava mesmo, e passamos sem maiores problemas", conta, divertido, o atleta que, entre uma travessia e outra, administra a empresa que fundou, a Natural Extremo, em Urubici, na serra catarinense. Lá, o leigo que quiser sentir um pouquinho da emoção de uma travessia, vá lá, bem mais modesta, pode fazer um salto de pêndulo, tirolesa tradicional ou uma tirolesa de bike — tudo a 120 metros de altura. Não é nada, não é nada, já é um arrepio e tanto.
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4. O Ataque à Venezuela e a Nova Ordem Mundial - José Kobori vídeo
Guerra na Venezuela começa, acordo com Trump encerrado
"Nosso presidente é Nicolás Maduro": Vice-presidente da Venezuela faz declaração à imprensa
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5. Líder do PT pede que PF investigue líderes do bolsonarismo por pedir a Trump que ataque o Brasil
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6. Critics Choice Awards 2026: Veja lista completa de vencedores com ‘O Agente Secreto’
Por Daniel Vila Nova, O Estado, 04/01/2026
‘Uma Batalha Após a Outra’, de Paul Thomas Anderson, venceu principais prêmios da noite
A cerimônia do 31º Critics Choice Awards ocorreu na noite deste domingo, 4, e consagrou os melhores filmes e séries de 2025. Entre os filmes indicados, Frankenstein e Pecadores conquistaram quatro prêmios cada, sendo os grandes vencedores da noite.
O filme de Guillermo del Toro venceu os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante com Jacob Elordi, Melhor Design de Produção, Melhor Figurino e Melhor Cabelo e Maquiagem. Já o longa de Ryan Coogler venceu Melhor Roteiro Original, Melhor Casting/Elenco, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Jovem Ator/Atriz com Miles Caton.
Os principais prêmios da noite, no entanto, ficaram com Uma Batalha Após a Outra — Melhor Filme, Melhor Diretor para Paul Thomas Anderson e Melhor Roteiro Adaptado.
A noite também foi boa para o cinema brasileiro. O longa O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, venceu a categoria de Melhor Filme de Língua Estrangeira. É a primeira vitória nacional no prêmio. O diretor brasileiro, inclusive, apresentou o prêmio de Melhor Filme ao lado do ator Wagner Moura. Moura, que estava indicado em duas categorias — Melhor Ator por seu papel em O Agente Secreto e Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada ou Filme para Televisão por seu papel em Ladrões de Drogas — não levou nenhum prêmio.
O prêmio de Melhor Ator foi para Timothée Chalamet por seu papel em Marty Supreme, que estreia oficialmente no Brasil no dia 22, mas que já terá algumas sessões a partir desta quinta, 8, e o prêmio de Melhor Atriz foi para Jessie Buckley por seu papel em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, previsto para 15 de janeiro.
‘Adolescência’ vence Melhor Série Limitada
Nas categorias televisivas, o grande destaque foi Adolescência. A produção da Netflix faturou quatro prêmios e venceu todas as indicações pelas quais concorreu — Melhor Ator Coadjuvante com Owen Cooper, Melhor Ator com Stephen Graham, Melhor Atriz Coadjuvante com Erin Doherty e Melhor Série Limitada ou Filme para Televisão.
Nas categorias de humor televisivo, Seth Rogen (O Estúdio) e Jean Smart (Hacks) confirmaram seu favoritismo e levaram os prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz em Série de Comédia, respectivamente. O prêmio de Melhor Série de Comédia ficou para O Estúdio. Já na categoria de Melhor Talk Show, Jimmy Kimmel Live! venceu.
Nas categorias de drama televisivo, The Pitt foi o grande vencedor — conquistando o prêmio de Melhor Série de Drama, Melhor Ator com Noah Wyle e Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama com Katherine LaNasa. Rhea Seehorn, de Pluribus, e Tramell Tillman, de Ruptura, venceram nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama, respectivamente.
‘O Agente Secreto’ vence Melhor Filme de Língua Estrangeira
Na categoria de Melhor Filme de Língua Estrangeira, O Agente Secreto venceu a disputa e levou para casa o prêmio. O longa brasileirou superou Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi, A Garota Canhota, de Tsou Shih-Ching, No Other Choice, de Park Chan-wook, Sirat, de Oliver Laxe, e Belén – Uma História de Injustiça, de Dolores Fonzi.
O anúncio da vitória, no entanto, foi feito ainda no tapete vermelho, antes de a cerimônia começar oficialmente. O diretor Kleber Mendonça Filho estava sendo entrevistado quando foi surpreendido com o anúncio de que seu filme havia ganhado o prêmio.
A vitória brasileira no prêmio consolida o caminho do longa para a principal premiação de cinema do mundo. O Critics Choice é considerado um dos termômetros para o Oscar. Por entregar suas estatuetas logo no início do ano, o evento costuma ditar tendências quanto a possíveis indicados e vencedores da temporada, além de servir como reforço estratégico para os estúdios nas campanhas rumo às premiações maiores.
Além da equipe de O Agente Secreto, outro brasileiro também venceu na noite deste domingo, 4. Adolpho Veloso, diretor de fotografia do longa Train Dreams, ganhou o prêmio de Melhor Fotografia.
Lista completa de vencedores do Critics Choice Awards 2026
Cinema
Melhor Filme
Bugonia
Frankenstein
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Jay Kelly
Marty Supreme
Uma Batalha Após a Outra - vencedor
Sentimental Value
Pecadores
Train Dreams
Wicked: Parte 2
Melhor Filme de Língua Estrangeira
Foi Apenas um Acidente
A Garota Canhota
No Other Choice
O Agente Secreto - vencedor
Sirat
Belén
Melhor Ator
Timothée Chalamet – Marty Supreme - vencedor
Leonardo DiCaprio – Uma Batalha Após a Outra
Joel Edgerton – Train Dreams
Ethan Hawke – Blue Moon
Michael B. Jordan – Pecadores
Wagner Moura – O Agente Secreto
Melhor Atriz
Jessie Buckley – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet - vencedora
Rose Byrne – If I Had Legs I’d Kick You
Chase Infiniti – Uma Batalha Após a Outra
Renate Reinsve – Sentimental Value
Amanda Seyfried – The Testament of Ann Lee
Emma Stone – Bugonia
Melhor Ator Coadjuvante
Benicio del Toro – Uma Batalha Após a Outra
Jacob Elordi – Frankenstein - vencedor
Paul Mescal – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Sean Penn – Uma Batalha Após a Outra
Adam Sandler – Jay Kelly
Stellan Skarsgård – Sentimental Value
Melhor Atriz Coadjuvante
Elle Fanning – Sentimental Value
Ariana Grande – Wicked: Parte 2
Inga Ibsdotter Lilleaas – Sentimental Value
Amy Madigan – A Hora do Mal (Weapons) - vencedora
Wunmi Mosaku – Pecadores
Teyana Taylor – Uma Batalha Após a Outra
Melhor Jovem Ator/Atriz
Everett Blunck – The Plague
Miles Caton – Pecadores - vencedor
Cary Christopher - A Hora do Mal (Weapons)
Shannon Mahina Gorman – Rental Family
Jacobi Jupe – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Nina Ye – A Garota Canhota
Melhor Diretor
Paul Thomas Anderson – Uma Batalha Após a Outra - vencedor
Ryan Coogler – Pecadores
Guillermo del Toro – Frankenstein
Josh Safdie – Marty Supreme
Joachim Trier – Sentimental Value
Chloé Zhao – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Melhor Roteiro Original
Noah Baumbach, Emily Mortimer – Jay Kelly
Ronald Bronstein, Josh Safdie – Marty Supreme
Ryan Coogler – Pecadores - vencedor
Zach Cregger – A Hora do Mal (Weapons)
Eva Victor – Sorry, Baby
Eskil Vogt, Joachim Trier – Sentimental Value
Melhor Roteiro Adaptado
Paul Thomas Anderson – Uma Batalha Após a Outra - vencedor
Clint Bentley, Greg Kwedar – Train Dreams
Park Chan-wook, Lee Kyoung-mi, Don Mckellar, Jahye Lee – No Other Choice
Guillermo del Toro – Frankenstein
Will Tracy – Bugonia
Chloé Zhao, Maggie O’Farrell – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Melhor Animação
Arco
Elio
In Your Dreams
Guerreiras do K-Pop - vencedora
Little Amélie or the Character of Rain
Zootopia 2
Melhor Comédia
The Ballad of Wallis Island
Eternidade
Amizade Tóxica
Corra que a Polícia Vem Aí! - vencedor
O Esquema Fenício
Amores à Parte (Splitsville)
Melhor Casting/Elenco
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Jay Kelly
Marty Supreme
Uma Batalha Após a Outra
Pecadores - vencedor
Wicked: Parte 2
Melhor Fotografia
F1
Frankenstein
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Uma Batalha Após a Outra
Pecadores
Train Dreams - vencedor [Cinematographer (director of photography): Adolpho Veloso, brasileiro]
Melhor Design de Produção
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
Frankenstein - vencedor
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Marty Supreme
Pecadores
Wicked: Parte 2
Melhor Montagem
Casa de Dinamite
F1 - vencedor
Marty Supreme
Uma Batalha Após a Outra
A Vizinha Perfeita
Pecadores
Melhor Figurino
Frankenstein - vencedor
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Hedda
O Beijo da Mulher Aranha
Pecadores
Wicked: Parte 2
Melhor Cabelo e Maquiagem
Extermínio: A Evolução (28 Years Later)
Frankenstein - vencedor
Pecadores
Coração de Lutador
A Hora do Mal (Weapons)
Wicked: Parte 2
Melhores Efeitos Visuais
Avatar: Fogo e Cinzas - vencedor
F1
Frankenstein
Missão: Impossível – O Acerto Final
Pecadores
Superman
Melhor Design de Acrobacias
Bailarina
F1
Missão: Impossível – O Acerto Final - vencedor
Uma Batalha Após a Outra
Pecadores
Tempo de Guerra
Melhor Canção
“Drive” – Ed Sheeran, John Mayer, Blake Slatkin – F1
“Golden” – Ejae, Mark Sonnenblick, Ido, 24, Teddy –Guerreiras do K-Pop -- vencedora
