domingo, 12 de novembro de 2023

Polícia nas árvores!

 Por trás do apagão de São Paulo há a formação de uma quadrilha

Josias de Souza, UOL, 12/11/2023

Imagem: Rubens Cavallari/Folhapress

As árvores cometeram vários crimes em São Paulo. O primeiro foi o de existir. Este poderia ser classificado como um crime menor. Seria uma contravenção tolerável se não passasse disso. Mas elas não se contentaram apenas com a existência. Passaram a existir em grande número. O crime tornou-se grave.

Em 3 de novembro de 2023, uma sexta-feira, 4,2 milhões de domicílios residenciais e comerciais ficaram sem energia elétrica em 27 municípios do Estado de São Paulo —2,1 milhões apenas na região metropolitana da capital. Para a maioria, o breu durou mais de 70 horas. Muitos ficaram à luz de velas por quatro ou cinco dias. Um acinte. O governador Tarcísio de Freitas foi ao ponto:

— O grande vilão desse episódio foi a questão arbórea.

A vilania não ficou restrita às árvores. Nicola Cotugno, presidente da Enel, a concessionária privada responsável pelo fornecimento de eletricidade na capital paulista e arredores, identificou um segundo culpado:

— Não é para nos desculparmos, não. O vento foi absurdo!

Nicola declarou que o vento soprou numa velocidade de 104 km por hora em alguns pontos da capital paulista. Realçou que, se chegasse a 120 km, já seria considerado um furacão.

Em conluio com a ventania, as árvores foram mais longe na sua vocação criminosa: converteram-se em vítimas. Morreram, num claro desafio à ordem. Abandonando qualquer tipo de escrúpulo, as árvores organizaram-se. De tocaia, só para aparecer mais, tombaram sobre a fiação elétrica. Tarcísio acusou:

— Foi questão da quantidade de árvores que, por falta de manejo adequado, acabaram caindo sobre a rede.

Para que não restasse dúvida, Nicola quantificou as árvores que desafiaram as autoridades, caindo por entre os postes:

— De 1.400 [que caíram na cidade], umas mil [feneceram sobre os fios]. Mobilizamos todas as equipes. Ficamos no centro de controle para estabilizar o atendimento. Trabalhamos noite adentro.

Organizando-se, as árvores pisotearam, por assim dizer, uma velha tradição das autoridades brasileiras: o deixa-pra-lá. No Brasil, nenhum problema é tão grande que não caiba no dia seguinte. Mas a vileza arbórea forçou as autoridades a fazerem alguma coisa. Nem que fosse uma cara de nojo. O velho deixapralaísmo nacional perdeu o nexo.

Ciente de que a melhor maneira de fugir do instinto criminoso das árvores seria enterrar os fios, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, saiu-se com uma solução emergencial, No terceiro dia de breu, ele disse que cogitava a criação de uma taxa para financiar o enterramento da fiação elétrica. Houve grande estrépito.

As árvores não falam. Mas o homem possui o gênio da palavra. De um prefeito paulistano não se exige que fale a língua de Dante, de Goethe ou de Shakespeare. Porém, a língua de Camões Ricardo Nunes precisaria falar com clareza.

Desnorteado pela conspiração das árvores com os ventos, o prefeito descobriu da pior maneira que, na administração pública, como na vida, a fronteira entre o improviso e a imprudência é muito tênue. Menos de 24 horas depois de jogar a contribuição no ventilador, Ricardo Nunes declarou que não haveria hipótese de impor semelhante suplício aos paulistanos.

O prefeito esclareceu que sua ideia seria estimular os moradores da capital a se cotizarem voluntariamente para enterrar os fios por conta própria. Se os moradores de uma determinada rua ou região da cidade se animassem a colocar a mão no bolso, a prefeitura participaria da vaquinha.

A poda das árvores é uma responsabilidade do município. O contribuinte financia o serviço. Em 2023, o município de São Paulo reservou para a manutenção de áreas verdes e vegetação na cidade R$ 328 milhões. É mais do que os R$ 289 milhões gastos no ano passado.

Quando os galhos roçam a fiação, a concessionária de energia também pode realizar a poda. O preço está embutido na conta. O diabo é que as árvores fizeram uma opção criminosa pela existência exorbitante, forçando Nicola, o doutor que comanda a Enel, a realizar exibições públicas de malabarismo verbal:

— A [rede elétrica] de São Paulo é 98% aérea. É uma rede construída de forma econômica, então, foi uma boa decisão. No deserto, esse tipo de rede é segura, mas onde há árvores, com muita chuva e vento, ela fica exposta a danos —e São Paulo é uma cidade verde. Isso é maravilhoso, mas é preciso cuidar das árvores e da rede aérea. No ano passado, podamos 350 mil árvores. Esse é um trabalho anual. Mas agora, temos que fazer um debate sobre a mudança climática. Em 2021, faltou água em todo país, agora temos muita água e muito vento.

Na opinião de Nicola, a vaquinha para enterrar os fios não pode ser municipal, mas nacional:

— É preciso um olhar diferente. Já há discussões sobre possíveis ações, entre elas, enterrar a rede. Mas é uma decisão muito forte, que demanda coordenação, investimentos e tempo. A rede de São Paulo tem mais de 40 mil quilômetros. Inúmeras vezes se falou em enterrar os fios, mas não se chega a consenso de quanto vai custar nem de quem vai pagar. Por isso tem que ser um projeto de país, com custos compartilhados.

Tarcísio de Freitas cuidou de amenizar a inépcia coletiva. Disse que, muitas vezes, as prefeituras arrostam dificuldades para fazer o manuseio dos galhos. Segundo ele, há "inadequação de árvore por porte, de acordo com a via e localização das redes". Vítima da mesma dificuldade do prefeito de lidar com o português, o governador enfiou na sua prosa uma expressão da língua inglesa:

— É uma questão que a gente vai estruturar. Vamos pegar o benchmark [referência] de outros Estados que aprovaram legislações, como o Paraná, que ajudam o prefeito nesse manejo.

A solução, segundo Tarcísio, seria o envio à Assembleia Legislativa de um projeto de lei para disciplinar o corte das árvores.

O serviço de energia elétrica é uma concessão da União. Em 1996, criou-se a Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica. É uma autarquia vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Deveria fiscalizar os contratos de concessão, cobrando eficiência dos prestadores privados do serviço. Levada ao balcão, politizou-se. Sob Bolsonaro, foi terceirizada ao centrão.

Em São Paulo, a Aneel delegou a fiscalização, por convênio, à sua congênere estadual. Chama-se Arsesp, sigla da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo.

No Brasil, como se sabe, a iniciativa privada e o Estado consideram-se isentos de falhas. Governadores e prefeitos são infalíveis. Agências reguladoras, federais ou estaduais, exibem competência inexcedível.

O único crime cometido por empresas como a Enel é o excesso de eficiência. Nicola Cotugno produziu um tipo sui generis de autoanálise, uma autocrítica a favor:

— Chegará um tempo em que se avaliará as dificuldades que nós enfrentamos. Não teve negligência nossa. Não é para nos desculparmos, não. Foi algo excepcional. Quando chega um furacão no Texas, o problema não é a empresa elétrica, é o furacão. Aqui, estamos acostumados com eventos menores. Mas, se olharmos de uma forma racional e não emocional, a gente está fazendo um trabalho incrível por um fenômeno pelo qual não tivemos controle.

Resta investigar o conluio que uniu as árvores e o vento na sabotagem aos consumidores de energia do maior e mais próspero estado da federação. Se a investigação for levada às últimas consequências, decerto serão identificados outros cúmplices invisíveis —os cupins e fungos, por exemplo.

A julgar pelo excesso de eficácia da concessionária privada e pelas inexcedíveis boas intenções das autoridades, não há mais dúvidas. 

O que desligou São Paulo da tomada foi um apagão fitossanitário decorrente da formação de uma quadrilha arbóreo-climática. Polícia nas árvores.

‘O Maníaco’ de Benjamín Labatut

‘O Maníaco’ traz pai que mata filho para evitar que ele seja vítima do nazismo

Livro começa quase como um thriller, com um assassinato seguido de suicídio, numa instituição para deficientes, em Amsterdã

Sérgio Augusto, O Estado, 12/11/2023

Do chileno Benjamín Labatut, autor de dois dos livros mais fascinantes aqui lançados no ano passado, Quando Deixamos de Entender o Mundo e A Pedra da Loucura, a mesma Todavia edita agora O Maníaco. É mais um esplêndido exercício de ficção científica lato sensu: meio romance biográfico, meio relato histórico, meio ensaio filosófico sobre avanços e desatinos cometidos por sumidades da matemática, física, cibernética e outros campos da ciência.

