segunda-feira, 27 de julho de 2026

Socorro Acioli

Cirurgia bariátrica, apê no Copan e casamento em cenário de best-seller: as mudanças de Socorro Acioli. Fenômeno literário com 500 mil livros vendidos, escritora cearense se prepara para ver seus romances virarem filme (estrelado por Alice Carvalho) e enredo na Sapucaí

Por Ruan de Sousa Gabriel — São Paulo, O Globo, 21/06/2026 

A escritora Socorro Acioli veste camisa e calça N10 e tênis Mr Cat — Foto: Julia Mataruna

Num café no Centro de São Paulo, numa tarde fria e barulhenta, Socorro Acioli conta, entre um cappuccino e outro, que finalmente saiu do “modo de sobrevivência”. “A vida me treinou lutar. Estou fazendo um trabalho mental para entender que posso relaxar”, explica a autora do best-seller “A cabeça do santo” (Companhia das Letras). Agora, nem a menopausa vai impedi-la de aproveitar a vida — aliás, discussões sobre mudanças hormonais lhe interessam tão pouco quanto a moda da autoficção. “Está acontecendo tanta coisa que já nem sei o que é menopausa e o que não é. Tenho viajado muito e, às vezes, acho que é só cansaço mesmo. Não quero encontrar mais noia para a minha cabeça, não”, diz a escritora de 51 anos.

Socorro é hoje uma das escritoras mais populares do Brasil. Mês passado, a Companhia das Letras anunciou que, juntos, os romances da cearense “A cabeça do santo” (2014) e “Oração para desaparecer” (2023) e o infantojuvenil “A bailarina fantasma” (2015) passaram a marca de 500 mil cópias. A escritora publica regularmente desde 2001: além dos romances, é autora de perfis biográficos de Frei Tito e Rachel de Queiroz e 18 livros infantis (“Ela tem olhos de céu” venceu o Prêmio Jabuti, em 2013).

A escritora Socorro Acioli veste N10 — Foto: Julia Mataruna

No entanto, foi nos últimos três anos que ela virou uma celebridade da literatura. Em 2023, tornou-se a autora mais vendida da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e deu uma entrevista ao Fantástico, da TV Globo, na qual falou pela primeira vez sobre o suicídio do pai, quando tinha três anos, e da esquizofrenia da mãe. Ela também acredita que a propaganda de Itamar Vieira Junior a ajudou a se tornar mais conhecida. “A cabeça do santo” é um dos livros que o autor de “Torto arado”, que bateu a raríssima marca de 1 milhão de exemplares, indica em falas públicas.

“Não acho que tem a ver comigo, não”, rebate Itamar, por telefone. “Socorro é uma escritora de imenso talento e criatividade, cujas histórias conversam com um Brasil que está tentando se encontrar e tem se voltado para suas origens.” Os dois se aproximaram na pandemia. Os conselhos da cearense, mais experiente, ajudaram o baiano, que era funcionário público e virou best-seller, a navegar no mundo literário. Itamar a descreve como “generosa”, “solidária” e “divertida”. A amizade está prestes a passar por uma prova. Em 2027, eles serão “rivais” na Sapucaí: “Torto arado” será enredo da Unidos de Vila Isabel e “A cabeça do santo”, da Unidos da Tijuca. Lucas Milato, carnavalesco da escola, afirma que os preparativos para levar a obra de Socorro ao sambódromo estão “a todo vapor”. “Estamos muito empolgados em contar uma história que é fantástica em todos os sentidos”, diz ele.

Ex-aluno dos cursos de escrita criativa que Socorro ofereceu de 2009 a 2023, Stênio Gardel elogia a habilidade de tirar beleza dos detalhes. “Em ‘A cabeça do santo’, ela descreve os pés do protagonista como ‘dois animais dentados e imundos’ (ele andava há dias sem sapato)”, diz o autor de “A palavra que resta”: “Admiro a sua coragem, na literatura e na vida”.