“I Lied to You” – Raphael Saadiq, Ludwig Göransson – Pecadores
“Clothed by the Sun” – Daniel Blumberg – The Testament of Ann Lee
“Train Dreams” – Nick Cave, Bryce Dessner – Train Dreams
“The Girl in the Bubble” – Stephen Schwartz – Wicked: Parte 2
Melhor Trilha Sonora Original
Hans Zimmer – F1
Alexandre Desplat – Frankenstein
Max Richter – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Daniel Lopatin – Marty Supreme
Jonny Greenwood – Uma Batalha Após a Outra
Ludwig Göransson – Pecadores - vencedor
Melhor Som
F1 - vencedor
Frankenstein
Uma Batalha Após a Outra
Pecadores
Sirat
Tempo de Guerra
TV
Melhor Série de Drama
Alien: Earth (FX)
Andor (Disney+)
A Diplomata (Netflix)
Paradise (Hulu)
The Pitt (HBO Max) - vencedor
Pluribus (Apple TV)
Ruptura (Apple TV)
Task: Unidade Especial (HBO Max)
Melhor Ator em Série de Drama
Sterling K. Brown – Paradise (Hulu)
Diego Luna – Andor (Disney+)
Mark Ruffalo – Task: Unidade Especial (HBO Max)
Adam Scott – Ruptura (Apple TV)
Billy Bob Thornton – Landman (Paramount+)
Noah Wyle – The Pitt (HBO Max) - vencedor
Melhor Atriz em Série de Drama
Kathy Bates – Matlock (CBS)
Carrie Coon – A Idade Dourada (HBO Max)
Britt Lower – Ruptura (Apple TV)
Bella Ramsey – The Last of Us (HBO Max)
Keri Russell – A Diplomata (Netflix)
Rhea Seehorn – Pluribus (Apple TV) - vencedora
Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama
Patrick Ball – The Pitt (HBO Max)
Billy Crudup – The Morning Show (Apple TV)
Ato Essandoh – A Diplomata (Netflix)
Wood Harris – Para Sempre (Netflix)
Tom Pelphrey – Task: Unidade Especial (HBO Max)
Tramell Tillman – Ruptura (Apple TV) - vencedor
Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama
Nicole Beharie – The Morning Show (Apple TV)
Denée Benton – A Idade Dourada (HBO Max)
Allison Janney – A Diplomata (Netflix)
Katherine LaNasa – The Pitt (HBO Max) - vencedora
Greta Lee – The Morning Show (Apple TV)
Skye P. Marshall – Matlock (CBS)
Melhor Série de Comédia
Abbott Elementary (ABC)
Elsbeth (CBS)
Fantasmas (CBS)
Hacks (HBO Max)
Ninguém Quer (Netflix)
Only Murders in the Building (Hulu)
The Righteous Gemstones (HBO Max)
O Estúdio (Apple TV) - vencedor
Melhor Ator em Série de Comédia
Adam Brody – Ninguém Quer (Netflix)
Ted Danson – Um Espião Infiltrado (Netflix)
David Alan Grier – St. Denis Medical (NBC)
Danny McBride – The Righteous Gemstones (HBO Max)
Seth Rogen – O Estúdio (Apple TV) - vencedor
Alexander Skarsgård – Diários de um Robô-Assassino (Apple TV)
Melhor Atriz em Série de Comédia
Kristen Bell – Ninguém Quer (Netflix)
Natasha Lyonne – Poker Face (Peacock)
Rose McIver – Fantasmas (CBS)
Edi Patterson – The Righteous Gemstones (HBO Max)
Carrie Preston – Elsbeth (CBS)
Jean Smart – Hacks (HBO Max) - vencedora
Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia
Ike Barinholtz – O Estúdio (Apple TV) - vencedor
Paul W. Downs – Hacks (HBO Max)
Asher Grodman – Fantasmas (CBS)
Oscar Nuñez – The Paper (Peacock)
Chris Perfetti – Abbott Elementary (ABC)
Timothy Simons – Ninguém Quer (Netflix)
Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia
Danielle Brooks – Pacificador (HBO Max)
Hannah Einbinder – Hacks (HBO Max)
Janelle James – Abbott Elementary (ABC) - vencedora
Justine Lupe – Ninguém Quer (Netflix)
Ego Nwodim – Saturday Night Live (NBC)
Rebecca Wisocky – Fantasmas (CBS)
Melhor Série Limitada
Adolescência (Netflix) - vencedora
All Her Fault (Peacock)
Chefe de Guerra (Apple TV)
Death by Lightning (Netflix)
Devil in Disguise: John Wayne Gacy (Peacock)
Ladrões de Drogas (Dope Thief) (Apple TV)
Morrendo por Sexo (FX/Hulu)
A Namorada Ideal (Prime Video)
Melhor Filme para Televisão
Bridget Jones: Louca pelo Garoto (Peacock) - vencedor
Deep Cover (Prime Video)
Entre Montanhas (Apple TV)
Mountainhead (HBO Max)
Nonnas (Netflix)
Summer of ’69 (Hulu)
Melhor Ator em Série Limitada ou Filme para Televisão
Michael Chernus – Devil in Disguise: John Wayne Gacy (Peacock)
Stephen Graham – Adolescência (Netflix) - vencedor
Brian Tyree Henry – Ladrões de Drogas (Dope Thief) (Apple TV)
Charlie Hunnam – Monstro: A História de Ed Gein (Netflix)
Matthew Rhys – The Beast in Me (Netflix)
Michael Shannon – Death by Lightning (Netflix)
Melhor Atriz em Série Limitada ou Filme para Televisão
Jessica Biel – A Melhor Irmã (Prime Video)
Meghann Fahy – Sereias (Netflix)
Sarah Snook – All Her Fault (Peacock) - vencedora
Michelle Williams – Morrendo por Sexo (FX/Hulu)
Robin Wright – A Namorada Ideal (Prime Video)
Renée Zellweger – Bridget Jones: Louca pelo Garoto (Peacock)
Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada ou Filme para Televisão
Owen Cooper – Adolescência (Netflix) - vencedor
Wagner Moura – Ladrões de Drogas (Dope Thief) (Apple TV)
Nick Offerman – Death by Lightning (Netflix)
Michael Peña – All Her Fault (Peacock)
Ashley Walters – Adolescência (Netflix)
Ramy Youssef – Mountainhead (HBO Max)
Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Filme para Televisão
Erin Doherty – Adolescência (Netflix) - vencedora
Betty Gilpin – Death by Lightning (Netflix)
Marin Ireland – Devil in Disguise: John Wayne Gacy (Peacock)
Sophia Lillis – All Her Fault (Peacock)
Julianne Moore – Sereias (Netflix)
Christine Tremarco – Adolescência (Netflix)
Melhor Série em Língua Estrangeira
Acapulco (Apple TV)
Até o Último Samurai (Netflix)
Mussolini: O Filho do Século (MUBI)
Red Alert (Paramount+)
Round 6 (Netflix) - vencedora
Quando Ninguém nos Vê (HBO Max)
Melhor Série Animada
Bob’s Burgers (Fox)
Harley Quinn (HBO Max)
Long Story Short (Netflix)
Marvel Zombies (Disney+)
South Park (Comedy Central) - vencedora
Your Friendly Neighborhood Spider-Man (Disney+)
Melhor Talk Show
The Daily Show (Comedy Central)
Hot Ones (YouTube)
Jimmy Kimmel Live! (ABC) - vencedor
Late Night with Seth Meyers (NBC)
The Late Show with Stephen Colbert (CBS)
Watch What Happens Live with Andy Cohen (Bravo)
Melhor Programa de Variedades
Conan O’Brien Must Go (HBO Max)
Last Week Tonight with John Oliver (HBO Max) - vencedor
Saturday Night Live (NBC)
Melhor Especial de Comédia
Brett Goldstein: The Second Best Night of Your Life (HBO Max)
Caleb Hearon: Model Comedian (HBO Max)
Leanne Morgan: Unspeakable Things (Netflix)
Marc Maron: Panicked (HBO Max)
Sarah Silverman: PostMortem (Netflix)
SNL50: The Anniversary Special (NBC) - vencedor
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OSCAR 2026 - É sério isso? Análise completa, bizarrices, esnobados e surpresas vídeo
Oscar 2026: veja a lista completa de indicados; 'O Agente Secreto' concorre em quatro categorias
Filme brasileiro disputa em 'Melhor Ator' com Wagner Moura, 'Melhor Filme', 'Melhor Filme Internacional' e 'Melhor Direção de Elenco'. A premiação acontece no dia 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos
Por Redação gshow — São Paulo
Veja lista completa de indicados
Melhor Filme
Bugonia
F1
Frankenstein
Hamnet: A vida antes de Hamlet
Marty Supreme
Uma Batalha Após a Outra
O Agente Secreto
Valor Sentimental
Pecadores
Sonhos de Trem
Melhor Ator
Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra)
Timothée Chalamet (Marty Supreme)
Wagner Moura (O Agente Secreto)
Michael B. Jordan (Pecadores)
Ethan Hawke (Blue Moon)
Melhor Direção de Elenco
Pecadores
O Agente Secreto
Marty Supreme
Uma Batalha Após a Outra
Hamnet: A vida Antes de Hamlet
Melhor Filme Internacional
O Agente Secreto (Brasil)
Valor Sentimental (Noruega)
Foi Apenas um Acidente (França)
Sirât (Espanha)
A Voz de Hind Rajab (Tunísia)
Melhor Atriz
Jessie Buckley (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet)
Renate Reinsve (Valor Sentimental)
Rose Byrne (Se Eu Tivesse Pernas, Eu te Chutaria)
Emma Stone (Bugonia)
Kate Hudson (Song Sung Blue: Um Sonho a Dois)
Melhor Atriz Coadjuvante
Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra)
Inga Ibsdotter Lilleaas (Valor Sentimental)
Amy Madigan (A Hora do Mal)
Wunmi Mosaku (Pecadores)
Elle Fanning (Valor Sentimental)
Melhor Ator Coadjuvante
Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra)
Stellan Skarsgard (Valor Sentimental)
Benicio del Toro (Uma Batalha Após a Outra)
Jacob Elordi (Frankenstein)
Delroy Lindo (Pecadores)
Melhor Direção
Chloé Zhao (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet)
Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra)
Ryan Coogler (Pecadores)
Josh Safdie (Marty Supreme)
Joachim Trier (Valor Sentimental)
Melhor Roteiro Original
Pecadores
Sentimental Value
Marty Supreme
Foi Apenas um Acidente
Blue Moon
Melhor Roteiro Adaptado
Uma Batalha Após a Outra
Hamnet: A vida Antes de Hamlet
Bugonia
Frankenstein
Sonhos de Trem
Melhor Fotografia
Pecadores
Uma Batalha Após a Outra
Sonhos de Trem
Marty Supreme
Frankenstein
Melhores Efeitos Visuais
Avatar: Fogo e Cinzas
Pecadores
F1
Jurassic World: Recomeço
O Ônibus Perdido
Melhor Som
F1
Pecadores
Uma Batalha Após a Outra
Sirât
Frankenstein
Melhor Montagem
F1
Marty Supreme
Uma Batalha Após a Outra
Valor Sentimental
Pecadores
Melhor Documentário em Curta-Metragem
All the Empty Rooms
Armed Only with a Camera: The Life and Death of Brent Renaud
Children No More: “Were and Are Gone
The Devil Is Busy
Perfectly a Strangeness
Melhor Documentário
The Alabama Solution
Come See Me In The Good Light
Cutting through Rocks
Mr. Nobody Against Putin
The Perfect Neighbor
Melhor Canção Original
"Golden" (Guerreiras do K-Pop)
"I Lied to You" (Pecadores)
"Train Dreams" (Sonhos de Trem)
"Dear Me" (Diane Warren: Relentless)
"Sweet Drems Of Joy" (Viva Verdi!)