E que começa quase como um thriller, com um assassinato seguido de suicídio, numa instituição para deficientes, em Amsterdã. 

Campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, em foto de 27 de janeiro de 2020 Foto: REUTERS/Nora Savosnick

Em setembro de 1933, o médico e gênio da matemática e da física austríaco Paul Ehrenfest estoura os miolos do filho adolescente com síndrome de Down para evitar que ele caia vítima do antissemitismo e da pseudociência eugênica do nazismo, e com a mesma arma dá cabo da própria vida, havia tempos um fardo insuportável.

Ehrenfest era amigo íntimo de Einstein, que muito o admirava. Mas nenhuma adulação de seus pares foi capaz de superar o abissal mal-estar que a truculência nazista e a doença do filho agravaram de forma irreversível. Quatro meses antes do suicídio, Paul se horrorizara com o auto da fé de livros de autores judeus oficiado por Goebbels, na Opernplatz de Berlim – “descobrira o irracional”, com que se recusava a conviver.

O segundo maníaco (e também judeu) retratado por Labatut é o matemático húngaro John von Neumann (1903-1957), que morreu naturalizado norte-americano. Mais que um gênio da informática, precursor do computador moderno e principal cabeça da Teoria dos Jogos, foi um polímata a quem até já atribuíram o partejo do século 21, por conta de seus estudos sobre o algoritmo e suas pesquisas sobre máquinas autorreplicantes, inteligência artificial e outros “sonhos loucos da razão”.

Completa o elenco uma vintena extra de sabichões da lógica e estratosféricas operações mentais, como Eugene Wigner, Richard Feynman, Klara Dan, os “fantasmas na máquina” que mais contribuíram para “o delicado equilíbrio do terror” nos tempos modernos. E também para “os delírios da IA”, que Labatut encara com explícita apreensão.

Neumann, contudo, paira acima dos demais. Merecidamente. Suas digitais estavam na implosão da primeira bomba atômica, nas bases matemáticas da mecânica quântica, em quase todos os assombros científicos contemporâneos. Era “um monstro onipresente”, diz Labatut, “uma figura titânica”, a quem os colegas viam como um ET, como o próximo estágio da evolução humana. Quando nas últimas, consumido por um câncer, ironicamente no cérebro, mantiveram-no isolado no hospital, sob escolta militar. O maníaco de Budapeste sabia demais, tornara-se um segredo de Estado, dos Estados Unidos. E em 1957 estávamos no auge da Guerra Fria.

Em tempo

Benjamín Labatut, "Quando deixamos de entender o mundo" 

sábado, 11 de novembro de 2023

Palíndromos

o que são e exemplos

Flávia Neves

Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos!

Você já ouviu esta frase? Sabia que esta frase é um palíndromo?

O que é um palíndromo?

Um palíndromo é uma palavra ou frase que pode ser lida no seu sentido normal, da esquerda para a direita, bem como no sentido contrário, da direita para a esquerda, sem que haja mudança nas palavras que a formam e no seu significado.

Como ler um palíndromo?

No sentido normal da frase, o palíndromo deverá ser lido da forma habitual. Na leitura de palíndromos do fim para o início deverão ser consideradas apenas as letras, sendo desconsiderados espaços entre palavras, sinais de pontuação e de acentuação, bem como outros sinais gráficos.

Exemplos de palíndromos mais conhecidos

Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos!

Amor a Roma.

Lava esse aval.

Anotaram a data da maratona.

A cara rajada da jararaca.

Eva, asse essa ave!

Olé! Maracujá, caju, caramelo!

O lobo ama o bolo.

A grama é amarga.

omissíssimo;

anilina;

arara;

ovo;

asa;

ama;

reviver.

Palavras palíndromas

Ada;

afã;

aia;

ala;

ama;

Ana;

anã;

anilina;

arara;

asa;

ata;

ele;

esse;

Hanah;

mamam;

matam;

metem;

mirim;

mussum;

Natan;

oco;

omissíssimo;

osso;

Oto;

ovo;

racificar;

radar;

raiar;

ralar;

ramar;

rapar;

rasar;

reger;

reler;

Renner;

reter;

rever;

reviver;

rir;

rodador;

sacas;

saias;

salas;

socos;

sopapos;

sós.

Frases palíndromas

A babá baba.

A base do teto desaba.

A cara rajada da jararaca.

A cera causa sua careca.

A dama admirou o rim da amada.

A Daniela ama a lei? Nada!

A diva ávida, dádiva à vida.

A diva em Argel alegra-me a vida.

A droga do dote é todo da gorda.

A gorda ama a droga.

A grama é amarga.

A lupa pula.

A mãe te ama.

A mala nada na lama.

A miss é péssima!

A pateta ama até tapa.

A porta rangia à ignara tropa.

À Rita, sátira!

A Rita, sobre vovô, verbos atira.

A rua Laura.

A sacada da casa.

A torre da derrota.

Acata o danado... e o danado ataca!

Acuda cadela da Leda caduca.

Adias a data da saída.

Ai, Bia!

Aí, Lima falou: “Olá, família”.

Ajudem Edu já!

Ali, lado da Lila.

Amar dá drama.

Ame o poema.

Amo Omã. Se Roma me tem amores, amo Omã!

Amor a Roma.

Amora me tem aroma.

Ana lava Lana.

Ana Rita: a tirana!

Ana, case, esse é sacana.

Ande logo, ela vale o gol, Edna!

Anotaram a data da maratona.

Anotaram? Meu erro comum ocorreu em maratona.

Após a sopa.

Arara rara.

Ari é fã da danada da feira.

Arroz é zorra.

Assim a aia ia à missa.

Assim a aluna anula a missa.

Até o poeta.

Até time demite, tá?

Atino…banana bonita.

Ato idiota.

Aula é a lua.

Ave veloz o leve. Vá!

E assim a missa é,

E até o Papa poeta é.

E Leda, sacana, ia na casa dele.

Eco: vejo hoje você.

Ele padece da pele.

Em roda, tropa; após a sopa, à porta dorme.

És sapo? Passe.

Ésio, fale! Ela foi-se.

Eva, asse e pape essa ave.

Eva, asse essa ave!

Irene ri.

Lá tem metal.

Lá vou eu em meu eu oval.

Laço bacana para panaca boçal.

Ladra pardal.

Lava esse aval.

Livre do poder vil.

Luz azul.

Luza Rocelina, a namorada do Manuel, leu na moda da Romana: anil é cor azul.

Marujos só juram.

Me vê se a panela da moça é de aço, Madalena Paes, e vem.

Mega bobagem.

Missa é assim.

Morram após a sopa marrom.

No cabaré terá bacon?

Nos ligou o Gilson!

O Atari piratão.

O caso da droga da gorda do saco.

O céu sueco.

O Cid é médico.

O cotonete no toco.

O duplo pó do trote torpe de potro meu que morto pede protetor todo polpudo.

O galo ama o lago.

O lobo ama o bolo.

O mito é ótimo.

O muro: rever o rumo.

O pó de cocaína mata maníaco cedo, pô!

O romano acata amores a damas amadas e Roma ataca o namoro.

O teu dueto.

O treco certo.

O trote torto.

O trote torto.

O voo do ovo.

Ódio do doido!

Oh nossas luvas avulsas, sonho...

Oi, rato otário!

Olá, galo!

Olé! Maracujá, caju, caramelo!

Orava o avaro.

Ótimo, só eu, que os omito.

Oto come doce seco de mocotó.

Oto come mocotó.

Pivete vip!

Rir, o breve verbo rir.

Roda esse corpo, processe a dor!

Roma é amor.

Roma me tem amor.

Roda esse corpo, processe a dor!

Rota de redator.

Saíram o tio e oito marias.

Seco de raiva, coloco no colo caviar e doces.

Sem o dote, é todo mês.

Ser belo: lebres.

Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos!

Soluço-me sem óculos.

Som, só com o cosmos!

Zé de Lima, Rua Laura, Mil e Dez.

Os versos palíndromos são também chamados de anacíclicos.