Socorro é apontada como herdeira do realismo mágico latino-americano — foi aluna da oficina Como Contar um Conto, que o Nobel de Literatura colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014) dava em Cuba. Em “A cabeça do santo”, Samuel sai de Juazeiro do Norte para a cidade de Candeia atrás do pai que nunca conheceu e se abriga numa gigantesca cabeça de uma estátua de Santo Antônio. Lá dentro, Samuel ouve as rezas das mulheres ansiosas para casar. E a cabeça existe mesmo: em Caridade, a 95 quilômetros de Fortaleza.

Já “Oração para desaparecer”, em que uma brasileira desmemoriada é desenterrada em Portugal, nasceu do fascínio da escritora por uma igreja em Almofala, no litoral cearense, que passou quase meio século, de 1897 a 1943, soterrada. Contam os antigos (e Socorro perambulou pela cidade a ouvi-los) que o que era enterrado naquela areia aparecia em Portugal.

Em abril do ano que vem, a escritora e seu namorado, o professor de biologia Júlio Saraiva, se casam na igreja da cidade, numa cerimônia restrita à família. “A igreja de Almofala mudou a minha vida. E foi durante a escrita do ‘Oração para desaparecer’ que comecei o namoro com Júlio, em 2020. Eu nunca pensei em casar na igreja antes, mas depois disso tudo eu sonho com esse dia, com todos os detalhes da cerimônia. Tenho a sensação de que, na hora do casamento, eu posso olhar para o lado e ver os personagens por ali. Não duvido de nada”.

'Delírio San Pedro', o novo romance da escritora Socorro Acioli, deve sair no ano que vem — Foto: Julia Mataruna

Tanto “A cabeça do santo” como “Oração para desaparecer” vão virar filme. O primeiro tem Antônio Pitanga e Bruno Gagliasso no elenco (“eu não podia contar isso, mas agora já foi”, diz Socorro). E Alice Carvalho vai interpretar a protagonista de “Oração para desaparecer”.

Os romances de Socorro se passam num Brasil rural, parado no tempo e de muita fé. “Coloco a religião nos livros porque ela me dá muitas possibilidades de desdobrar o enredo. E também porque eu não consigo enxergar a vida sem a perspectiva da espiritualidade”, diz a escritora, que é candomblecista e tem uma tatuagem de Oxóssi no braço direito. Ela também sabe tirar tarô e anda sempre com um baralho na bolsa — por razões literárias. Os personagens de seu próximo romance, “Delírio San Pedro”, são inspirados nas cartas. “É influência de Italo Calvino”, explica.

Crônicas e Orações, com Socorro Acioli | Casa Folha na Flip 2026 - vídeo/entrevista 

Mês que vem, Socorro lança “Amar é inadiável” (Planeta), seleta de crônicas publicadas nos jornais O Povo e Diário do Nordeste. O livro é dedicado ao pai dela: “Manoel Calixto de Alencar, que sonhava em ser cronista”. “Quando me reaproximei da família do meu pai, uma tia me deu uma caixa com os documentos dele e lá tinha carteirinha de jornalista para entrar em estádio. Ele trabalhava nos Correios, mas me contaram que o sonho dele era ser cronista esportivo. A partir daí, fui refazendo a história do meu pai na minha cabeça e me toquei que, sem perceber, tinha dado o nome dele para o pai de Samuel, de ‘A cabeça do santo’”, conta a autora.