Melhor Figurino
Frankenstein
Pecadores
Hamnet: A vida Antes de Hamlet
Marty Supreme
Avatar: Fogo e Cinzas
Melhor Animação
Guerreiras do K-Pop
Zootopia 2
Arco
Elio
A Pequena Amélie
Melhor Curta de Animação
Butterfly
Forevergreen
The Girl Who Cried Pearls
Retirement Plan
The Three Sisters
Melhor Curta-Metragem em Live Action
Butcher’s Stain
A Friend of Dorothy
Jane Austen’s Period Drama
The Singers
Two People Exchanging Saliva
Melhor Direção de Arte
Frankenstein
Hamnet: A vida Antes de Hamlet
Marty Supreme
Uma Batalha Após a Outra
Pecadores
Melhor Trilha Sonora Original
Bugonia
Frankenstein
Hamnet: A vida Antes de Hamlet
Uma Batalha Após a Outra
Pecadores
Melhor Maquiagem e Cabelo
Frankenstein
Kokuho
Pecadores
Coração de Lutador: The Smashing Machine
A Meia-Irmã Feia
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7. Petroleiras brasileiras caem na Bolsa após ataque à Venezuela, na contramão do exterior
Tamara Nassif, fsp, 05.01.2026
Ações da Petrobras recuaram 1,66%, enquanto barril de petróleo Brent teve alta de 1,66%. Segundo analistas, investidores temem futura desvalorização da commodity
A Petrobras e outras petroleiras brasileiras fecharam o pregão desta segunda-feira (5) em queda na Bolsa de Valores, na esteira do ataque dos Estados Unidos à Venezuela no último fim de semana.
A queda em bloco das empresas foi na contramão de empresas norte-americanas, como Chevron, que agora estão à frente das operações e da infraestrutura do país sul-americano, dono da maior reserva de petróleo do mundo.
A avaliação de analistas e investidores é que as petroleiras brasileiras podem perder atratividade com a expectativa de novos investimentos no setor na Venezuela, além de terem que lidar com preços mais baixos da commodity, devido a um potencial crescimento da oferta.
Em um dia em que o Ibovespa subiu 0,82%, os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras tiveram perdas de 1,67% e 1,66%, respectivamente, equivalente a uma perda de R$ 6,8 bilhões no valor de mercado. A companhia de óleo e gás Prio, antiga PetroRio, recuou 1,46%, e a Brava Energia, que explora, produz e comercializa petróleo e seus derivados, fechou com queda de 5,75%. Contrária à tendência, PetroReconcavo, empresa que revitaliza campos maduros terrestres, fechou com variação positiva de 0,63%.
Nos EUA, as ações da ExxonMobil e da Chevron subiram 2,21% e 5,10%, respectivamente.
A Chevron é a única grande produtora de petróleo americana que ainda atua na Venezuela e tem pacerias com a estatal local PDVSA.
Já a ExxonMobil não atua mais na Venezuela. Em 2023, a empresa americana afirmou que o governo venezuelano lhe devia US$ 984,5 milhões em compensação após longos processos de arbitragem internacional. Os casos remontam a 2007, quando os projetos da companhia foram expropriados. Em setembro de 2025, um tribunal dos EUA reconheceu a obrigação da Venezuela de pagar a quantia.
Na Bolsa de Londres, o preço do petróleo Brent, referência internacional, subiu 1,66%, a US$ 61,76 por barril —US$ 1 a mais em relação ao fechamento anterior. O WTI, dos Estados Unidos, subiu 1,74%, para US$ 58,32.
O descolamento do mercado brasileiro em relação às cotações internacionais deriva da percepção de que a concorrência no mercado latino-americano poderá aumentar, afirma Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, "principalmente se as empresas americanas ganharem espaço por aqui, como parece ser o plano dos EUA".
Além disso, investidores preveem queda no preço da commodity caso a Venezuela entre de vez no setor petroleiro. A produção do país despencou nas últimas décadas, em meio à má administração e à falta de investimento estrangeiro após a estatização das operações petrolíferas nos anos 2000.
"A incógnita para o mercado é como os fluxos de petróleo da Venezuela mudarão devido a ações dos EUA", afirmam os analistas da consultoria Aegis Hedging em nota.
PROJEÇÕES
O cenário desperta cautela nos operadores quando eles projetam os resultados financeiros das petroleiras brasileiras. Para Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, o ataque à Venezuela acende sinais de alerta pelo potencial de repetir o que aconteceu em 2025.
"As empresas apresentaram bons resultados operacionais, mas o lucro foi pressionado por preços de petróleo mais baixos. Além disso, a médio prazo, uma possível normalização da Venezuela, que hoje representa menos de 2% das exportações mundiais, traria uma oferta muito maior ao mercado, empurrando os preços para baixo e tornando este efeito atual apenas algo de curto prazo."
Refletindo esses temores, o Brent chegou a cair para menos de US$ 59 por barril no início das negociações desta segunda-feira.
No caso da Petrobras, a preocupação é que a queda no preço do petróleo e perda de investimentos para o país vizinho tenham que levar estatal a uma revisão do plano de investimentos. A informação foi dada por um conselheiro da estatal, que falou com a coluna Painel S/A da Folha sob condição de anonimato.
O tema será discutido na primeira reunião do ano do conselho de administração da estatal, prevista para o dia 16.
João Daronco, analista da Suno Research, diz não esperar mudanças abruptas ou grande pressão nas cotações das empresas no curto prazo. "Grande parte disso já está precificado pelo mercado."
Com Reuters, Colaborou Júlia Moura
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8. Wind princess - Short film vídeo
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Por g1 Vale do Paraíba e Região, 08/01/2026
A filha mais velha de Olavo de Carvalho, Heloísa de Carvalho, foi encontrada morta na noite desta terça-feira (7) em Atibaia, no interior de São Paulo.
Policiais militares foram acionados por volta das 22h50 para atender uma ocorrência em uma residência no bairro Alvinópolis. No local, Heloísa foi encontrada já sem vida, deitada na cama do quarto. Não havia sinais de violência e a polícia trata o caso como suicídio.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no endereço e o médico responsável atestou a morte. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Heloísa já havia sido socorrida na noite anterior e levada para atendimento médico em uma unidade de pronto atendimento do município.
Heloísa ficou conhecida publicamente por críticas ao pai, que era um dos principais ideólogos da direita brasileira e apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela foi a única dos oito filhos excluída do testamento de Olavo.
Sobre a morte de Heloísa, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo informou que "o caso foi registrado no plantão da Delegacia de Atibaia e devido à natureza os detalhes serão preservados".
FALECE HELOISA DE CARVALHO, FILHA DO EX-GURU BOLSONARISTA OLAVO | PLANTÃO vídeo
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10.TOMANDO UMA com GONZALO VECINA #282 vídeos
TOMANDO UMA com JORGE CASTILHO #277
TOMANDO UMA com PAULO BARON #279
TOMANDO UMA com LUIS E HUGO MARIUTTI #278
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11. Globo de Ouro 2026 consagra ‘O Agente Secreto’ e Wagner Moura; veja lista completa de premiados
Lista de vencedores do Globo de Ouro 2026
Confira abaixo a lista com todos os vencedores, nas categorias de cinema e de TV, ao Globo de Ouro 2026. Diferentemente do Oscar, por exemplo, a premiação divide as produções entre as de drama e as de musical ou comédia.