Números palíndromos

22;

44;

55;

66;

111;

131;

151;

171;

191;

212:

232;

252;

272;

292;

363;

545;

878;

999;

1221;

7337;

9449;

15 651;

26 162;

865 568;

413 314;

6 321 236;

8 744 478.

Os números palíndromos são também chamados de capicua.

Datas palíndromas

10/01/1001

01/01/1010

11/11/1111

20/02/2002

02/02/2020

22/02/2022

21/12/2112

12/12/2121

22/12/2122

13/02/2031

23/02/2032

14/02/2041

24/02/2042

15/02/2051

25/02/2052

16/02/2061

26/02/2062

17/02/2071

27/02/2072

18/02/2081

28/02/2082

19/02/2091

29/02/2092

30/03/3003

Tipos de palíndromos

Alguns palíndromos são explícitos, apresentando uma mensagem clara e direta, de fácil interpretação. Outros palíndromos são interpretáveis, apresentando uma mensagem que, não sendo tão clara e direta, é possível de ser entendida após leitura cuidada. Há ainda palíndromos insensatos, formados por palavras que não possuem ligações de sentido.

Palíndromo explícito: A mãe te ama.

Palíndromo interpretável: E até o Papa poeta é.

Palíndromo insensato: Olé! Maracujá, caju, caramelo!

Sator arepo tenet opera rotas é o palíndromo mais antigo conhecido. Escrito em latim, é um palíndromo perfeito. Pode ser lidos em todas as direções: da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, de cima para baixo, de baixo para cima. Significa: O lavrador diligente conhece a rota do arado.

Existem palíndromos de origem desconhecida e palíndromos de autores, como Rômulo Marinho, Millôr Fernandes, Paulo Henriques Britto, Rogério Duarte Filho, Marcelo Coimbra Furtado e Mateus S. Thimóteo.

A construção de palíndromos contribui para o desenvolvimento do raciocínio lógico e confere diversão ao conteúdo escrito.


Flávia Neves

Professora de português, revisora e lexicógrafa nascida no Rio de Janeiro e licenciada pela Escola Superior de Educação do Porto, em Portugal (2005). Atua nas áreas da Didática e da Pedagogia.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Prêmio Jabuti 2023

CONHEÇA OS NOMES DOS 10 SEMIFINALISTAS DE CADA CATEGORIA DO 65º PRÊMIO JABUTI

Eixo: Literatura

Conto

Título: A gaveta e o abismo: contos de terror e burocracia | Autor(a): Gabriela Guimarães Gazzinelli | Editora(s): Marcelo Lotufo, Edições Jabuticaba

Título: As pessoas costumam não notar quando estamos mortos | Autor(a): Malu Ferreira Alves | Editora(s): 7Letras

Título: Br2466: ou a pátria que os pariu | Autor(a): Nélio Silzantov | Editora(s): Penalux

Título: Educação Natural: textos póstumos e inéditos | Autor(a): João Gilberto Noll | Editora(s): Record

Título: Fábulas cabulosas e outras histórias subversivas | Autor(a): Henrique Rodrigues | Editora(s): Rocco

Título: Guia anônima | Autor(a): Junia Zaidan | Editora(s): FiNA, Cousa

Título: Mulher feita e outros contos | Autor(a): Marilene Felinto | Editora(s): Fósforo

Título: Planta Oração | Autor(a): Calila das Mercês | Editora(s): Editora Nós

Título: Transitórios (ou Cadernos de viagem) | Autor(a): Alexandra Lopes da Cunha | Editora(s): Urutau

Título: Usufruto de demônios | Autor(a): Whisner Fraga Mamede | Editora(s): Ofícios Terrestres Edições

Crônica

Título: Aquele dia na praia | Autor(a): Flavio Sarlo | Editora(s): Leitura Fina

Título: As vozes da minha cabeça | Autor(a): S. Ganeff | Editora(s): Labrador

Título: Benditas coisas que eu não sei: músicas, memórias, nostalgias felizes | Autor(a): Zélia Duncan | Editora(s): Agir Editora

Título: Diário dos abraços | Autor(a): Mayara Floss | Editora(s): Coragem

Título: Estrábica | Autor(a): Blima Bracher | Editora(s): Obra Independente

Título: Folias de aprendiz | Autor(a): Geraldo Carneiro | Editora(s): História Real

Título: Lembremos do futuro: crônicas do tempo da morte do tempo | Autor(a): Julián Fuks | Editora(s): Companhia das Letras

Título: Por quem as panelas batem | Autor(a): Antonio Prata | Editora(s): Companhia das Letras

Título: Pra quando você acordar | Autor(a): Bettina Bopp | Editora(s): Planeta do Brasil

Título: Vastidão | Autor(a): Cristiana Rodrigues | Editora(s): Vasta

Histórias em Quadrinhos

Título: A batalha | Autor(a): Eloar Guazzelli, Fernanda Verissimo | Editora(s): Quadrinhos na Cia

Título: A Coisa | Autor(a): Orlandeli | Editora(s): Gambatte

Título: A infância do Brasil | Autor(a): José Aguiar | Editora(s): Nemo

Título: Barrela | Autor(a): João Pinheiro, Plínio Marcos | Editora(s): Brasa Editora

Título: Franjinha: contato | Autor(a): Vitor Cafaggi | Editora(s): Panini Comics

Título: Haya e o Tempo | Autor(a): Janaína de Luca, Pedro Cobiaco | Editora(s): Mino

Título: Indivisível: uma história de liberdade | Autor(a): Marília Marz | Editora(s): Conrad

Título: Mukanda Tiodora | Autor(a): Marcelo D'Salete | Editora(s): Veneta

Título: O fim da noite | Autor(a): Diox, Rafael Calça | Editora(s): Darkside

Título: O Menino Rei | Autor(a): Felipe Pan, Mariane Gusmão, Olavo Costa | Editora(s): Nemo

Infantil

Título: A espera | Autor(a): Ilan Brenman | Editora(s): Santillana Educação

Título: A Princesa Naselda | Autor(a): Ingrid Osternack Barros Neves | Editora(s): Nexo Design e Editora Insight

Título: Desligue e abra | Autor(a): Ilan Brenman | Editora(s): Santillana Educação

Título: Doçura | Autor(a): Anna Cunha, Emília Nuñez | Editora(s): Tibi Livros

Título: O encontro de Mário | Autor(a): Márcia Cristina Silva | Editora(s): Cepe

Título: O menino, o pai e a pinha | Autor(a): Yuri de Francco | Editora(s): Ciranda na Escola

Título: O sapo e a flor de mil pétalas | Autor(a): Farid Rocha | Editora(s): Cora Editora

Título: Um lago, um menino e a lua | Autor(a): Cléo Busatto | Editora(s): CLB Produções

Título: Voar na imaginação | Autor(a): Celso Vicenzi | Editora(s): Arte Editora

Título: Você é um monstro | Autor(a): Guilherme Karsten | Editora(s): HarperCollins Brasil

Juvenil

Título: A catalogadora de idosos | Autor(a): Pedro Tavares | Editora(s): Edições SM

Título: A sorte pulou da janela | Autor(a): Leo Cunha | Editora(s): Dimensão

Título: Alan Turing: suas máquinas e seus segredos | Autor(a): Sílvia Amélia Bim, Silvio Luiz Bragatto Boss | Editora(s): Blucher

Título: As coisas de que não me lembro, sou | Autor(a): Jacques Fux | Editora(s): Aletria

Título: E fiquem bem | Autor(a): Alexandre Brito, Antônio Schimeneck, Caio Riter, Christian David, Gláucia de Souza, Laura Castilhos | Editora(s): Physalis Editora

Título: Meu lugar no mundo | Autor(a): Walcyr Carrasco | Editora(s): Santillana Educação

Título: Natali e sua vontade idiota de agradar todo mundo | Autor(a): Thalita Rebouças | Editora(s): Rocco

Título: Óculos de cor: ver e não enxergar | Autor(a): Lilia Moritz Schwarcz, Suzane Lopes | Editora(s): Companhia das Letrinhas

Título: Os meus monstros e os seus | Autor(a): Ricardo Benevides | Editora(s): Elo Editora

Título: Sozinha | Autor(a): Keka Reis | Editora(s): Gutenberg

Poesia

Título: A água é uma máquina do tempo | Autor(a): Aline Motta | Editora(s): Círculo de poemas