A escritora Socorro Acioli veste camisa e calça N10 e tênis Mr Cat — Foto: Julia Mataruna

Na adolescência, ela confidenciou que o pai se matara a uma amiga, que depois espalhou à escola toda que suicídio era genético e que Socorro certamente teria o mesmo fim. Depois da entrevista ao Fantástico, ela recebeu muitas mensagens de pessoas que tinham histórias parecidas e até mais tristes. “É por isso que eu não tenho vontade de escrever autoficção. Prefiro pensar a dor coletivamente, porque a minha não é maior que a dos outros. Acompanhando a doença da minha mãe, vi muita gente sofrendo desassistida. Eu estudava numa escola boa, tive várias coisas que me salvaram”, afirma. Socorro foi criada pela avó, Sebastiana Edite, bordadeira. As duas eram “chapas”. Todo domingo, ela ia buscar “duas garrafas de Brahma” para a avó e ganhava um picolé como pagamento. Adorava ouvir as histórias que Dona Sebastiana contava, como de sua bisavó, que, aos 13 anos ameaçara fugir com o bando de Lampião.

Socorro tem duas filhas do primeiro casamento: Beatriz, de 23 anos, e Camila, de 10 anos. Aprende muito com elas. “Esses dias eu falei que fulano era um gato e Beatriz me disse que não se fala mais isso. Perguntei como é que se elogia homem bonito. Ela me olhou com cara de desprezo e disse: ‘Não elogia’”, conta a escritora, que vive em Fortaleza com as filhas na mesma rua em que o namorado, Júlio, vive com os três filhos: dois gêmeos de 16 anos e outro menino de sete. Depois do casamento, vão continuar vivendo separados. Socorro está erguendo uma casa para os sete na Praia da Taíba, no Ceará. Dá para ver o projeto e acompanhar o andamento das obras no perfil @casa_milagrito, no Instagram.

Ela também comprou uma sala comercial no Centro de Fortaleza, perto do Mercado Central, onde a avó vendia seus bordados e da agência dos Correios onde o pai trabalhava. E um apartamento de 40 metros quadrados no Copan, a obra-prima de Oscar Niemeyer, em São Paulo. “Paguei tudo com dinheiro de livro. Acho incrível poder dizer isso”, celebra Socorro, que, no ano passado, fez uma cirurgia bariátrica. Os exames estavam ruins, ela tinha dores no pé, cansava-se facilmente e não estava dando conta da rotina imposta pelo sucesso. “Juntei o dinheiro e fiz a cirurgia. Se precisar de outra, eu faço. Tudo o que for para minha saúde eu vou fazer. Só não quero mexer no meu rosto”, diz a escritora, que saiu do manequim 54 para o 44 em seis meses.

Dos investimentos imobiliários aos cuidados com a saúde, tudo, diz ela, é pensado para aproveitar mais a vida. “Esse momento vai passar. Estou tranquila com isso. Quantos escritores estouraram nos últimos 15 anos, venderam um monte e desapareceram? Não acho que eu vá desaparecer, mas vão surgir outros fenômenos e eu vou ficar aqui no Copan com meus livros”, diz a autora.

No dia seguinte à entrevista, Socorro mandou um recado à reportagem: “O algoritmo (do Instagram) está mandando matéria sobre menopausa sem parar desde ontem. Algoritmo fanfarrão”. E, de brincadeira, sugeriu um título para o perfil: “MenopAUGE: realizar sonhos aos 50 anos”.

Crônicas de Socorro Acioli na Folha de São Paulo

1. Um encontro mudou minha vida, e não sei mais onde loucura encontra literatura 

Para onde vão os internados quando um hospital psiquiátrico fecha as portas? Vi corpos desgastados por uma doença cruel que leva tudo, mas deixa o amo.

Socorro Acioli, fsp, 30.06.2026

Talvez seja um túnel, um portal, ainda busco a palavra certa para definir o que acontece quando mergulho em um tema para escrever um livro novo.

Estou pesquisando a história de um hospital psiquiátrico que fechou as portas e foi demolido. De tudo que pude apurar, ficou uma pergunta: para onde foram os homens e mulheres que estavam internados e não tinham vínculos familiares nem casa para onde voltar?