Melhor Filme de Drama
Frankenstein
Hamnet - vencedor
Foi Apenas um Acidente
O Agente Secreto
Valor Sentimental
Pecadores
Melhor Ator em Filme de Drama
Joel Edgerton (Sonhos de Trem)
Oscar Isaac (Frankenstein)
Dwayne Johnson (Coração de Lutador)
Michael B. Jordan (Pecadores)
Wagner Moura (O Agente Secreto) - vencedor
Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-me do Desconhecido)
Melhor Atriz em Filme de Drama
Jessie Buckley (Hamnet) - vencedora
Jennifer Lawrence (Morra, Amor)
Renate Reinsve (Valor Sentimental)
Julia Roberts (Depois da Caçada)
Tessa Thompson (Hedda)
Eva Victor (Sorry, Baby)
Melhor Filme de Comédia ou Musical
Blue Moon
Bugonia
Marty Supreme
No Other Choice
Nouvelle Vague
Uma Batalha Após a Outra - vencedor
Melhor Direção
Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra) - vencedor
Ryan Coogler (Pecadores)
Guillermo del Toro (Frankenstein)
Jafar Panahi (Foi Apenas um Acidente)
Joachim Trier (Valor Sentimental)
Chloé Zhao (Hamnet)
Melhor Ator em Comédia ou Musical
George Clooney (Jay Kelly)
Ethan Hawke (Blue Moon)
Jesse Plemons (Bugonia)
Timothée Chalamet (Marty Supreme) - vencedor
Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra)
Lee Byung-Hun (No Other Choice)
Melhor Atriz em Comédia ou Musical
Rose Byrne (Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria) - vencedora
Cynthia Erivo (Wicked 2)
Kate Hudson (Song Sung Blue)
Chase Infiniti (Uma Batalha Após a Outra)
Amanda Seyfried (The Testament of Ann Lee)
Emma Stone (Bugonia)
Melhor Ator Coadjuvante em Filme
Benicio del Toro (Uma Batalha Após a Outra)
Jacob Elordi (Frankenstein)
Paul Mescal (Hamnet)
Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra)
Adam Sandler (Jay Kelly)
Stellan Skarsgård (Valor Sentimental) - vencedor
Melhor Atriz Coadjuvante em Filme
Emily Blunt (Coração de Lutador)
Elle Fanning (Valor Sentimental)
Ariana Grande (Wicked 2)
Amy Madigan (A Hora do Mal)
Inga Ibsdotter Lilleaas (Valor Sentimental)
Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra) - vencedora
Melhor Filme em Língua Não Inglesa
Foi Apenas um Acidente
No Other Choice
O Agente Secreto - vencedor
Valor Sentimental
Sirat
A Quem Eu Pertenço
Melhor Filme de Animação
Arco
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba
Elio
Guerreiras do K-Pop - vencedor
Little Amélie or the Character of Rain
Zootopia 2
Melhor Roteiro
Uma Batalha Após a Outra - vencedor
Marty Supreme
Pecadores
Foi Apenas um Acidente
Valor Sentimental
Hamnet
Melhor Ator em Série de Drama
Sterling K. Brown (Paradise)
Diego Luna (Andor)
Mark Ruffalo (Task)
Adam Scott (Ruptura)
Gary Oldman (Slow Horses)
Noah Wyle (The Pitt) - vencedor
Melhor Atriz em Série de Drama
Kathy Bates (Matlock)
Britt Lower (Ruptura)
Helen Mirren (Mobland)
Bella Ramsey (The Last of Us)
Keri Russell (A Diplomata)
Rhea Seehorn (Pluribus) - vencedora
Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical
Adam Brody (Nobody Wants This)
Steve Martin (Only Murders in the Building)
Glen Powell (Chad Powers)
Seth Rogen (O Estúdio) - vencedor
Martin Short (Only Murders in the Building)
Jeremy Allen White (O Urso)
Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical
Kristen Bell (Nobody Wants This)
Ayo Edebiri (O Urso)
Selena Gomez (Only Murders in the Building)
Natasha Lyonne (Poker Face)
Jenna Ortega (Wandinha)
Jean Smart (Hacks) - vencedor
Melhor Ator Coadjuvante em Séries
Owen Cooper (Adolescência) - vencedor
Billy Crudup (The Morning Show)
Walton Goggins (The White Lotus)
Jason Isaacs (The White Lotus)
Tramell Tillman (Ruptura)
Ashley Walters (Adolescência)
Melhor Atriz Coadjuvante em Séries
Carrie Coon (The White Lotus)
Erin Doherty (Adolescência) - vencedor
Hannah Einbinder (Hacks)
Catherine O’Hara (O Estúdio)
Parker Posey (The White Lotus)
Aimee Lou Wood (The White Lotus)
Melhor Ator em Série de TV Limitada ou Telefilme
Jacob Elordi (The Narrow Road to the Deep North)
Paul Giamatti (Black Mirror)
Stephen Graham (Adolescência) - vencedor
Charlie Hunnam (Monstro: A História de Ed Gein)
Jude Law (Black Rabbit)
Matthew Rhys (The Beast in Me)
Melhor Atriz em Série de TV Limitada ou Telefilme
Claire Danes (The Beast in Me)
Rashida Jones (Black Mirror)
Amanda Seyfried (Long Bright River)
Sarah Snook (All Her Fault)
Michelle Williams (Dying for Sex) - vencedora
Robin Wright (The Girlfriend)
Melhor Trilha Sonora Original
Frankenstein
Pecadores - vencedor
Uma Batalha Após a Outra
Sirat
Hamnet
F1
Melhor Canção Original
Dream as One, Avatar: Fogo e Cinzas
Golden, Guerreiras do K-Pop - vencedora
I Lied To You, Pecadores
No Place Like Home, Wicked: Parte 2
The Girl in the Bubble, Wicked: Parte 2
Sonhos de Trem
Melhor Série de Drama
The Pitt - vencedor
A Diplomata
Ruptura
Slow Horses
The White Lotus
Pluribus
Melhor Série de Comédia ou Musical
Abbott Elementary
O Urso
Hacks
Nobody Wants This
Only Murders in the Building
The Studio - vencedora
Melhor Série de TV Limitada ou Telefilme
Adolescência - vencedora
Black Mirror
Dying For Sex
The Girlfriend
The Beast in Me
All Her Fault
Maior Sucesso em Bilheteria
Avatar: Fogo e Cinzas
F1: O Filme
Guerreiras do K-Pop
Missão: Impossível - O Acerto Final
Pecadores - vencedor
A Hora do Mal
Wicked: Parte 2
Zootopia 2
Melhor Podcast
Armchair Expert with Dax Shepard
Call Her Daddy
Good Hang with Amy Poehler - vencedor
The Mel Robbins Podcast
SmartLess
Up First
Melhor Performance de Stand-Up Comedy
Ricky Gervais - Ricky Gervais: Mortality (Netflix) - vencedor
Brett Goldstein - Brett Goldstein: The Second Best Night of Your Life (HBO Max)
Kevin Hart - Kevin Hart: Acting My Age (Netflix)
Bill Maher - Bill Maher: Is Anyone Else Seeing This? (HBO Max)
Kumail Nanjiani - Kumail Nanjiani: Night Thoughts (Hulu)
Sarah Silverman - Sarah Silverman: PostMortem (Netflix)
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12. Dean Martin, Dean Martin (1917-1995) imdb - Dean Martin wiki
Dean Martin foi artista versátil e plebeu - texto
Vídeos
John Wayne chamou Dean de "preguiçoso" no set — A resposta de Dino fez o Duke pedir desculpas
A Máfia exigiu que Dean Martin tocasse — A resposta dele foi pedir pra Morrer
Por que Dean Martin disse NÃO ao presidente dos Estados Unidos ? uma História de lealdade e coragem
Um diretor gritou com Dean Martin no set — Ele saiu para almoçar e NUNCA mais voltou
Um matador entrou no camarim de Dean Martin — O que aconteceu depois virou LENDA
Jerry Lewis tentou visitar Dean Martin no leito de morte — A família barrou de forma BRUTAL
Frank Sinatra DESMORONOU no túmulo de Dean — O que ele deixou lá DESTRUIU a todos
A filha de Dean Martin achou o diário dele — A última página fez ela GRITAR
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13. O que não contam sobre o Irã
POLÊMICA! O que Não Contam Sobre o Irã: Breno Altman fala sobre Direitos Humanos e Anti-Imperialismo vídeo
Quem são os inimigos do Irã? Breno Altman explica oposição interna, Mossad e alianças secretas
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14. Mais que petróleo, uma bebida da Venezuela
Tragos de rum e ponche crema representam cultura etílica do país. Nos anos 1970, venezuelanos eram maiores consumidores de uísque da América do Sul.
Daniel de Mesquita Benevides, fsp, 13.01.2026
A história tem desfigurado a Venezuela. O país das misses Universo está cheio de cicatrizes —algumas portadas com orgulho, outras escondidas. Indiferente à face dos fatos e leis, Trump deixou mais uma, mas não concluiu a ameaçada operação plástica. Aparentemente, quer manter o status quo, contanto que fique com o óleo fóssil.
A mil quilômetros de Caracas há um lugar em que a história, no entanto, não interfere, onde o tempo permanece suspenso. É o topo do Monte Roraima, fantasiado em "O Mundo Perdido" de Conan Doyle. Uma enorme mesa pré-histórica cercada de brumas, quase inacessível. Ao lado do gigantesco Salto Ángel, inspirou não apenas o criador de Sherlock Holmes, como também a animação "Up", "Avatar" e o "Parque dos Dinossauros".
Lá no alto há insetos estranhos fugindo de plantas carnívoras ainda mais estranhas. E há formações geológicas que fazem pensar em esculturas alienígenas. É um lugar sagrado para os indígenas locais.
Em contraste com essa imperturbável serenidade, a urbanidade dos anos 1970 foi de arte cinética (dos grandes Jesús Soto e Cruz-Díez) e ostentação. Irrigando os postos dos EUA com petróleo, os venezuelanos eram os "sauditas da América do Sul", tidos como os maiores consumidores de uísque do continente —dado cultural relevante, dada a subserviência ao país que então queimava as selvas do Vietnã.
Mas a Venezuela (que de 1864 a 1953 se chamava Estados Unidos da Venezuela) sempre teve suas próprias bebidas alcoólicas, outros combustíveis (sem o poder de provocar invasões). É provável que a revolução bolivariana de Chávez tenha bebido destas fontes autóctones. A começar do rum, considerado um dos melhores do Caribe —e, portanto, do planeta.
Ataque a Venezuela tem repercussão internacional - galeria
São vários os rótulos centenários, que vêm ganhando prestígio dentro e fora das terras venezuelanas —um pouco como as cachaças envelhecidas, também produto da cana. Santa Teresa, Diplomático, Carúpano, Pampero, garrafas que enfeitam os melhores bares e as casas de bebedores de bom discernimento etílico —e dinheiro no bolso.
Drinques locais incluem a guarapita, o papelón con limón, o rum com café e a cocada. Já o coquetel clássico da "pequena Veneza", como apelidaram o país os primeiros navegantes, quando viram casas de palafitas dos indígenas —e daí virou Venezuela—, é o ponche crema. Consumido no natal, é "una mistura" de rum, leite, ovo, açúcar e ingredientes locais.
Chamar de coquetel é, na verdade, forçar um pouco a barra —como o nome diz, é um ponche. Foi criado em 1900 por um químico que fazia perfumes, Eliodoro González P. É vendido em garrafa há 125 anos. Mas pode ser feito em casa, inclusive em dose única, como um coquetel, propriamente.
Ponche crema
60 ml de rum venezuelano
40 ml de leite integral
20 ml de creme de leite fresco
15 ml de xarope de açúcar
Uma gema de ovo
3 gotas de essência de baunilha
Uma micro pitada de sal
Bata os ingredientes sem gelo e depois com gelo. Sirva numa taça Nick & Nora. Finalize com noz-moscada
Entenda os ingredientes das cartas de drinques - webstories
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15. 'Manas' traça cenário duro e sensível sobre abuso infantil e abandono no Marajó
Filme de Marianna Brennand discute o estupro e a gravidez precoce como questões crônicas naquela região no Pará
Leonardo Sanchez, fsp, 16.01,2026
Bem no comecinho de "Manas", Marcielle menstrua pela primeira vez. Não há nada de novo em usar o evento como símbolo de uma transformação, como propulsor do enredo. É uma ideia até mesmo batida. Mas nada do que acontece a seguir soa repetitivo.
Esqueça puberdade, primeiros amores e laços de amizade. Temas comuns ao subgênero "coming of age", aquele que trata do amadurecimento, são ofuscados pela realidade dura e precária da protagonista de 13 anos. Marcielle não tem tempo ou orientação suficientes para processar o que está vivendo – sua infância é tomada por forças muito mais violentas.