Título: A nova utopia | Autor(a): Régis Bonvicino | Editora(s): Quatro Cantos

Título: Aby Ayala Membyra Nhe'Engara: cânticos de uma filha da terra | Autor(a): Eva Potiguara | Editora(s): UK'A Editorial

Título: Alma corsária | Autor(a): Claudia Roquette-Pinto | Editora(s): Editora 34

Título: Araras vermelhas | Autor(a): Cida Pedrosa | Editora(s): Companhia das Letras

Título: Engenheiro fantasma | Autor(a): Fabrício Corsaletti | Editora(s): Companhia das Letras

Título: Fim de verão | Autor(a): Paulo Henriques Britto | Editora(s): Companhia das Letras

Título: Rio Pequeno | Autor(a): Floresta | Editora(s): Círculo de poemas

Título: Sonetos de birosca e poemas de terreiro | Autor(a): Luiz Antonio Simas | Editora(s): José Olympio

Título: Weiyamî: mulheres que fazem sol | Autor(a): Sony Ferseck | Editora(s): Wei Editora

Romance de Entretenimento

Título: 12321 – O amor é um palíndromo | Autor(a): Marina Kon | Editora(s): Penalux

Título: A vida e as mortes de Severino Olho de Dendê | Autor(a): Ian Fraser | Editora(s): Intrínseca

Título: Cores e Pesadelos: cenas de um crime | Autor(a): Ricardo Carvalhaes Fraga | Editora(s): Autografia Editora

Título: Dentro do nosso silêncio | Autor(a): Karine Asth | Editora(s): Bestiário

Título: Mata-mata: versão estendida | Autor(a): Zé Wellington | Editora(s): Draco

Título: Negrilin | Autor(a): Maria Luiza Vargas Ramos | Editora(s): Alternativa

Título: O luto da baleia | Autor(a): Solange Cianni | Editora(s): Obra Independente

Título: Selvagem | Autor(a): Marília Passos | Editora(s): Labrador

Título: Sente-se comigo | Autor(a): Luciana Chardelli | Editora(s): 7Letras

Título: Viralizou | Autor(a): Igor Verde, Juan Jullian | Editora(s): Galera Record

Romance Literário

Título: A vida futura | Autor(a): Sérgio Rodrigues | Editora(s): Companhia das Letras

Título: Agora agora | Autor(a): Carlos Eduardo Pereira | Editora(s): Todavia

Título: Beatriz e o poeta | Autor(a): Cristovão Tezza | Editora(s): Todavia

Título: Homem de papel | Autor(a): João Almino | Editora(s): Record

Título: Menos que um | Autor(a): Patrícia Melo | Editora(s): Casa dos Mundos

Título: O que pesa no Norte | Autor(a): Tiago Germano | Editora(s): Moinhos

Título: Os perigos do imperador: um romance do Segundo Reinado | Autor(a): Ruy Castro | Editora(s): Companhia das Letras

Título: Saturno translada | Autor(a): Lucas Lazzaretti | Editora(s): 7Letras

Título: Um crime bárbaro | Autor(a): Ieda Magri | Editora(s): Autêntica Contemporânea

Título: Via Ápia | Autor(a): Geovani Martins | Editora(s): Companhia das Letras

Eixo: Não Ficção

Artes

Título: A arte modernista de Erasmo Xavier | Autor(a): Rejane Cardoso | Editora(s): Verbo Comunicação & Eventos

Título: Aurora: memórias e delírios de uma mulher da vida | Autor(a): Joel Birman Silvana Jeha | Editora(s): Veneta

Título: Dalton Paula: Brazilian Portraits | Autor(a): Adriano Pedrosa, Divino Sobral, Glaucea Helena de Britto, Lilia Moritz Schwarcz, Marcelo Campos, Vivian Braga dos Santos | Editora(s): Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp)

Título: Dalton Paula: O sequestrador de almas | Autor(a): Dalton Paula, Lilia Moritz Schwarcz | Editora(s): Cobogó

Título: Futuros em gestação: cidade, política e pandemia | Autor(a): Guilherme Wisnik, Tuca Vieira | Editora(s): WMF Martins Fontes, Escola da Cidade

Título: Imagens marcantes da fotografia brasileira (1840-1914) | Autor(a): Pedro Corrêa do Lago, Ruy Souza e Silva | Editora(s): Capivara

Título: O Olhar Germânico na Gênese do Brasil | Autor(a): Maurício Vicente Ferreira Júnior, Rafael Cardoso | Editora(s): Museu Imperial

Título: Rubem Valentim (1922-1991) sagrada geometria | Autor(a): Bené Fonteles | Editora(s): Edições Pinakotheke

Título: Tomie | Autor(a): Paulo Miyada, Priscyla Gomes (Organizadores) | Editora(s): Instituto Tomie Ohtake

Título: Walter Firmo: no verbo do silêncio a síntese do grito | Autor(a): Sérgio Burgi | Editora(s): IMS

Biografia e Reportagem

Título: A vacina sem revolta: a luta de Rodolpho Theophilo contra o poder e a peste | Autor(a): Lira Neto | Editora(s): Bella Editora

Título: Arrabalde: em busca da Amazônia | Autor(a): João Moreira Salles | Editora(s): Companhia das Letras

Título: As guerras da independência do Brasil | Autor(a): Leonencio Nossa | Editora(s): Topbooks Editora

Título: Escravidão: da independência do Brasil à Lei Áurea | Autor(a): Laurentino Gomes | Editora(s): Globo Livros

Título: O exercício da incerteza: memórias | Autor(a): Drauzio Varella | Editora(s): Companhia das Letras

Título: O negócio do Jair: a história proibida do clã Bolsonaro | Autor(a): Juliana Dal Piva | Editora(s): Zahar

Título: O ovo da serpente: nova direita e bolsonarismo: seus bastidores, personagens e a chegada do poder | Autor(a): Consuelo Dieguez | Editora(s): Companhia das Letras

Título: Poder camuflado: os militares e a política, do fim da ditadura à aliança com Bolsonaro | Autor(a): Fabio Victor | Editora(s): Companhia das Letras

Título: Rainhas da noite | Autor(a): Chico Felitti | Editora(s): Companhia das Letras

Título: Rato de redação | Autor(a): Márcio Pinheiro | Editora(s): Matrix Editora

Ciências

Título: A gente mira no amor e acerta na solidão | Autor(a): Ana Suy | Editora(s): Paidós

Título: Covid-19: desafios para a organização e repercussões nos sistemas e serviços de saúde | Autor(a): Lenice Gnocchi da Costa Reis, Margareth Crisóstomo Portela, Sheyla Maria Lemos Lima | Editora(s): Fiocruz

Título: Dicionário dos negacionismos no Brasil | Autor(a): José Luiz Ratton, José Szwako | Editora(s): Cepe

Título: Emergência climática: o aquecimento global, o ativismo jovem e a luta por um mundo melhor | Autor(a): Matthew Shirts | Editora(s): Claro enigma

Título: Fazendo as pazes com a ansiedade | Autor(a): Blenda Marceletti de Oliveira | Editora(s): Companhia Editora Nacional

Título: Imperfeitos: um relato íntimo de como a inclusão e a diversidade podem transformar vidas e impactar o mercado de trabalho | Autor(a): Julie Goldchmit | Editora(s): Maquinaria Sankto Editora

Título: Pediatria Essencial | Autor(a): Alice D’Agostini Deutsch, Carlos Augusto Cardim de Oliveira, Claudio Schvartsman, Durval Anibal Daniel Filho, Eduardo Juan Troster, Elda Maria Stafuzza Gonçalves Pires, Érica Santos, Mariana Facchini Granato, Paula Alves Gonçalves, Renata Dejtiar Waksman | Editora(s): Atheneu

Título: Políticas e Sistemas de Saúde em Tempos de Pandemia: nove países, muitas lições | Autor(a): Adelyne Maria Mendes Pereira, Carlos Machado de Freitas, Cristiani Vieira Machado | Editora(s): Fiocruz

Título: Psicanálise de boteco: o inconsciente na vida cotidiana | Autor(a): Alexandre Patricio de Almeida | Editora(s): Paidós

Título: Uma história das florestas brasileiras | Autor(a): Zé Pedro de Oliveira Costa | Editora(s): Autêntica Editora