Jardim do Instituto Municipal Nise da Silveira, na zona norte do Rio de Janeiro, localizado onde o último manicômio do país foi fechado - Eduardo Anizelli - 29.jun.2022/Folhapress

Consegui uma entrevista com uma terapeuta ocupacional que trabalhou não só neste hospital, mas em outros. Foi uma conversa de duas horas que mudou a minha vida, pois ela me deu a resposta: os pacientes que sobraram estão, até hoje, em uma residência terapêutica da Prefeitura de Fortaleza. São idosos, alguns nunca souberam nem o próprio nome, a maioria não tem familiares conhecidos. Certamente ficarão nesta casa para sempre, seja quanto for o sempre de cada um.

Chama-se Teresa. Sua vida inteira é dedicada à saúde mental, a pacientes de quem ela lembra os nomes, o olhar, os detalhes, a voz, as coisas que diziam. Sobretudo as coisas bonitas.

Eles são capazes de amar muito, ela disse, e foi se lembrando de cenas e palavras que ouviu. Perguntei como cada um chegou até o hospital, quem levou. A polícia, os bombeiros, a família. Chegam em surto. Ou em silêncio profundo.

No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, veja cinco filmes sobre o tema - galeria

Pedi permissão para conhecer a residência e estar com eles por algumas horas, e assim começou um novo tempo para mim. São 14 pessoas em uma casa ampla e ventilada, com quintal, quartos espaçosos e uma cuidadora que eles —os que falam— chamam de mãe.

Alguns não falam, nunca falaram, pelo que se sabe. Não têm documento, não têm nome. Só os apelidos que ganharam. Apesar da doença, uns cuidam dos outros da maneira que conseguem. Conheci um por um, os que conseguem andar, os que não andam mais. Ouvi suas histórias cíclicas e lógicas, mesmo em uma organização desconexa de personagens.

O que resistia na memória eram as palavras que nomeavam o amor: a mãe, a filha, a gatinha de estimação. A vontade de ter roupa cor-de-rosa, pulseira e colar. Crianças em corpos desgastados por uma doença cruel que leva tudo, mas deixa o amor.

Museu criado por Nise da Silveira - fotos

Estávamos ao mesmo tempo diante da maior desgraça e da maior prova de compaixão e esperança. Dos pacientes psiquiátricos desvalidos desse mundo, 14 estão a salvo. Não foi totalmente triste estar lá. Enquanto o mundo corre acelerado esperando alienígenas, apocalipse, combatendo os sites de apostas, produzindo vídeos e gastando água para pedir respostas às máquinas, aquela casa flutua em outro tempo e espaço, onde somos humanos e precisamos uns dos outros.

Foi uma chance de compreender a vida no máximo da sua tragédia e, ao mesmo tempo, no limite nunca alcançado da experiência do amor de quem cuida. Como a Teresa, como todos que dedicam seus dias àquelas pessoas em outra experiência de tempo, vivendo no mesmo mundo que nós, precisando de nós. Precisando de mim.

O mais impressionante é que, antes de ir, eu tinha escrito seis personagens usando o que eu achava que era a minha imaginação. Mas as histórias coincidiam com os relatos da Teresa. Exatamente iguais.

Não sei mais explicar onde a loucura encontra a literatura na experiência da linguagem. Estar ali me deu uma nova dimensão de vida, um novo lugar de onde eu vejo o mundo. Talvez seja um túnel, talvez seja o meu sempre.

...

2. O único poeta que me fez chorar foi João Cabral de Melo Neto 

Ler 'O Cão sem Plumas' muitas e muitas vezes foi meu curso de poesia. Estou no Recife, e viajante sempre busca sua infância em toda cidade que vai.

Socorro Acioli, fsp, 22.06.2026

O único poeta que me fez chorar foi João Cabral de Melo Neto. Primeiro, quando li "O Cão sem Plumas". Segundo, quando naveguei no Capibaribe, no último final de semana.

O poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto - Homero Sérgio - 24.mai.1988/Folhapress

Pois estou em Recife e realizei esse sonho com meus melhores amigos pernambucanos. Vi o anoitecer dentro da água densa, morna e espessa deste rio que cresce sem nunca explodir.