Premiado no Festival de Veneza com o troféu de direção da Jornada do Autor, "Manas" chega aos cinemas nesta semana depois de uma temporada bem-sucedida em mostras internacionais. Prêmios e elogios se acumularam não necessariamente por proezas cinematográficas, mas pela disposição do filme em enfrentar temas extremamente difíceis.
"Manas" lida, de forma bem direta, com a exploração sexual infantil. Ambientado na Ilha do Marajó, rodeada pela porção paraense da floresta amazônica, a trama mostra como Marcielle é gradualmente cercada pelos olhares predatórios dos homens de seu convívio.
No filme, após ela fazer sua passagem e virar "mocinha", a mão estendida de um homem, sobre a qual repousa uma bala, ganha outro significado. Os desenhos em folhas de papel viram treinamento para ela pintar o rosto com maquiagem. E, então, todas as suas referências infantis começam a ganhar uma precoce conotação sexual.
Veja cenas do filme brasileiro 'Manas' - galeria
"Essa realidade já é chocante o suficiente. Eu gostaria que as pessoas pudessem olhá-la de frente, mas é difícil quando falamos de algo tão doloroso. Então o desafio foi construir a história dessa menina gerando empatia, ajudando o espectador a se conectar a ela, sem maniqueísmos e respeito as nuances dessa realidade", diz Marianna Brennand, diretora do longa.
Longe da palafita que sustenta a pequenina casa da família de Marcielle, ameaça e oportunidade de fuga se combinam. Balsas que, no cruzamento da baía do Marajó, recebem menores de idade que vendem seus corpos por trocados logo atraem a atenção da protagonista, tomada pelas frustrações de um lar que, só aparentemente, é cheio de afeto.
Exploração sexual infantil e estupro intrafamiliar são naturalizados nas conversas de Marcielle com outros personagens, tamanha a frequência com que isso ocorre naquela região. Assim, "Manas" quer também denunciar, assumir uma função social que ganha corpo em forma de adesivos e camisetas distribuídos em sessões especiais, com os dizeres "manas apoiam manas".
Inicialmente, quando entrou em contato com aquela realidade do Norte do país, Brennand pensou em fazer um documentário, campo onde tem mais experiência – ela retratou a vida do artista plástico Francisco Brennand, seu tio-avô, num filme homônimo.
Oficina Brennand, no Recife, vive nova fase no aniversário de 50 anos de sua fundação - galeria
Percebeu, porém, que pôr meninas vítimas de abuso diante de sua câmera para entrevistá-las seria como reviver um trauma, sujeitá-las a um novo tipo de violência. A ficção foi surgindo, então, como a alternativa mais correta para narrar a história daquelas "manas" –como meninas e mulheres chamam umas às outras em regiões do Pará.
Sua principal fonte de pesquisa e inspiração foi o trabalho da irmã Marie Henriqueta Cavalcante, que há anos luta contra o tráfico humano e o abuso infantil no estado. Ainda assim, "Manas" evita mostrar essa realidade com crueza. A diretora mais sugere do que recria, numa busca por delicadeza que, ela diz, ser uma espécie de filosofia de vida.
"Sem empatia nós não nos conectamos uns com os outros, você não se põe no lugar do outro. E só assim conseguimos enxergar algumas realidades. Então esse cuidado, essa delicadeza, foram um fio condutor ao longo de todo o processo", diz Brennand.
Essa costura, feita de forma lenta e cuidadosa, influencia na maneira como o espectador se relaciona com o filme. Leva tempo até o público ficar ciente da realidade da protagonista, de suas irmãs e das colegas de classe. "Manas" vai dando pistas sobre a trama, até enfim abraçar o seu horror.
Exploração sexual infantil no Pará - galeria
Logo no início, por exemplo, causa estranhamento a imagem, bem ao fundo, de uma colega de classe de Marcielle com uma enorme barriga. Nada se fala e a cena é esquecida. Muito tempo depois, descobrimos que a menina é abusada pelo próprio pai e, por isso, está grávida.
"Tem coisa que não adianta a gente querer mexer", diz uma personagem mais velha, em determinado momento, sobre essas e outras violências praticadas ali, escondidas dos olhos do poder público. O filme faz questão de listar todos aqueles que, na vida real, falharam com as "manas" retratadas no roteiro –o governo, a igreja, a família, a polícia, a escola e por aí vai.
"Quantas instâncias falharam com aquelas meninas? Quantos pedidos de ajuda foram ignorados?", diz Brennand sobre as histórias reais que ouviu durante o longo ano de pesquisas para escrever o roteiro.
Com o texto pronto, foram mais vários meses buscando locações para "Manas", que tem cenas mata adentro e câmeras acopladas a barquinhos de madeira. Filmar no Marajó era logisticamente impossível e, por isso, a cineasta acabou montando seu set perto de Belém, onde havia mais infraestrutura.
Achar sua protagonista também foi tarefa árdua. Fátima Macedo e Rômulo Braga vivem os pais de Marcielle, e Dira Paes, a policial que a ajuda. Mas Brennand queria alguém sem muita experiência prévia para viver a protagonista. A diretora a encontrou em Jamilli Correa, estreante que vem colecionando elogios pelo trabalho, dramático e ao mesmo tempo contido, muito dependente do olhar.
As violências que as meninas retratadas no filme sofrem, afinal, se perpetuam nos silêncios, que Brennand espera, de alguma forma, ajudar a quebrar.
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'Manas' é exuberante e triste, interpretado por um elenco muito forte
Longa de ficção de Marianna Brennand que aborda o abuso sexual na Ilha de Marajó traz encanto a cada imagem
Lúcia Monteiro, fsp, 16.01.2026
A mãe pede ajuda à filha Tielle para estender a roupa lavada no varal. A menina sai do quarto, topa dividir o trabalho com a mãe e puxa conversa. Quer saber por onde anda a irmã mais velha. Será que ela vai voltar?
Não há nada de banal na cena. É com deleite que o espectador sudestino, habituado à paisagem de adolescentes grudados em celulares, acompanha o entrosamento das duas, numa coreografia de lençóis. O varal está instalado sobre uma passarela de madeira relativamente estreita, entre a pequena casa sobre palafitas e o rio. Estamos na Ilha de Marajó, no Pará, e essa é a sequência de abertura de "Manas", primeiro longa-metragem de ficção de Marianna Brennand. (...)
...
'Manas', sobre exploração sexual infantil no Marajó, é indicado aos Prêmios Goya
Longa de Marianna Brennand denuncia realidade no Pará
fsp, 13.01.2026
O drama brasileiro "Manas", dirigido por Marianna Brennand, foi indicado na tarde desta terça-feira aos Prêmios Goya, na categoria de melhor filme ibero-americano. A cerimônia da principal premiação do cinema espanhol acontece em 28 de fevereiro, em Barcelona, e marca a 40ª edição do evento. (...)
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16. Rain Sounds & Living Alone in a Secret Treehouse - animação
Rain Sounds & Peaceful Family Life I Ghibli Silent Days
Living Alone in a Secret Treehouse | Rain ASMR & Forest Life | Ghibli Inspired Ambience
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17. A falácia do superávit primário, por Paulo Kliass
Por Paulo Kliass
O país precisa, urgente, recuperar um Plano Nacional de Desenvolvimento. O que pede recuperação da capacidade de investimento público.
O compromisso de Lula com a política de austeridade fiscal vem de longa data. As possíveis razões para essa mudança de postura perante uma questão crucial da política econômica são difíceis de apontar. Mas o fato é que a prática de seus governos representou um ponto de inflexão em relação às declarações e narrativas anteriores à sua chegada ao Palácio do Planalto em janeiro de 2003. Muitos analistas atribuem essa inversão de rota a uma espécie de pragmatismo do exercício real do poder, especialmente depois da divulgação da Carta aos Brasileiros durante a campanha eleitoral de 2002. Aquele documento pode ter operado como a base para as transformações que viriam a se consolidar na condução da política econômica depois de eleito.
Os termos ali redigidos apontam, com certeza, para aquilo que veio a se configurar como o centro da política econômica do futuro governo. O problema não era apenas descartar a hipótese de eventual moratória na dívida pública, como muito se especulava no mercado financeiro à época. O ponto era agradar aos interesses do financismo e adotar para si os elementos mais importantes do pilar do Consenso de Washington. Alguns dos trechos do documento são bem cristalinos a esse respeito:
“(…) Esse é o melhor caminho para que os contratos sejam honrados e o país recupere a liberdade de sua política econômica orientada para o desenvolvimento sustentável.
(…) Premissa dessa transição será naturalmente o respeito aos contratos e obrigações do país. As recentes turbulências do mercado financeiro devem ser compreendidas nesse contexto de fragilidade do atual modelo e de clamor popular pela sua superação(…)
(…) A questão de fundo é que, para nós, o equilíbrio fiscal não é um fim, mas um meio. Queremos equilíbrio fiscal para crescer e não apenas para prestar contas aos nossos credores. Vamos preservar o superávit primário o quanto for necessário para impedir que a dívida interna aumente e destrua a confiança na capacidade do governo de honrar os seus compromissos (…)” [GN]
Assim, não é por acaso que Lula escolhe Antonio Palocci para o cargo de Ministro da Fazenda e Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central. Uma dupla perfeitamente adequada para levar em frente o projeto de austericídio que se viu a partir do começo do governo. O primeiro havia sido prefeito pelo PT de Ribeirão Preto, importante cidade do interior paulista. E ali levara a cabo processos de privatização de empresas de serviços públicos, em especial na área de telefonia e saneamento. O segundo era presidente internacional do Bank of Boston, um dos principais credores da dívida externa brasileira. Ele decide abandonar sua carreira no seio do financismo mundial e retorna ao Brasil. Eleito deputado federal pelo PSDB/GO no mesmo pleito de 2022, ele aceita a oferta de Lula e troca o cargo de parlamentar pelo de xerife do sistema do financeiro.
E esse seu inusitado e inexplicável compromisso com a austeridade fiscal se converte em motivo de soberba para Lula. Depois de concluídos os seus dois primeiros mandatos, ele passa a bater no peito, com o maior orgulho, de seu compromisso com as políticas que mais agradam ao coração do financismo local e global. Esse foi também um dos motes de seu retorno ao governo após 2022. Em uma das inúmeras ocasiões em que aproveitou para se vangloriar de seus feitos austericidas, ele repetiu a fala durante uma viagem a Portugal, logo após a publicação do resultado eleitoral indicando o seu terceiro mandato.