Ciências Humanas

Título: A República de chinelos: Bolsonaro e o desmonte da representação | Autor(a): Luciana Villas Bôas | Editora(s): Editora 34

Título: Abismos da Leveza | Autor(a): Rodrigo Petronio Ribeiro | Editora(s): É Realizações Editora

Título: Declaração universal dos direitos da pessoa humana fora do armário | Autor(a): Pavinatto | Editora(s): Edições 70

Título: É próprio do humano: uma odisseia do autoconhecimento e da autorrealização em 12 lições | Autor(a): Dante Gallian | Editora(s): Record

Título: Humanamente Digital: inteligência artificial centrada no humano | Autor(a): Cassio Pantaleoni | Editora(s): Unità Educacional

Título: Identidades e Crise das Democracias | Autor(a): Bernardo Sorj | Editora(s): Fundação FHC

Título: O Diabo | Autor(a): Humberto Maggi | Editora(s): Obra Independente

Título: O grupo e o mal: estudo sobre a perversão social | Autor(a): Contardo Calligaris | Editora(s): Fósforo

Título: O ponto a que chegamos: duzentos anos de atraso educacional e seu impacto nas políticas do presente | Autor(a): Antônio Gois | Editora(s): FGV

Título: Pontos fora da curva: por que algumas reformas educacionais no Brasil são mais efetivas do que outras e o que isso significa para o futuro da educação básica | Autor(a): Olavo Nogueira Filho | Editora(s): FGV

Ciências Sociais

Título: Africano: uma introdução ao continente | Autor(a): Kauê Lopes dos Santos | Editora(s): Record

Título: Aurora: o despertar da mulher exausta | Autor(a): Marcela Ceribelli | Editora(s): HarperCollins Brasil

Título: Diplomacia Ambiental | Autor(a): Rubens Barbosa, Wânia Duleba | Editora(s): Blucher Open Access

Título: Limites da democracia: de junho de 2013 ao governo Bolsonaro | Autor(a): Marcos Nobre | Editora(s): Todavia

Título: Linha vermelha: a guerra da Ucrânia e as relações internacionais do século XXI | Autor(a): Felipe Loureiro (Organizador) | Editora(s): Editora da Unicamp

Título: Movimento LGBTI+: uma breve história do século XIX aos nossos dias | Autor(a): Renan Quinalha | Editora(s): Autêntica

Título: Nós do Brasil: nossa herança e nossas escolhas | Autor(a): Zeina Latif | Editora(s): Record

Título: O estruturalismo como pensamento radical | Autor(a): José Guilherme Merquior | Editora(s): É Realizações

Título: O funk na batida: baile, rua e parlamento | Autor(a): Danilo Cymrot | Editora(s): Edições Sesc São Paulo

Título: Tecnologia do Oprimido: desigualdade e o mundano digital nas favelas do Brasil | Autor(a): David Nemer | Editora(s): Milfontes

Economia Criativa

Título: Cafés Especiais Brasil | Autor(a): Tanit Savassi | Editora(s): Obra Independente

Título: Criatividade a Sério | Autor(a): Felipe Zamana | Editora(s): Obra Independente

Título: Ecossistemas Empreendedores: o que são e para que servem? | Autor(a): Edmundo Inácio Júnior, Fernando Antonio Prado Gimenez, Rafael Stefenon | Editora(s): PUCPress

Título: ESG Investing: um novo paradigma de investimentos? | Autor(a): João Amato Neto, Lucas Cardoso dos Anjos, Pedro Kenzo Jukemura, Yago Cavalcante | Editora(s): Blucher

Título: Hospedagens Memoráveis | Autor(a): Rodrigo Galvão | Editora(s): Freitas Bastos Editora

Título: Indústria 4.0: impactos sociais e profissionais v.2 | Autor(a): Cinthia Obladen de Almendra Freitas, Maria Izabel Machado, Rodrigo Bombonati de Souza Moraes (Organizadores) | Editora(s): Blucher

Título: Metaverso Educacional de Bolso - Conceitos, Reflexões e Possíveis Impactos na Educação | Autor(a): Francisco Tupy, Helena Poças Leitão | Editora(s): Arco 43 Editora

Título: Negocie sem medo: os cinco pilares para construir acordos com confiança | Autor(a): Breno Paquelet | Editora(s): Portfolio-Penguin

Título: Patrimônio 4.0 | Autor(a): Pedro Henrique Gonçalves (Organizador) | Editora(s): Blucher

Título: Receitas do Favela Orgânica: aproveitamento integral de alimentos | Autor(a): Regina Tchelly | Editora(s): Senac Rio

Eixo: Produção Editorial

Capa

Título: Joseca Yanomami: Nossa terra-floresta | Capista: Nina Nunes | Editora(s): Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp)

Título: Judith Lauand: desvio concreto | Capista: Paula Tinoco, Roderico Souza | Editora(s): Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp)

Título: Mensagem | Capista: Flávia Castanheira | Editora(s): Todavia

Título: Moby Dick, ou A baleia | Capista: Rafael Nobre | Editora(s): Clássicos Zahar

Título: Nadja | Capista: Flávia Castanheira | Editora(s): 100/cabeças

Título: O rei pálido | Capista: Alceu Chiesorin Nunes | Editora(s): Companhia das Letras

Título: Ubuntu: eu sou porque nós somos | Capista: André François | Editora(s): ImageMagica

Título: Um defeito de cor (Edição Especial) | Capista: Leticia Quintilhano | Editora(s): Record

Título: Via Ápia | Capista: Alceu Chiesorin Nunes | Editora(s): Companhia das Letras

Título: Volta ao mundo em 7 clássicos | Capista: Ana Paula Hentges, Bruno Miguell Mendes Mesquita, Laurindo Feliciano | Editora(s): TAG Experiências Literárias

Ilustração

Título: A notável história do homem-listrado | Ilustrador(a): Fayga Ostrower | Editora(s): EDUFRN

Título: Castelos de areia | Ilustrador(a): Odilon Moraes | Editora(s): ÔZé Editora

Título: Feira feroz | Ilustrador(a): Daniel Kondo | Editora(s): VR Editora

Título: Frankenstein | Ilustrador(a): Vicente Pessôa | Editora(s): Clube de Literatura Clássica

Título: Lá fora | Ilustrador(a): André Neves | Editora(s): Companhia das Letrinhas

Título: Minúscula | Ilustrador(a): Fran Matsumoto | Editora(s): Brinque-Book

Título: Moby Dick, ou A baleia | Ilustrador(a): Letícia Lopes | Editora(s): Antofágica

Título: O dedão do pé do gigante | Ilustrador(a): Bruna Ximenes | Editora(s): Editora do Brasil

Título: O povo Kambeba e a gota d’água | Ilustrador(a): Cris Eich | Editora(s): Edebe Brasil

Título: Sou mais eu | Ilustrador(a): Rogério Coelho | Editora(s): DarkSide

Projeto Gráfico

Título: A queda de satã | Responsável: Gustavo Piqueira | Editora(s): WMF Martins Fontes

Título: Atos de revolta: outros imaginários sobre independência | Responsável: Sometimes Always | Editora(s): Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

Título: Daido Moriyama: uma retrospectiva | Responsável: Elaine Ramos | Editora(s): IMS

Título: Eco-Lógicas Latinas | Responsável: Lorenzo Lo Schiavo | Editora(s): Act.