Eu comecei a amar Pernambuco ainda criança, quando pedi de presente uma viagem para ver a Paixão de Cristo em Nova Jerusalém, nos anos 1980. Nunca me esqueci dos fogos de artifício quando Jesus vai pro céu. E de correr de um lado pro outro para ver as cenas e os milagres. Era tanta areia subindo nos passos da multidão que parecia mesmo a Terra Santa transmutada.

Quando voltei, depois de adulta, fui entendendo mais coisas, conhecendo mais lugares e o léxico próprio do lugar. Por exemplo, um bairro chamado Brasília Teimosa. E uma praia conhecida como Buraco da Velha, nomeada por causa de uma senhora que quebrou um buraco em um muro que tentava impedir a comunidade de tomar banho de mar. Como imaginaram impedir acesso ao mar justo ao pernambucano?

Porque dizem, agora até em uma placa, que o oceano Atlântico nasce aqui. E os judeus sefarditas saíram daqui para fundar Nova York. Não estou aqui para apurar fato algum, isto é uma declaração de amor sem qualquer relação com números ou documentos comprobatórios. Se disseram, está dito. Amor é uma coisa que se prova de outra forma.

Além da música pernambucana, trilha sonora de qualquer bom brasileiro, a literatura produzida aqui marcou a minha vida. E minha primeira fascinação, muito jovem, foi com João Cabral. Fui apresentada a ele com "Morte e Vida Severina", mas o meu imenso encanto foi "O Cão sem Plumas". 

Livro repassa vida de João Cabral de Melo Neto em mais de 500 fotografias - fotos

A grande força de João Cabral de Melo Neto foi me fazer entender o que é poesia. E aprender o que não é, por espelhamento.

Poesia é chamar um rio de "cão sem plumas". Usar uma adjetivação absurdamente filosófica e elevada em cada frase. Causar tanto, tanto espanto na sua estética tão fria e cortante. Falar de faca e de pedra.

Ler "O Cão sem Plumas" muitas e muitas vezes foi meu curso de poesia. Uma das histórias que mais gosto de ouvir é Moreno Veloso contando suas conversas com João Cabral sobre a Espanha. O desenho que ele fez de Sevilha, um mapa em um pedaço de papel. Queria gravar um dia esse vídeo. Moreno contando de novo, naquela sua paz profunda, como foi esse dia. E falando do rio de lá.

Um viajante sempre busca sua infância em toda cidade que vai. Foi João Cabral que disse isso. Eu sou da beira do mar, mas quem me acalma é a água doce.

Agora não sei o que fazer com a vontade de morar na rua da Aurora, de frente pro Capibaribe. Se eu fizer isso, vou viver ao lado de um poema que toma forma. Uma frase por dia, como oração. Transformar o poema em cartas de um oráculo. O rio morno, manso, espesso.

"Espesso,/ porque é mais espessa/ a vida que se luta/ cada dia,/ o dia que se adquire/ cada dia/ (como uma ave/ que vai cada segundo/ conquistando seu voo)."

Mais crônicas de Socorro Acioli 

3. Mesmo no cemitério, as pessoas ainda acreditam na vida  

4. Meu anticonselho para escritores 

5. Morreram todas minhas samambaias, mas vai que existe reencarnação? 

6. Resolvi minha insensatez juvenil e hoje digo que todos os Titãs são brotos 

7. Já são 20 anos conversando com fantasmas para escrever um livro 

8. Estamos nos tornando um Brasil de leitores 

9. Um presente de aniversário para quem já foi embora 

10. Com Djavan entendi o que canta o bem-te-vi 

11. Fui para a Argentina ver que água eles bebem para narrar histórias tão bem 

12. Três peixes na janela 

13. Os templários e o carcará 

14. Nas sombras e no contrapé 

Nenhum comentário:

Postar um comentário