“Ninguém tem autoridade para falar em política fiscal comigo porque durante todo o meu período de governo, eu fui o único país do G20 que fez superávit primário durante todos os meus oito anos do meu mandato. Eu aprendi com a minha mãe, que era analfabeta, que a gente só pode gastar o que a gente tem ou o que a gente ganha” (…) [GN]
Lula sabe do que fala. Ao longo dos seus primeiros dois mandatos seu governo transferiu uma média anual de 4,5% do PIB em direção ao sistema financeiro, sob a forma de despesas orçamentárias com o pagamento de juros da dívida pública. Foram exatos R$ 2,6 trilhões a esse título. Já no terceiro mandato os números são ainda mais dramáticos. Entre 2023 e 2024, a média anual foi de 6,4% do PIB, com a possibilidade de que durante 2025 o índice tenha atingido um valor recorde de 8%. Isso porque os números relativos ao período compreendido entre janeiro de 2023 e novembro de 2025 atingiram um total de R$ 2,4 tri. Ou seja, uma média mensal de R$ 68 bi para os 35 primeiros meses do terceiro mandato. Vale registrar que a essa média é duas vezes e meia superior aos R$ 27 bi mensais relativos ao período 2003 a 2010.
Apesar da realidade objetiva que os números apresentam para o quadro fiscal, a equipe econômica continua convencendo Lula de que o caminho da austeridade é o mais correto e seguro. Assim, o governo encaminhou em abril do ano passado o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026 em que se compromete com alcançar uma meta de superávit primário de 0,25% do PIB para este ano. Uma loucura! Não bastaram as irresponsabilidades políticas de propor um Novo Arcabouço Fiscal (NAF) em que se mantêm os elementos centrais da austeridade fiscal do Teto de Gastos de Temer. Não bastaram as metas que o próprio Hadddad propôs a Lula de zerar o déficit fiscal primário de 2024 e 2025. Agora, em pleno ano eleitoral, onde a disputa promete ser acirrada contra as forças de direita, o governo se auto impõe um torniquete nos gastos orçamentários.
E o que mais impressiona é que todo este esforço na contenção das contas públicas nem resolve em nada aquilo que as próprias forças do financismo dizem combater. Apesar de toda a força tarefa montada para reduzir as despesas fiscais primárias, as não-primárias continuam livres, leves e soltas para crescerem o quanto for necessário. Assim, o governo se orgulha de promover cortes em saúde, previdência social, saúde, assistência social, segurança pública, salários de servidores e outras, enquanto as despesas com pagamento com juros da dívida púbica continuam aumentando de forma escandalosa. E aqui reside o grande engodo do discurso em prol da austeridade fiscal que campeia os grandes meios de comunicação.
Apesar da tentativa de mentir e enganar amplamente a respeito do quadro das contas governamentais, o fato é que déficit fiscal nominal nunca esteve tão elevado. Isso porque as despesas financeiras impactam as contas públicas da mesma forma que os gastos primários. Os dispêndios com juros não podem ser considerados VIPs. Se a preocupação do povo da Faria Lima é com a superioridade das despesas em relação às despesas, o fato é que estamos muito longe desse idílico balanço. Isso significa assumir que não estamos em um equilíbrio fiscal! Aliás, muito pelo contrário. Os resultados fiscais nominais de 2023, 2024 e 20225 estão bem próximos de um trilhão de reais. Isso representou uma média de 7,8% do PIB para o primeiro biênio e deve ultrapassar 8% do Produto para o ano que se encerrou há pouco.
A condução da política econômica com o suposto rigor da “responsabilidade e da austeridade fiscais” não passa de uma grande falácia. A estratégia tem foco e viés bem definidos: trata-se de conter e reduzir tão somente as despesas de natureza social e os investimentos. Ou seja, a intenção é abrir caminho para ampliar a participação do capital privado na oferta de bens e serviços públicos que a política de austeridade retira do Estado a capacidade de manter. Mas essa mesma austeridade nada faz para reduzir os gastos que viabilizam a transferência de recursos do orçamento para os setores que compõem o topo de nossa pirâmide da desigualdade. Assim, o governo corta valores do Bolsa Família e demais programas sociais e amplia o montante a ser direcionado sob a forma do chamado Bolsa Banqueiro.
O discurso mentiroso a respeito do sucesso da política de austeridade não resiste à análise dos fatos e nem à comparação internacional. Para o caso brasileiro, trata-se de uma forma de apenas enxugar gelo, pois a transferência de recursos para o capital é mais do que evidente e a estoque da dívida púbica só faz crescer ao longo dos anos. Em termos de um olhar relativo para outros países, o próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) demonstra que a austeridade aqui implementada por décadas não resolveu o problema do déficit nominal. Segundo relatório do órgão, em 2025 ocupamos o segundo lugar com um déficit nominal de 8,5% do PIB, logo abaixo da China que apresenta 8,6%. A média global é de 5,1% e os países em desenvolvimento apresentam 6,3%. Já a meca dos adoradores do capitalismo, os Estados Unidos, mantém 6,5%
Isso demonstra que a existência de déficits fiscais faz parte da “normalidade” da absoluta maioria dos países do mundo contemporâneo. E isso não significa que Estados Unidos, Inglaterra, Japão, União Europeia, China, Índia e outros estejam à beira da falência por tal situação. O mais dramático da incorporação da narrativa fatalista por nossas elites é que todo o esforço da austeridade fiscal focado no primário é inócuo para aquilo que se pretende – ao menos na aparência. Isso porque alcançamos o “equilíbrio” nas contas primárias e o déficit nominal deve fechar em 8%. Isto porque 100% do resultado deficitário se devem ao pagamento de juros. E estes seguem intocáveis.
Se Lula pretende deixar uma marca simbólica e relevante para sua biografia a partir de 2030, seria importante aproveitar o necessário quarto mandato para promover uma mudança significativa no rumo da política econômica de seu governo. O Brasil precisa, de forma urgente, recuperar um Plano Nacional de Desenvolvimento. E isto exige a recuperação da capacidade de investimento público. O abandono da austeridade fiscal e da ortodoxia monetarista na condução da política econômica é uma emergência. Como o próprio Lula dizia na campanha de 2022, seu desejo era realizar 40 anos em 4. A História nos ensina que, sem a presença de um Estado forte e atuante, tal meta é inatingível.
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18.Indígenas criticam resposta da Petrobras após vazamento na Foz do Amazonas
OUTRO LADO: Empresa diz que fluido é biodegradável, e Ibama afirma acompanhar o caso. Organizações cobram informações sobre o material envolvido em acidente na costa do Amapá
Jorge Abreu, fsp, 15.01.2026
"Nossa preocupação triplicou". O cacique Edmilson Karipuna resume dessa forma a angústia de seu povo na Terra Indígena Uaçá, em Oiapoque (AP), após o vazamento de fluido durante perfuração da Petrobras em busca de petróleo na bacia Foz do Amazonas. A região é a mais próxima do empreendimento em alto-mar, a cerca de 175 quilômetros da costa do município.
"Até agora a gente não teve nenhuma informação oficial sobre esse acidente. Ninguém chamou os povos indígenas para sentar, conversar e explicar o que aconteceu e quais são as medidas que serão tomadas diante desta situação", disse à Folha.
A Petrobras anunciou, no último dia 4, a paralisação temporária da busca por petróleo no bloco 59 da Foz do Amazonas. A medida de segurança ocorreu após o acidente com um fluido injetado na operação da sonda perfuradora, em duas linhas (tubulações) auxiliares. A empresa afirma que o material não causa danos.
A estatal estima que vazaram cerca de 15 m³ (15 mil litros) deste produto no mar e afirmou, em nota, que não há problemas com a sonda ODN II (NS-42) ou com o poço, que permanecem em segurança.
"A Petrobras reitera que a perda de fluido de perfuração não causou dano ao meio ambiente, tampouco risco à segurança da operação. O fluido é biodegradável e atende a todos os parâmetros exigidos pelo regramento ambiental", diz trecho do comunicado enviado à reportagem.
Edmilson Karipuna é coordenador do Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas de Oiapoque, o CCPIO, que junto da Apoianp (Articulação dos Povos Indígenas do Amapá e Norte do Pará) lançou uma carta cobrando uma consulta livre, prévia e informada sobre o projeto de petróleo na região, conforme a convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que trata de povos indígenas e tribais.
"O acidente confirma nossos piores temores, denunciados desde o início: a atividade petrolífera na nossa costa é uma ameaça aos ecossistemas dos quais nossos povos, especialmente os do Oiapoque, dependem para sua subsistência física e cultural. Este incidente, ainda em fase de pesquisa, evidencia os riscos inaceitáveis do projeto", diz a carta.
As duas entidades relatam que não receberam uma comunicação oficial da Petrobras e aguardam uma reunião com a estatal junto à Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) nas próximas semanas para explicações sobre a atividade e o incidente.
"Desde quando a gente ouviu falar sobre essa possível exploração de petróleo aqui na costa do Amapá, ainda em 2023, isso vem tirando o nosso sossego", acrescentou o cacique Edmilson.
Luene Karipuna, coordenadora da Apoianp, manifesta preocupação sobre os impactos das etapas da atividade petrolífera na região. Segundo ela, a pesquisa, realizada sem a consulta prévia, demonstrou fragilidade, o que eleva o alerta sobre a continuidade da ação após a possível confirmação da presença de petróleo.
"A gente precisa entender o que são esses fluidos, se são contaminantes ou não", frisa. "Nós soubemos do vazamento pelos jornais. Em nenhum momento a Petrobras comunicou oficialmente os povos indígenas e os moradores de Oiapoque", diz. "Precisamos saber os reais impactos do incidente sobre os territórios."
Além do processo de escuta, Luene cobra que seja apresentado "um plano de contingência que atenda a necessidade dos povos indígenas".
Foz do Amazonas: entenda a disputa pela exploração de petróleo na região - galeria
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), responsável pela aprovação da licença de perfuração, ressaltou que acompanha o caso. "As áreas técnicas aguardam informações e documentos adicionais da Petrobras para prosseguir na análise dos riscos e impactos ambientais decorrentes da perda de fluido da sonda no mar."
O órgão, ligado ao Ministério de Meio Ambiente, pediu uma reunião com a Petrobras para tratar do vazamento de fluido. Em ofício enviado no último dia 7, o Ibama citou "a grande preocupação já manifestada [...] acerca dos riscos e potenciais impactos da atividade" na região.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo) condicionou a retomada da atividade de perfuração à prestação de esclarecimentos sobre o que causou o vazamento de fluido sintético nas águas da região, considerada ambientalmente sensível.