Título: Expresso 2222 | Responsável: Ana Oliveira, Paulo Chagas | Editora(s): Iyá Omin

Título: Fabulosas: Histórias de um Brasil LGBTQIAP+ | Responsável: Caronte Design | Editora(s): Paralela

Título: Judith Lauand: desvio concreto | Responsável: Paula Tinoco, Roderico Souza | Editora(s): Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp)

Título: Luiz Gonzaga: 110 anos do nascimento | Responsável: Vladimir Barros de Souza | Editora(s): Viu Cine

Título: Middlemarch: um estudo da vida provinciana | Responsável: Flávia Castanheira, Igor Miranda | Editora(s): Pinard

Título: Tomie | Responsável: Felipe Carnevalli De Brot, Vitor Cesar Junior | Editora(s): Instituto Tomie Ohtake

Tradução

Título: Abobrificação do Divo Cláudio | Tradutor(a): Lúcio Aneu Sêneca, Luiz Henrique Milani Queriquelli, Maria Helena Felicio Adriano, Miguel Ângelo Andriolo Mangini, Pedro Falleiros Heise | Editora(s): Iluminuras

Título: Édipo Rei ou Édipo em Tebas | Tradutor(a): Jaa Torrano | Editora(s): Ateliê Editorial, Editora Mnêma

Título: Ensaios de Karl Philipp Moritz | Tradutor(a): José Feres Sabino | Editora(s): Edusp

Título: Finnegans Rivolta | Tradutor(a): Dirce Waltrick do Amarante (Organizadora) / Coletivo Finnegans | Editora(s): Iluminuras

Título: Inana | Tradutor(a): Adriano Scandolara, Guilherme Gontijo Flores | Editora(s): Sobinfluencia Edições

Título: Linhas fundamentais da filosofia do direito | Tradutor(a): Marcos Lutz Müller | Editora(s): Editora 34

Título: O imortal do sul da China | Tradutor(a): Giorgio Sinedino | Editora(s): Unesp

Título: Phantasus: poema-non-plus-ultra | Tradutor(a): Simone Homem de Mello | Editora(s): Perspectiva

Título: Poiética [Cadernos] | Tradutor(a): Fábio Roberto Lucas, Roberto Zular | Editora(s): Iluminuras

Título: Vidas rebeldes, belos experimentos | Tradutor(a): Floresta | Editora(s): Fósforo

Eixo: Inovação

Escritor(a) Estreante

Título: A tessitura da perda | Autor(a): Cristianne Lameirinha | Editora(s): Quelônio

Título: Chuva oblíqua | Autor(a): Bruno Laet | Editora(s): Urutau

Título: Em Brasília, setembro | Autor(a): Livia Milanez | Editora(s): Obra Independente

Título: Extremo oeste | Autor(a): Paulo Fehlauer | Editora(s): Cepe

Título: Filha | Autor(a): Nayara Noronha | Editora(s): 7Letras

Título: Mathos: o inexistente | Autor(a): Rafael F. Atuati | Editora(s): Cas'a edições

Título: O céu no meio da cara | Autor(a): Júlia Portes | Editora(s): NAU Editora

Título: Síngulas Brasilis Fantásticas | Autor(a): Valentim Biazotti | Editora(s): Penalux

Título: Sismógrafo | Autor(a): Leonardo Piana | Editora(s): Edições Macondo

Título: Tinta branca | Autor(a): Alexandre Alliatti | Editora(s): Patuá

Fomento à Leitura

Título: A cidade da gente | Responsável(eis): Otavio Nazareth

Título: Álbum Guerreiras da Ancestralidade do Mulherio das Letras Indígenas | Responsável(eis): Evanir de Oliveira Pinheiro

Título: Calangos Leitores | Responsável(eis): Claudine Maria Diniz Duarte

Título: Clube de Leitura dos Livros Banidos | Responsável(eis): Cristian Brayner

Título: Linklado: teclado digital para línguas indígenas | Responsável(eis): Noemia Kazue Ishikawa

Título: Livro de Rua | Responsável(eis): Hugo Barros

Título: Mostra de Literatura Inclusiva | Responsável(eis): Andrey do Amaral

Título: Projeto Ciranda do Saber | Responsável(eis): Meire Aparecida do Nascimento

Título: Quem tem medo de lendas? | Responsável(eis): Maria Angélica de Moura Miranda

Título: São Luís sob a luz dos tambores | Responsável(eis): Foto Clube Poesia do Olhar

Livro Brasileiro Publicado no Exterior

Título: A obscena senhora D | Editora(s): Companhia das Letras, Penguin Random House Grupo Editorial - Portugal

Título: Becos da memória | Editora(s): Pallas Editora, Portugalský inštitút

Título: Caderno de rimas do João | Editora(s): Pallas Editora, Editora Trinta Zero Nove

Título: Consenso e conflito na democracia contemporânea | Editora(s): Editora Unesp, Editorial Universitaria de Buenos Aires (Eudeba)

Título: Marrom e amarelo | Editora(s): Alfaguara, And Other Stories

Título: O cabelo de Cora | Editora(s): Pallas Editora, Editora Trinta Zero Nove

Título: O caderno sem rimas da Maria | Editora(s): Pallas Editora, Editora Trinta Zero Nove

Título: Pequeno manual antirracista | Editora(s): Companhia das Letras, Capovolte

Título: Setenta | Editora(s): Dublinense, Hellnation Libri

Título: Tropical sol da liberdade | Editora(s): Companhia das Letras, Al Arabi Publishing


CONHEÇA OS NOMES DOS 10 SEMIFINALISTAS DE CADA CATEGORIA DO 65º PRÊMIO JABUTI

Câmara Brasileira do Livro anuncia autores e obras selecionados; público também já pode conferir a lista de jurados

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) acaba de divulgar as listas dos 10 semifinalistas de cada categoria da 65ª edição do Prêmio Jabuti. Ainda neste mês, no dia 21, às 12h, será feito o anúncio dos 5 finalistas. Todas as informações oficiais são compartilhadas pelo site da premiação (https://www.premiojabuti.com.br/). Os vencedores das 21 categorias, distribuídas em quatro eixos (Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação), além do Livro do Ano, serão conhecidos em cerimônia no Theatro Municipal de São Paulo, no dia 05 de dezembro.

No total, foram 4.245 obras inscritas para esta edição, que mostram o tamanho do prêmio e da literatura brasileira. Entre as novidades do Jabuti 2023, o autor do ‘Livro do Ano’, além do prêmio de R$70 mil, receberá agora passagens e estadia pagas para participar da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, um dos eventos literários mais importantes do mundo.

Focando em novos talentos, também foi criado este ano a categoria “Escritor Estreante”, para autores que tenham publicado sua primeira obra em língua portuguesa no Brasil entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2022, na categoria Romance de Entretenimento ou Romance Literário.

”Seguimos valorizando e reconhecendo a literatura em nosso País. E cada passo desse processo é muito festejado. É sempre uma grande oportunidade de lançarmos luz sobre nossos talentos”, acrescenta Sevani Matos, presidente da CBL.

“Chegar aos dez melhores em cada categoria não foi uma tarefa fácil diante da grande qualidade das obras inscritas. O júri enfrentou o desafio com competência e nos entrega uma lista admirável. É uma alegria poder compartilhar esses primeiros nomes e, no dia 5 de dezembro, vamos conhecer os vencedores em uma cerimônia já consagrada e sempre muito aguardada”, afirma Hubert Alquéres, curador do Prêmio Jabuti.

O público poderá acompanhar a cerimônia – que é fechada para convidados – em transmissão ao vivo pelo canal da CBL no Youtube.

Prêmio Jabuti

Realizado desde 1958, o Prêmio Jabuti consolidou-se como a mais importante premiação nacional do livro e é referência no mercado editorial brasileiro. Patrimônio cultural do país, o Prêmio é responsável por reconhecer e divulgar a potência da produção nacional, com a valorização de cada um dos elos que formam a cadeia do livro, dialogando com os diversos públicos leitores e, junto com eles, assimilando as mudanças da sociedade.

Prêmio Jabuti Acadêmico

A Câmara Brasileira do Livro criou uma nova premiação, o JabutiAcadêmico. Voltado para premiar obras científicas, técnicas e profissionais, o Prêmio Jabuti Acadêmico será lançado em 2024 e é fruto do compromisso constante da CBL em valorizar e incentivar a diversidade da produção editorial brasileira. Esse reconhecimento importante busca não só homenagear os autores que se dedicam a esses segmentos, mas também incentivar a excelência da produção acadêmica no Brasil.

terça-feira, 7 de novembro de 2023

'Free Solo' e o namoro com a morte

Free Solo, 2018, Jimmy Chin&Elizabeth Chai Vasarhelyi

“Mas nunca ficarei satisfeito se não tentar. Porque se fizer o trabalho todo e ainda achar que é muito difícil, talvez não seja para mim, seja para as gerações futuras. Ou talvez para alguém que não tenha razões para viver.”