A decisão da agência reguladora, assinada em reunião, afirma que, antes de retomar as operações, a petroleira precisa apresentar uma avaliação inicial das causas do evento e de seus potenciais impactos e ações mitigadoras.
O MPF (Ministério Público Federal) no Amapá também cobrou explicações da Petrobras sobre o vazamento. O prazo dado para respostas foi de 48 horas. Os desdobamentos sobre o pedido feito no último dia 6 não foram divulgados.
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19. Wikipédia chega aos 25 anos e celebra acordos com principais empresas de IA
Fundação anuncia parcerias com Microsoft, Perplexity e Mistral, que juntam-se a Google e Meta. Enciclopédia digital tem 65 milhões de artigos e está entre os 10 sites mais acessados do mundo
Gustavo Soares, fsp, 15.01.2026
Com uma base de dados utilizada à exaustão pelos robôs de inteligência artificial, a Wikipédia completou 25 anos nesta quinta-feira (15) ainda longe de ter um para chamar de seu.
Mas o trabalho colaborativo de milhares de editores ao redor do mundo em 65 milhões de artigos já deixou, gostem ou não, uma marca nas plataformas que hoje transformam a internet e movimentam bilhões de dólares em diversos setores.
A Wikimedia Foundation, entidade sem fins lucrativos que controla a enciclopédia digital, disse nesta quinta que no último ano estabeleceu parcerias com Microsoft, Mistral AI, Perplexity e outras startups menores para acessar o conteúdo de seus projetos. As empresas se juntam a nomes como Amazon, Google e Meta.
"Elas podem acessar conteúdo de projetos Wikimedia num volume e velocidade elaborados especificamente para suas necessidades, ao mesmo tempo em que apoiam diretamente nossa missão sem fins lucrativos", disse a fundação.
A Wikipédia, que se denomina "a espinha dorsal do conhecimento na internet", está hoje entre os 10 sites mais visitados no mundo, com 15 bilhões de acessos mensais.
Em paralelo aos acordos comerciais, Wikimedia também reforçou em comunicado que a estratégia interna de IA divulgada no ano passado existe para apoiar o trabalho dos colaboradores humanos. Como a Folha mostrou, o direcionamento causou polêmica entre os voluntários.
Uma das ideias da fundação é aplicar modelos de linguagem abertos para identificar o uso de adjetivos ou a falta de fontes em verbetes. Com isso, a Wikimedia espera que uma edição feita por um voluntário de primeira viagem seja mais facilmente aceita, o que faria com que ele eventualmente retornasse à função.
No geral, essa estratégia de IA passa por frentes como automatizar tarefas tediosas para ajudar no fluxo de trabalho dos editores, automatizar tradução e ampliar a integração de novos voluntários.
"A Wikipédia mostra que o conhecimento é humano, e o conhecimento precisa de humanos. Especialmente agora, na era da IA, precisamos do conhecimento abastecido por humanos da Wikipédia mais do que nunca", disse em nota Selena Deckelmann, diretora executiva de produto e tecnologia da Wikimedia.
Para celebrar a efeméride, a Wikimedia lançou um site interativo que conta a trajetória da enciclopédia ao longo do quarto de século e uma série de documentários mostrando os bastidores do trabalho de editores. Hoje, são mais de 250 mil voluntários.
"Contra todas as chances, a Wikipédia cresceu e se tornou a espinha dorsal do conhecimento na internet hoje. A Wikipédia demonstra 25 anos da humanidade em seu melhor, provando que quando as pessoas se reúnem no espírito da construção de confiança e colaboração, elas podem tornar o impossível possível", disse no comunicado Jimmy Wales, cofundador da Wikipédia e membro do conselho de administração da Wikimedia.
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20. Clube dos filmes clássicos - fatos que você não sabia vídeos
O Poderoso Chefão (1972)
Era uma Vez no Oeste (1968)
Os Brutos Também Amam (1953)
Lawrence da Arábia (1962)
O Barco: Inferno no Mar (1981)
O Iluminado (1980)
A Batalha de Argel (1966)
Apocalypse Now (1979)
Um Corpo que Cai (1958)
Um Estranho no Ninho (1975)
Meu Ódio Será Sua Herança (1969)
2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)
Cidadão Kane (1941)
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21. Schubert - Fantasy in F minor - SONUS Guitar Trio
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22. Marcelino Pão e Vinho Filme Completo
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23. Menor município do Brasil ganha sistema de baterias e fica quase imune a apagões
Cemig instalou estrutura pioneira em Serra da Saudade, cidade com 833 habitantes. Baterias serão usadas quando rede elétrica da região estiver com problemas
Pedro Lovisi, 18.01.2026
A menor cidade do Brasil, Serra da Saudade (MG), também será agora conhecida como a primeira a ter um sistema de baterias na rede de distribuição de energia do país. A Cemig instalou no município, de 833 habitantes, painéis solares acoplados a 16 racks de baterias capazes de armazenar energia suficiente para deixar a população local com eletricidade por até 48 horas em caso de apagões.
A estrutura é inédita no país. Na cidade de Registro (SP), por exemplo, a Isa Energia opera um robusto sistema de baterias, mas que fica acoplado à rede de transmissão de energia. É comum também casos em que donos de painéis solares tenham sistemas de armazenamento acoplados às placas, mas nesse caso eles se enquadram como geradores.
Vista aérea de usina solar com várias fileiras de painéis fotovoltaicos alinhados em terreno cercado por vegetação e estrada de terra. Área ao redor é verde com algumas árvores e veículos estacionados próximos à estrutura técnica.
Na distribuição, parte da rede elétrica responsável por entregar a energia para os consumidores, é a primeira vez.
No sistema criado e operado pela Cemig em Serra da Saudade, placas solares com capacidade instalada de 500 kW (quilowatt) precisam de apenas 12 horas para abastecer as baterias posicionadas ao lado. Quando o armazenamento está cheio, as placas param de gerar energia e as baterias ficam à espera para atuar em eventuais interrupções de energia na cidade.
Quando não estão exercendo a função de apoio de segurança da rede elétrica, as baterias também podem atuar em outras frentes do sistema, como equilibrar a tensão da energia que passa pelos cabos de distribuição da Cemig.
"Eu acho que o futuro vai ser esse sistema devido ao preço das baterias, que está caindo. E nós estamos sendo pioneiros em trazer isso para a distribuição, para atender o nosso objetivo principal, que é levar mais energia para os municípios, de uma forma ininterrupta", afirma Marney Antunes, vice-presidente de distribuição da Cemig.
Ao todo, foram gastos R$ 7 milhões com o projeto, quase metade dos R$ 13 milhões inicialmente estimados. O preço menor se deu pelo desconto oferecido pela Weg, empresa brasileira que produz sistemas de armazenamento de energia, em relação aos concorrentes chineses, que historicamente oferecem as baterias mais baratas do mercado.
Mulher e ex-marido se alternam há 24 anos no comando de Serra da Saudade (MG) - galeria
O sistema foi inaugurado oficialmente na última quinta-feira (15), em cerimônia que contou com a participação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e seu vice e pré-candidato ao governo do estado, Matheus Simões (Novo).
Na prática, o sistema já estava funcionando há algumas semanas. Nesta semana, por exemplo, técnicos da Cemig desligaram a rede elétrica da cidade por 30 segundos, período em que as baterias foram acionadas para escoar energia para o município. De acordo com a distribuidora, nenhuma alteração foi sentida pela população local durante a troca.
Serra da Saudade foi escolhida como o primeiro local a receber o sistema, segundo técnicos da empresa, porque a cidade tem um DEC (índice que mede o período anual que uma região fica sem energia elétrica) de 24 horas, considerado alto pelo setor.
Inicialmente, para diminuir o tempo, a Cemig projetava criar um cabeamento reserva conectando a cidade à subestação mais próxima (a 30 quilômetros), mas os investimentos necessários seriam de R$ 30 milhões. Assim, com base em exemplos internacionais, a Cemig optou pelo sistema de baterias e placas solares, mais baratos.
Da forma como foi instalada, a tecnologia impede que eventuais restrições no cabeamento que conecta a subestação à cidade bloqueie o escoamento de energia à população. As baterias, no entanto, não inibem apagões em caso de problemas na rede de dentro da cidade, como quedas de postes – razões consideradas minoritárias pelos técnicos da Cemig.
Agora, a empresa planeja implantar o mesmo modelo em outras 12 cidades ou comunidades em Minas Gerais, em um projeto que deve movimentar R$ 85 milhões em investimentos.
No futuro, a Cemig pretende vender a quantidade de energia gerada pelas placas que não são repassadas para as baterias. Hoje, há restrições regulatórias que impedem isso, já que uma distribuidora não pode gerar energia com fins comerciais. No caso de Serra da Saudade, por exemplo, a mudança permitiria que as placas solares de 500 kW fornecessem toda a potência necessária para a cidade, além de municípios vizinhos.
Está nos planos da empresa também participar dos leilões de baterias, prometidos pelo Ministério de Minas e Energia para abril desse ano.
"O que vem chegando de novo no mundo é a bateria, seja essa de pequeno porte, para dar um apoio mais próximo para pequenos municípios, seja a de grande porte, ligada ao SIN (Sistema Interligado Nacional). E é um objetivo estratégico da Cemig participar desses leilões", diz Reynaldo Passanezi, CEO da Cemig.
O jornalista viajou a convite da Cemig
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24. 'Hamnet' transforma teorias sobre a vida de Shakespeare em arte
Livro e filme fazem especulações em torno de filho morto. Dramaturgo segue misterioso e obras tentam lhe dar sentido
Walter Porto, fsp, 13.01.2026
Ainda que o nome de William Shakespeare seja dito em alto e bom som no filme "Hamnet", ele não aparece nenhuma vez nas 360 páginas do livro original da irlandesa Maggie O’Farrell.
Em entrevistas, ela costuma lembrar que sua ideia era contar uma história de pai e filho centrada em Shakespeare, mas a figura maiúscula do autor acabava se impondo como uma distração, quando ela queria uma trama de gente comum.
Foi assim que o enredo acabou "sendo sequestrado" pela personagem de Agnes, sua esposa, que aparece na maior parte dos registros históricos como Anne Hathaway — sim, igual à atriz.
Anne e Agnes são corruptelas do mesmo nome, algo comum no Reino Unido do século 16, assim como a confusão entre Hamnet e Hamlet que se tornou a semente desse livro best-seller, publicado no Brasil pela Intrínseca com tradução de Regina Lyra.
A ideia da obra foi disparada por um ensaio do crítico literário Stephen Greenblatt, na revista The New York Review, sobre a relação entre a morte do filho do dramaturgo e a realização de uma de suas obras-primas.
Esses dois fatos indubitavelmente aconteceram, dentro de um espaço de quatro anos. Mas quase tudo no livro, como admite a própria escritora numa nota do romance, é "resultado de [sua] vã especulação".
Veja cenas do filme 'Hamnet: A Vida Antes de Hamlet'
Os registros sobre a vida privada de Shakespeare são tão raros que alimentam, até hoje, teorias conspiratórias que dizem que ele nunca existiu. Não é preciso ir tão longe, mas Greenblatt, um dos maiores especialistas vivos no autor, aponta que sua intimidade é "quase totalmente misteriosa".
Nenhuma de suas cartas, diários ou manuscritos sobreviveram, segundo o crítico americano. "Seus sonetos foram esmiuçados em busca de evidências autobiográficas, mas, mesmo que escritos em primeira pessoa, eles são desorientadores, elusivos e deliberadamente opacos."
Não há problema algum em criar ficção a partir de acontecimentos reais, buscando construir alguma estrutura de sentido em torno de vidas insondáveis. Nem O’Farrell nem a cineasta Chloé Zhao — que assinam juntas o roteiro do filme "Hamnet", que estreia nesta quinta (15)— escondem que é isso que estão fazendo.
'Hamnet' venceu o Globo de Ouro - galeria
Essa romantização é, contudo, apenas uma interpretação possível, condensada para direcionar o espectador a uma conclusão emocional específica — o que as criadoras da obra fazem com enorme sucesso.
Não seria conveniente para o filme lembrar, por exemplo, que Shakespeare escreveu duas de suas melhores comédias, "Como Gostais" e "Muito Barulho por Nada", no período entre a morte de seu filho e a estreia de "Hamlet". Ainda que o luto tenha seus enigmas, simplesmente não funcionaria na estrutura dramática.
Também não há certeza de que foi a peste bubônica a responsável por ceifar o filho do dramaturgo. É um chute bem informado de O’Farrell, que, em uma das melhores passagens do livro, refaz todo o caminho da doença através da Europa até chegar à fatalidade que assolou a casa de Stratford.
Tampouco convém comentar que "Hamlet" teve inspiração direta em outras montagens apresentadas na época em Londres sobre a tragédia da família real dinamarquesa. O que Greenblatt adiciona é que, em seu texto, Shakespeare sofistica as estruturas internas de suas personagens de maneira inédita, borrando a racionalidade de suas motivações.
E isso teria a ver com a morte do filho. Mais que uma decisão estética, segundo o crítico, expressava sua "percepção mais profunda da existência, sua compreensão do que devia ser dito ou permanecer não dito", sua preferência por deixar as histórias mais desarrumadas que limpinhas e organizadas.
'Não sabemos nada sobre Shakespeare', diz Paul Mescal, que vive dramaturgo em 'Hamnet'
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25. Matthew McConaughey registra voz e imagem para barrar uso indevido por IA
Ator recorre ao Escritório de Patentes dos EUA para impedir exploração não autorizada de sua identidade em plataformas de inteligência artificiais. Vencedor do Oscar afirma não ser contra a tecnologia e investe em startup de voz, mas defende proteção legal para artistas.
f5, 17.01.2026
O ator Matthew McConaughey, 56, registrou trechos de sua voz e imagem no Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO) para impedir o uso não autorizado em plataformas de inteligência artificial. A iniciativa foi feita por meio do braço comercial da Fundação Just Keep Livin, criada por ele e por sua esposa, a modelo brasileira Camila Alves.
A medida surge em meio à preocupação crescente de artistas com o uso indevido de imagens por IA generativa, tema que já levou celebridades como Scarlett Johansson a recorrer à Justiça. Vencedor do Oscar de Melhor Ator pelo longa "Clube de Compras Dallas", em 2014, McConaughey adota uma postura preventiva, embora não seja contra a tecnologia e seja investidor da startup de voz ElevenLabs, que já desenvolveu uma versão em IA de sua voz.
Imagens do ator Matthew McConaughey
Segundo o advogado Kevin Yorn, o objetivo é garantir proteção legal e assegurar que artistas participem do valor gerado pelo uso de sua imagem e voz. Nos Estados Unidos, leis e propostas recentes reforçam o direito de celebridades controlarem o uso comercial desses atributos, inclusive após a morte, e facilitam a remoção de deepfakes e conteúdos não consensuais. "Queremos garantir que nossos clientes tenham o mesmo tipo de proteção que suas empresas têm", disse em entrevista.
De acordo com reportagem do La Nación, a proteção legal contra o uso não autorizado de imagens de celebridades por inteligência artificial varia de acordo com a jurisdição, mas, nos Estados Unidos, diversas leis e propostas legislativas foram aprovadas, como o direito de o famoso controlar o uso comercial de seu nome, imagem e voz mesmo após a morte, além de propostas federais que abordam a remoção de conteúdo íntimo não consensual e deepfakes online, entre outras.
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26. Tarifa zero é correção de sistema regressivo
É verdade que pessoas com maior renda também utilizam o transporte gratuito; políticas universais funcionam assim. Garantir acesso e melhorar mobilidade urbana requer medidas que priorizem o transporte público frente ao carro particular
Eduardo Zanatta, fsp, 18.01.2026, Vereador (PT-SC) em Balneário Camboriú
A Folha publicou artigo de José Luiz Portella criticando a tarifa zero enquanto política pública. Como muitos críticos dessa ideia, o autor afirma que a política beneficia mais quem poderia pagar do que quem realmente precisa, classificando a proposta como ingenuidade ou populismo.
O argumento ignora como funcionam políticas públicas voltadas a todos os cidadãos e desconsidera evidências concretas, como estudos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que demonstram queda na demanda por transporte público em função do preço da tarifa.
É verdade que pessoas com maior renda também utilizam o transporte gratuito. Isso não é falha do modelo. Políticas universais funcionam assim. O SUS não fracassa por atender quem tem plano de saúde; a escola pública não erra por não selecionar alunos por renda. Do ponto de vista da urgência ambiental, é preferível que todas as classes sociais possam migrar para o transporte público, ao invés de colocarem mais um veículo motorizado na rua.
Sob o prisma da mobilidade, haverá melhora nas condições de trânsito, beneficiando pedestres, especialmente idosos e crianças, que terão ambientes mais seguros para circular, com menos veículos ocupando espaços preciosos na malha urbana.
Garantir acesso e ocupação do espaço público requer medidas que priorizem o transporte público frente ao carro particular. A lógica baseada na tarifa penaliza quem tem menos renda, e ao longo de anos produziu um sistema opaco, no qual o poder público subsidia empresas privadas sem controle adequado de custos.
Cidades com tarifa zero no Brasil - galeria
Na maioria das cidades, não se conhece o custo real da operação, incluindo os subsídios de gratuidade, que requerem enorme estrutura administrativa de alto custo para selecionar e fiscalizar seu uso, incluindo os sistemas de cobrança embarcados em ônibus. Isso ocorre porque dados fundamentais para o cálculo da tarifa raramente são plenamente transparentes ou auditáveis, como o custo efetivo do serviço e o número real de passageiros transportados.
Esse modelo fragiliza a fiscalização, transfere recursos públicos sem controle social efetivo para atores privados e perpetua ineficiências. A tarifa zero permite enfrentar esse problema. Ao substituir a arrecadação direta por financiamento público, o foco deixa de ser a passagem e passa a ser o custo real do serviço, o que favorece contratos mais transparentes e metas objetivas.
Em Balneário Camboriú, a atuação do Legislativo foi decisiva. Como presidente da Comissão Parlamentar Especial da Tarifa Zero, promovi audiências públicas, exigimos dados, ouvimos usuários e exercemos fiscalização efetiva sobre o sistema. O resultado foi concreto: mais linhas, mais horários e correções operacionais em resposta às demandas da população.
Os efeitos são mensuráveis. A quantidade de passageiros transportados antes e depois da implantação da tarifa zero aumentou 600%. O dado evidencia que o principal obstáculo ao uso do transporte coletivo era o preço. Além disso, o valor que antes era gasto na passagem permanece circulando na economia local, fortalecendo o comércio de bairro e a renda do trabalhador.
Transporte público mais caro em São Paulo - galeria
O próximo passo vai na direção de ampliar a cobertura em formato colaborativo entre municípios da região, como Camboriú, Itajaí e Navegantes, uma vez que as pessoas circulam regionalmente, em especial trabalhadores que se deslocam para obter o sustento.
Mobilidade urbana não pode ser refém de ciclos eleitorais ou interesses privados. As experiências atuais mostram que a tarifa zero é um sucesso, mas não um ponto de chegada. É preciso avançar na qualidade do serviço, na integração regional e na transparência.
Descartar uma ideia do debate público sob a acusação de populismo é se prender a paradigmas ultrapassados. Os obstáculos técnicos e fiscais são reais, mas podem ser superados. Transporte é um direito social que promove acesso a outros direitos, como saúde, educação, moradia, cultura e trabalho. A tarifa zero precisa avançar.
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Brasil tem mais de 80 cidades com passe livre no transporte coletivo
Maioria está no estado de São Paulo (25), seguido de Minas Gerais (23)
fsp, 1º.nov.2023
O fim da cobrança da passagem no transporte coletivo público urbano tem avançado nas cidades brasileiras: 2023 já é o ano em que mais municípios no país adotaram o passe livre pleno, ou seja, que abrange todo o sistema de transporte durante todos os dias da semana —são 23 municípios que decidiram aderir ao sistema de tarifa zero.
O ano de 2021 foi o segundo com mais adesões: 15 municípios. Os dados são do pesquisador da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP (Universidade de São Paulo) Daniel Santini, que estuda políticas públicas de mobilidade, sistemas de gestão e modelos de subsídio de transporte coletivo.
No total, o país atualmente tem 85 cidades com o passe livre no sistema de transporte durante todos os dias da semana, a maioria delas no estado de São Paulo (25), seguido por Minas Gerais (23), Paraná (10) e Rio de Janeiro (9). Os municípios com maior população que adotaram a tarifa zero são Caucaia (CE), com 355 mil habitantes; seguido de Maricá (RJ), com 197 mil; Ibirité (MG), com 170 mil, São Caetano do Sul (SP), com 165 mil; Paranaguá (PR), com 145 mil; e Balneário Camboriú (SC), com 139 mil. (...)


















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