Free Solo é um documentário americano de 2018 dirigido por Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin. O filme demonstra o trabalho do alpinista Alex Honnold em sua missão de escalar o El Capitan, em junho de 2017. Estreado no Festival de Cinema de Telluride em 31 de agosto de 2018, também foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto, vencendo a categoria People's Choice Award: Documentaries. O lançamento ocorreu em 28 de setembro de 2018, nos Estados Unidos, por intermédio da National Geographic Documentary Films, levando-o a arrecadar US$ 15 milhões em bilheteria. O filme recebeu aclamação crítica, incluindo uma vitória no Oscar 2019 na categoria de Melhor Documentário. Wiki

Free Solo (2018): proeza individual e audiovisual

William Sousa 

Nas montanhas da Califórnia fica o Parque Nacional de Yosemite, onde há um dos mais lindos vales do mundo. Ele possui formações geológicas únicas, como o “Half Dome”, uma enorme cúpula de granito de 1500m de altura, e também o impressionante penhasco chamado “El Capitán” com quase um quilômetro de paredão de pedra. Não é à toa que o lugar é um dos principais destinos para alpinismo no planeta, atraindo verdadeiros loucos por adrenalina. Alex Honnold é sem dúvida um deles e responsável por um feito inédito e de tamanha insanidade que dificilmente será superado no futuro. O experiente alpinista encarou “O Capitão” sem nenhum equipamento de proteção, contando somente com os pés e as mãos livres na modalidade conhecida como “Free Solo”. Este é o nome do impressionante documentário que gravou a intimidade, a metódica preparação e a incrível façanha quase suicida de Alex, contra a preocupação genuína de todos os profissionais envolvidos.

Realizadas pelo casal Elizabeth Chai Vasarhelyi e Jimmy Chin (“Meru – O Centro do Universo”) com apoio da National Geographic, as imagens do documentário são em si um resultado tão miraculoso quanto a escalada, devido ao altíssimo perigo e aos desafios da produção. Nada menos que a vida de Alex dependia não só de suas habilidades físicas, mas de total e absoluta concentração. Assumir o risco de interferir e, sem querer, causar a morte do alpinista, seria devastador para a equipe participante, formada por profissionais especialistas em montanhas justamente para solucionar esses problemas. Como forma de contornar os obstáculos técnicos, foram utilizadas câmeras controladas remotamente e microfones projetados em consideração às dificuldades físicas.

Em relação à proeza registrada, é possível uma comparação com o também excelente documentário “O Equilibrista”, que relatou a caminhada do francês Philippe Petit sobre um cabo de aço entre as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York. No entanto, “Free Solo” tem a oportunidade que o anterior não teve, que foi acompanhar “ao vivo” todos os passos de preparação para a fascinante aventura. A montagem do filme ainda propõe estudar Alex Honnold, seu passado e suas motivações, buscando pintar um retrato completo sobre sua pessoa. Morando há quase uma década numa van por praticidade, Alex dedicou a vida ao alpinismo, colocando relacionamentos em segundo plano e evitando pessoas para não ter estresses. Seu comportamento distanciado e propenso a riscos tem uma explicação científica sugerida por testes neurológicos, realizados a partir da ideia de que seria preciso algo anormal na cabeça de uma pessoa para ela se sujeitar ao desafio de escalar montanhas sem proteção.

Quanto ao quebra-cabeça psicológico construído em paralelo com a preparação e depoimentos dos profissionais envolvidos, na ausência de um crédito de roteirista para a obra, atribui-se igualmente o notável resultado ao veterano editor Bob Eisenhardt (“Nora Ephron – Tudo é Cópia”). Um clássico arco narrativo é apresentado entre os relatos em fotomontagens estilizadas e as animações tridimensionais sobre os perigosos trechos da escalada. Alex é o protagonista, seu objetivo e obstáculos são claros, e os “coadjuvantes” do filme ajudam a desenhar seu caráter. O clímax dessa história já conhecemos, mas não o caminho a percorrer nem as lições do “herói” ao final da jornada. Sua “mocinha” se chama Sanni, a metade emotiva e compreensiva namorada de Alex. E seu “ajudante” é o também perito Tommy Caldwell. Enquanto Sanni representa a imprevisível distração e a estabilidade que Alex resiste a buscar, as reações de Tommy são o melhor indício da inconsequência de encarar “El Capitán”. Caldwell tem anos de experiência a mais que o amigo, e todo o medo que Honnold não sente é visível em seus olhos.

Com vertiginosas imagens desconcertantes e uma narrativa limpa e envolvente, “Free Solo” é um impecável documentário, que só não é mais emocionante de acompanhar por causa da natural dificuldade de se criar empatia com um personagem com as condições psicológicas de Alex. Não se surpreenda, no entanto, se seu estômago congelar ao escutar sobre os perigos da escalada livre e os históricos acidentes fatais. Em certo momento, até a equipe técnica parece torcer para que Honnold desista da subida para não arriscar serem testemunhas de sua morte. Mesmo já sabendo de antemão sobre o sucesso do alpinista, é quase igual desafio tentar manter o fôlego durante esse ótimo filme.

 
 



 BS: as fotos do filme, no texto, são daquele que vos fala


 
 





segunda-feira, 6 de novembro de 2023

A miséria da educação

A universidade na era do ensino remoto

Lara Machado e Renata Buono, piaui,  06/11/2023

Em 2024, o Brasil terá mais universitários em cursos à distância do que em presenciais. A previsão consta no mais recente Censo da Educação Superior. O ensino à distância, conhecido pela sigla EaD, cresce continuamente desde 2015 e ganhou força na pandemia. No ano passado, três milhões de brasileiros ingressaram em faculdades EaD, contra 1,6 milhão na modalidade presencial – que, no acumulado, ainda concentra a maioria dos universitários. Se, por um lado, o EaD é inclusivo, atendendo a um público mais velho e de menor renda, por outro, tem maior evasão e menos cursos de excelência, segundo os dados do Inep. O =igualdades mostra como se deu o crescimento do ensino remoto nos últimos anos e o perfil de seus estudantes.

Desde 2015, a quantidade de universitários em cursos EaD tem crescido anualmente numa média de 23,8%. A maioria dos novos alunos, hoje, são do ensino remoto. A previsão do Inep é de que em 2024 o total de alunos matriculados em cursos EaD no Brasil supere o de alunos matriculados em cursos presenciais.

Os futuros professores do Brasil estão se formando sem contato com a sala de aula. Dos 1,6 milhões de matriculados em cursos de licenciatura em 2022, 64% estudavam na modalidade EaD. Na rede privada, essa proporção foi de 88%. Pedagogia é o curso mais popular do ensino remoto tanto na rede privada, com 790 mil vagas, quanto na rede pública, com 16 mil vagas.

O ensino à distância nas universidades públicas tem uma média de 34 alunos por professor; na rede privada, são 171 alunos por professor. A razão aluno-docente é um dos critérios do Inep para avaliar a qualidade do ensino nas universidades. Entende-se que, quanto maior o número de alunos por professor, mais difícil é atender às necessidades pedagógicas de cada estudante individualmente.

Dos 1,4 milhão de estudantes que ingressaram em cursos de graduação EaD em 2018, só 481 mil ainda estavam matriculados dois anos depois. Nos cursos presenciais, entraram 2,1 milhões em 2018, restaram 1,1 milhão em 2020.

Dos 8 mil cursos presenciais avaliados pelo MEC através do Enade, 27% foram categorizados nos conceitos 4 ou 5, os mais altos numa escala de excelência que vai de 1 a 5. Entre os cursos EaD, a proporção foi de 18%.

Os dados do Enade apontam diferenças entre o perfil dos universitários de cursos presenciais e de cursos EaD. Enquanto 52% dos alunos dos cursos presenciais têm até 24 anos, somente 19% dos alunos do EaD estão nessa faixa etária. No ensino presencial, os alunos que passaram dos 40 anos não chegam a 9%; no EaD, são 22%. Além disso, estudantes do EaD trabalham mais: 67% têm uma jornada de trabalho de 40 horas ou mais por semana, contra apenas 42% dos estudantes de cursos presenciais.

Em média, os estudantes do EaD têm renda menor do que os estudantes de cursos presenciais. Segundo dados do Enade, 35% dos universitários de cursos presenciais têm renda familiar superior a 4,5 salários mínimos; no EaD, a proporção é de 24%. 

Lara Machado (siga @__laramachado no Twitter) e Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)


EaD está acabando com as universidades - e todo mundo finge não ver

Rodrigo Ratier, Colunista de Ecoa, 08/11/2023 

"Educação não é mercadoria", diz o grito de guerra tradicional das manifestações estudantis. Embora cheio de nobres propósitos, o protesto mira no passado. Para a maioria da população, a única educação disponível é a mercantilizada — e mercadoria das mais chinfrins disponíveis.

Divulgados na semana passada, os resultados do Enade (Exame Nacional de Cursos) de 2022 apontam os efeitos nocivos da explosão de matrículas na modalidade a distância no ensino superior. Para a surpresa de ninguém, as turmas de EaD (ensino a distância) apresentam desempenho pior (em muitos casos, bem pior) do que os estudantes em cursos presenciais.

Popularizado na pandemia, o EaD é a mais recente arapuca dos grandes conglomerados educacionais para capturar o suado dinheiro das classes populares. Estamos, sim, falando dos mais pobres, porque os ricos ainda possuem acesso desigualmente facilitado às instituições públicas, ou têm simplesmente optado por mandar seus filhos estudarem no exterior, numa espécie de recolonização da educação brasileira.

Em certas situações e para determinado tipo de aluno, as aulas online são válidas e têm potencial democratizante. Mas no modelo predatório adotado pelas instituições privadas na graduação, os problemas superam em muito os benefícios.

Um curso EaD reduz o ensino à instrução, retomando o ultrapassado modelo unidirecional de um professor falando para (centenas, milhares de) estudantes;

Restringe o contato entre alunos, e entre aluno e professor; padroniza aulas para diferentes turmas e até diferentes instituições, ignorando as heterogeneidades que são a marca de qualquer agrupamento humano;

Subordina a educação às big techs, suas plataformas e soluções proprietárias;

Transforma os professores em aplicadores de aulas e infantiliza os graduandos com suas estratégias de "gamificação" e disciplinas que parecem um tutorial do YouTube.

Claro que 10 entre 10 instituições vão dizer que seus cursos online trabalham com "metodologias ativas", que têm modelo de ensino "flexível e adaptado ao cotidiano apressado", que apresentam conteúdos de forma "dinâmica e divertida". É a tal história: todo dia um otário e um esperto saem de casa. Quando eles se encontram, sai negócio. Quem espera que a educação seja simples fruição está buscando a coisa errada no lugar errado. Educação dá trabalho e leva tempo. Traz benefícios duradouros, mas é fruto de esforço e estudo.

Como "professor conteudista", participei da elaboração de uma graduação EaD e recebi instruções bastante específicas:

Vídeos de até 10 minutos, com o conteúdo sempre lido em teleprompter;

Questões padronizadas em múltipla escolha no "padrão Enade" (alguém esperaria de um curso assim algo diferente do adestramento para provas?);

Questões discursivas com gabarito pré-pronto de respostas (o que nos levava à desconfiança de que as disciplinas não teriam professor, algo que nunca nos foi confirmado);

Obrigação de usar bibliografia específica de uma fraquíssima biblioteca digital ("e, por favor, indique poucas páginas para leitura!");

E, óbvio, assinatura de contrato de cessão de direitos autorais à faculdade proponente até a quinta ou sexta geração.

O detalhe é que se tratava de uma instituição "de elite", neófita no ambiente digital. Imagino a selvageria dos grandes conglomerados que iludem o povão com seus cursos online de 99 reais por mês. Não existe almoço grátis nem educação de qualidade por esse preço.

Está ruim e vai piorar

O Enade 2022 traz o retrato de um ensino superior com 48% dos alunos na modalidade online. O Censo da Educação Superior mostra que, em 2021, 62,8% dos ingressantes escolheram cursos a distância. Em 2022, foram mais de 70%, sujeitos a diferentes tipos de armadilhas.

Já há instituições oferecendo três — isso mesmo, três — tipos diferentes de EaD.

Existe o EaD "tradicional" (tradicional hoje são os cursos sem interação direta com professor, com aulas relâmpago pré-gravadas, listas de exercícios padronizados);

A "live", com algumas videoaulas ao vivo (algo na casa de uma hora por dia);

E o "semipresencial", com uma ou outra aula na instituição, com pessoas de carne e osso.

As duas últimas modalidades existem apenas na cabeça dos marqueteiros de universidades, porque o Ministério da Educação (MEC) só reconhece cursos presenciais ou a distância.

O MEC, aliás, tem uma gigantesca responsabilidade pela esculhambação promovida pelo EaD. Em 2017, uma flexibilização nas regras possibilitou às instituições de ensino superior abrir até 250 (você leu certo) polos EaD sem autorização (leu certo de novo) do MEC. E uma portaria de 2019 liberou uma carga de até 40% de aulas online em cursos presenciais. Sua leitura está correta de novo: mesmo graduações carimbadas como "presenciais" podem ter dois de seus cinco dias de aula na modalidade a distância, o que tem gerado precarização docente e ondas sem precedentes de redução do quadro de professores em instituições privadas.

Salvo raros espasmos, a fiscalização do MEC tem se mostrado inócua. É preciso regular o setor, rever a liberalização desenfreada do EaD, revogar legislação e, sim, fechar cursos estelionatários, que não educam e não empregam. Aliás, onde estão a UNE e as entidades de classe dos professores do ensino superior para pressionar por essa pauta? A divulgação dos resultados do Enade é uma boa deixa para finalmente começar a arrumar a bagunça.

Rodrigo Ratier - Jornalista e professor universitário na USP, em São Paulo. É também autor do blog Em Desconstrução, de Universa, coordenador do blog coletivo Entendendo Bolsonaro, e fundador e gestor do curso online contra fake news Vaza, Falsiane (www.vazafalsiane.com)


domingo, 29 de outubro de 2023

PVC: Santos vai cair

PVC indica qual gigante do futebol brasileiro não escapa do rebaixamento em 2023

Por Teco Silva, 23/10/2023

A reta final do Brasileirão 2023 tem se tornado cada vez mais emocionante, e a briga contra o rebaixamento promete agitar os corações dos torcedores. Com quase metade dos times ainda mantendo chances matemáticas de cair para a segunda divisão, a competição está em um nível de imprevisibilidade notável.

PVC crava rebaixamento de gigante brasileiro

No programa “De Primeira,” do UOL Esporte, o renomado jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, analisou a situação do Santos e fez uma aposta ousada, sugerindo que o time da Baixada Santista pode enfrentar seu primeiro rebaixamento na história do campeonato.

“Eu acho que o Santos vai cair. Torço para que não caia, mas acho que não vai escapar, um pouco pela tabela que tem pela frente. O Santos tem oito vitórias, mas três foram nos últimos cinco jogos, ele pode conseguir cinco nos próximos 10 jogos, não é esse o problema, o problema é voltar a jogar no nível que jogou contra o Palmeiras, por exemplo”, avaliou PVC.

Santos ainda escapa do rebaixamento?

PVC enfatizou que a salvação do Santos pode vir por meio do desempenho do Goiás, que, apesar de apresentar bom futebol, tem deixado escapar pontos cruciais ao longo da temporada.

“O Santos tem uma final de campeonato contra o Coritiba, tem que ganhar do Coritiba de qualquer jeito na Vila Belmiro. Aí ele vai a 33 pontos e pode fazer o clássico contra o Corinthians, no domingo, com os dois na zona de rebaixamento. Acho improvável, porque o Goiás joga bem, mas não ganha jogos. Dos últimos 10 jogos, o Goiás ganhou dois, embora só tenha perdido um, o Goiás empata, empata e empata. O grande candidato para livrar Santos ou Vasco é o Goiás, porque o Goiás não ganha jogos, ele empata muito” disse PVC

Chances de rebaixamento no Brasileirão

De acordo com dados do Departamento de Matemática da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o Santos aparece com 50,3% de chances de rebaixamento na Série A. Nessa estatística preocupante, América-MG e Coritiba lideram, com mais de 98% de riscos de rebaixamento. O Vasco da Gama, por sua vez, figura com 51,7% de chances de cair para a segunda divisão, enquanto outros seis times também estão sob risco.

América-MG: 99,6%

Coritiba: 98,9%

Vasco: 51,7%

Santos: 50,3%

Goiás: 36,7%

Corinthians: 25,3%

Cruzeiro: 14,2%

Bahia: 10,2%

Inter: 8%

Cuiabá: 3,4%

São Paulo: 1,7%

A tensão e a emoção da luta contra o rebaixamento no Brasileirão 2023 estão atingindo níveis máximos, à medida que a competição se aproxima de seu desfecho. O destino do Santos e de outros times na parte inferior da tabela permanece incerto, tornando cada partida uma batalha decisiva pela permanência na elite do futebol brasileiro.